Friday, November 15, 2013

Pareço legal, mas...

- Usei a fonte Comic Sans no MSN;

- Tive uma fase indie em 2007;

- Gosto desta música;

- Uso a expressão "de boa" com frequência;

- ...bem como sua variante "de boas";

- Estou no nível 396 no Candy Crush.


Um pouco de autocrítica sempre faz bem.

Wednesday, November 13, 2013

Oz - A Saga


Caso alguém ainda não saiba, eu conheci minha melhor amiga pela internet há sete anos. Nós nos descobrimos por acaso, nos encontramos pessoalmente após um ano, e nossa amizade continuou ótima mesmo depois de eu descobrir que, na verdade, ela era um senhor de 67 anos se passando por uma jovem estudante nas redes sociais.
Tá, mentira. Ela era quem dizia ser, eu é que sou o senhorzinho.
Sete longos anos de amizade à distância depois, nós finalmente estamos morando na mesma cidade. E, como se isso não bastasse, no mesmo apartamento.

Hoje, lá no Tinha, mas esqueci (se você conhece a Thami, sabe que é o nome perfeito para um blog dela), ela contou o início da nossa saga para conseguir esse apartamento em São Paulo. Era uma história que eu queria contar, mas como ela já o fez muito bem, não vou conseguir escrever um texto diferente do dela, e por isso o reproduzo aqui.
Aí está:



Talvez essa semana complete 2 meses que eu mudei de casa. 
Dois meses que o meu tempo de leitura (modo como eu meço meu tempo no transporte público) diminuiu de 2 horas para apenas 30 minutos. 
Dois meses que planos pensados há cinco anos se concretizaram. 
Dois meses que eu divido apartamento com a minha melhor amiga que conheci na internet 7 anos atrás. Yay.
Dois meses que eu enrolo para dar início à saga maravilhosa de posts sobre como é minha vida agora que moro sozinha. Sozinha/acompanhada. Aliás, é estranho eu dizer que moro sozinha já que a Bel tá lá. 
Sempre que eu disser "sozinha" imaginem a Bel escondida lá no canto da narrativa. A menos que eu realmente queira dizer que estou sozinha fazendo algo. Enfim, deixemos isso de lado por enquanto.
 
Como eu ia dizendo, estou morando sozinha/acompanhada em São Paulo e vou tentar compartilhar com vocês alguns dos melhores e piores momentos dessa nova fase da minha vida. 

 

PARTE 1 - O APARTAMENTO (OZ, para os íntimos todos)
 
Para começar é preciso dizer que mudar para São Paulo foi uma decisão fácil de se tomar mas incrivelmente difícil de realizar. Exigiu esforço de um batalhão de gente para tentar encontrar um lugar decente para se morar. No começo você parte para essa empreitada cheio de exigências:
 
"Quero um apartamento que tenha varandinha, ia ser tão bonito colocar flores toda semana e tomar chá olhando para uma bela vista".
 
Mas aos poucos você cai na realidade quando começa a ver o preço dos imóveis:
 
"Não precisa ser uma varanda, pode ser só um lugar bacana com dois quartos."
"Pode ser um lugar com um quarto só, com cozinha e sala grandes pra gente receber pessoas"
"Pode ser só um cômodo com uma vizinhança segura"
"Pode ser um lugar que eu divida com 15 pessoas e que tenha moradores de rua legais que me protejam de noite."
 
Enfim, foi difícil e nós quase desistimos, mas depois de quase meio ano surgiu um lugar bacana no prédio de uma amiga e fomos visitar. Era incrível, depois de tantas porcarias que a gente tinha visto ver uma coisa bonitinha encheu nosso coração de esperança. Vizinhança ótima, pertíssimo do metrô!
Entramos, fizemos planos e decoramos mentalmente o apartamento. Pronto, era esse.

Era. Até a gente saber o preço do aluguel. 
Duraríamos exatos dois meses pagando esse aluguel e daí teríamos que ir pra rua cantar e tocar pandeiro.
Voltamos à estaca 1. Digo 1 porque havia uma esperança: a mesma amiga sabia de um apartamento na rua de trás, marcamos com o corretor e lá fomos nós.

Adoramos a vizinhança,  também fica perto do metrô (apesar de não ser tão perto como o anterior) e ainda tem aquelas luminárias gracinhas típicas do bairro da Liberdade. 





Era o lugar perfeito e nós estávamos tão cansadas de procurar (e também não dava mais pra enrolar porque a Bel já estava de mudança de Florianópolis pra cá e ia ter que morar na rua minha casa.)
 
Foi com esse argumento da Bel moradora de rua que amolecemos o coração do zelador do prédio após esperarmos quase 1 hora pelo corretor que NUNCA APARECEU. 
 
O zelador nos mostrou dois apartamentos que havia para alugar. Um era da irmã de uma das moradoras e era a coisa MAIS AZUL que eu já vi em toda minha vida. Era meio esquisito mas no desespero parecia um palácio no céu. Ou no fundo no mar. Ou em qualquer outra coisa muito azul que venha a sua cabeça. Íamos fechar com a imensidão azul mas resolvemos visitar o próximo.
 
Foi quando abrimos a porta do segundo apartamento que tudo mudou. Encontramos. Era lindo, tinha quarto, cozinha, sala, banheiro, sem moradores de rua, sem 15 pessoas e o principal: um valor pagável. 
A gente não precisaria vender órgãos ou fios de cabelo para pagar as contas! Fechamos na hora. 

É PERFEITO.

Tirando a parede completamente torta da sala que causa alguns transtornos porque daí tudo parece torto e daí fica...peculiar, mais ou menos assim:
 
 
E tirando também que a "lavanderia" tá invertida com a cozinha e aí não dá pra estender roupa. Fora isso é perfeito. 
Tirando que tem um canto vazio para nada que previamente está escalado para ser o "canto do castigo". Mas é perfeito.
Apesar de que o banheiro é em diagonal e não dá pra colocar o box porque o cara também inverteu a posição do assento sanitário. Mas juro, é perfeito.
 
É perfeito e é nosso.

QUE COMECEM AS AVENTURAS.

Nos próximos capítulos vocês verão: os personagens que habitam a Cidade das Esmeraldas (nosso prédio/bairro), O nosso embate com a Wicked Witch of West (moça da imobiliária), Xenofobismo, etc. NÃO PERCAM.

 

Thursday, November 07, 2013

Segurança em Santa Catarina

Eu saio de Santa Catarina por dois meses, e quando vejo isso aconteceu:

Daqui.

Nem vou comentar. É fácil demais.
Só vou abrir uma enquete:

Qual a sua parte preferida?
a) O título da notícia
b) A foto dos salgadinhos apreendidos tipo drogas e armas
c) O nome da operação policial.

Tuesday, November 05, 2013

Mãe,

Estou ouvindo agora uma música nova do Andrew Bird. Chama Pulaski at Night. Você iria adorar.

Meu primeiro impulso foi pensar em te mostrar a música. Meu primeiro impulso sempre é querer te mostrar algo que gosto muito ou que sei que você iria gostar. E aí todas as vezes que isso acontece é como se alguém jogasse água gelada em mim. Ou como se alguém me empurrasse de cara contra uma parede. Ou como se alguém conseguisse segurar meus órgãos dentro da minha barriga e chacoalhasse todos eles. Ou como se todas essas coisas acontecessem ao mesmo tempo.

Mas não se preocupe, é rápido. Logo depois desse momento horrível no qual lembro o motivo de eu não poder mais te mostrar alguma coisa, eu sempre checo: meus órgãos estão intactos, minha cara está ilesa, e eu estou seca.

Eu queria que você ouvisse essa música do Andrew Bird. E queria que você visse comigo os vídeos de um show que ele fez com uma moça esquisita. Também queria que você ouvisse o cd novo da Sara Bareilles. Seria seu preferido. Tem uma música, Chasing the Sun, que eu sei que você iria adorar porque ela canta uma nota aguda num momento em que primeiro você imagina que seria uma nota grave. E você ia dizer que gosta dessa música porque gosta de músicas que sobem.

Já saiu o novo Thor. Eu não queria ir assistir sem você. Por isso não fui ainda. Fui ver Gravidade, e gostei, mas acho que você não ia gostar. Ficaria agoniada. Queria comentar o final de Breaking Bad com você, mas você não viu nem o começo. E achei o início de temporada de Once Upon a Time tão chato que nem consegui ver. Parece que você não está perdendo muita coisa.

O que você está perdendo é a gracinha que o apartamento aqui em São Paulo está ficando. Tem móveis bonitinhos e decoração, que, lógico, eu estou fazendo. A Versão diz que eu ando meio incontrolável com meus artesanatos. Mas a decoração da festa de Halloween que a gente teve aqui ficou ótima. Espero que você veja daí de onde você está. Já é alguma coisa. Mas eu queria que você viesse aqui conhecer, comigo. Você só não gostaria de subir os oito andares de elevador. Mas sempre tem algum senhorzinho japonês engraçado junto para distrair. Ou alguma senhora estranha agarrando meu braço para mostrar como as mãos dela são geladas. Aí os oito andares passam rápido.

Mas, nossa, você ficaria muito brava com a situação da internet aqui. Ainda não conseguimos resolver o problema, e você estaria agoniada pra conversar via Skype, coisa que esse modem da Tim realmente não permite. Mas eu iria te ligar todos os dias. Você não imagina a saudade que eu sinto de ligar e ouvir sua voz. Acho que eu nunca falei, mas você tinha a minha voz preferida no mundo.

Fico achando que eu devia ter várias coisas bonitas e profundas que gostaria de te dizer. Mas eu só queria uma conversa normal. Só queria um momento normal daqueles só nossos. Só queria rir da palavra “exigente” com você, e não ter que explicar pra ninguém.

Meu curso vai bem, São Paulo vai bem.
E eu... vou. Espero também ir bem alguma hora.