Tuesday, June 14, 2011

My precious.

Monday, June 13, 2011

Meu relacionamento com A Banda Mais Bonita da Cidade:

Dia 1: Ai gente, que lindo esse vídeo e essa música. Olha só!

Dia 2: Oun, gracinha.

Dia 3: Ok, agora todo mundo já viu, né?

Dia 4: Que legais essas paródias de Oração, haha.

Dia 5: Agora chega de paródias, né? Vão fazer suas próprias músicas.

Dia 6:  Meu amor essa é a última oração pra salvar seu coração, coração não é tão simples quanto pensa, nele cabe o que não cabe na despensa, cabe o meu amor, cabem três vidas inteiras, cabe uma penteadeira, cabe nós dois, cabe até o meu amor, essa é a última oração pra salvar seu coração, coração não é tão simples quanto pensa, nele cabe o que não cabe na despensa, cabe o meu amor, cabem três vidas inteiras, cabe uma penteadeira, cabe nós dois, cabe até o meu amor, essa é a última oração pra salvar seu coração, coração não é tão simples quanto pensa, nele cabe o que não cabe na despensa, cabe o meu amor, cabem três vidas inteiras, cabe uma penteadeira, cabe nós dois, cabe até o meu amor, essa é a última oração etc etc etc (em loop no cérebro por sete horas seguidas).

Dia 7: Estou lendo minha timeline no twitter, pensando em várias coisas diferentes, até que alguém a cita. Ela, a penteadeira. E eis que o Dia 6 se repete.

Dia 8: Idem ao Dia 7.

Dia 9: Idem ao Dia 8.

Dia 10, Dia 11, Dia 12: Idem aos dias anteriores.

Dia 13, Dia 14: NÃO AGÜENTO MAIS, ESTOU FICANDO MALUCA, PRECISO DE AJUDA, SAAAAAI DA MINHA CABEÇA.

Dia 15, Dia 16, Dia 17: Relativa calmaria. Uma pessoa ou outra ainda cita a despensa, mas não tem o mesmo efeito da penteadeira.

Dias atuais: Estou bem, superei. Recuperei minha sanidade, não tenho mais medo de abrir o twitter. Mas não vem me falar de penteadeira que eu surto.

Sunday, June 12, 2011

Post orgânico.

Até o final do ano passado, meu único contato com comida verdadeiramente natureba consistia nas minhas idas esporádicas ao Empório Natureba dois anos atrás, aquele lugar que cheira a gengibre com anis. Mas aí, depois do diagnóstico da minha mãe, minha casa virou um Lar Natureba.

Digo, sempre fomos pessoas relativamente saudáveis: nunca abusamos de frituras; frutas, verduras e cereais sempre fizeram parte da alimentação. Quando morávamos em Joaçaba, antes de vir pra Florianópolis, meu pai tinha uma horta imensa e bastante produtiva, e passávamos meses e mais meses comendo pepino. Muito pepino.

Apesar disso, fui uma criança feliz desfrutando os prazeres do chocolate, do refrigerante, da pizza, da pipoca e da batata frita. E vivia assim, nesse equilíbrio entre o natural e o gostoso (com a sorte de ter sido abençoada com um metabolismo rápido).

Mas quando uma pessoa na sua família mais próxima está com câncer, os costumes mudam. A rotina muda. As prioridades mudam. A vontade de mandar todo mundo parar de reclamar de besteira e calar a boca porque é tudo frescura aumenta. A vontade de reclamar de besteira aumenta também. Os tópicos de conversa durante o almoço mudam. E, sim, a alimentação muda.

Existe uma linha divisória imaginária entre o natural e o natureba. Comer arroz integral, alface, brócolis, tomate, peixe, laranja, manga, ameixa, faz de você uma pessoa natural. Comer quinoa, feijão azuki, frango orgânico, couve de bruxelas, carne de soja, passar geléia de mirtilo no pão integral de 18595638 grãos, usar açúcar demerara e xarope de agave, tomar suco de laranja com carambola e kiwi e beterraba e cenoura e couve, tudo orgânico e com uma pitada de gengibre, faz de você uma pessoa natureba.

Eu tento manter aquele antigo equilíbrio, agora entre o gostoso, o natural e o natureba. Batalhei pra poder usar açúcar cristal branco em casa, não me rendi ao pão integral, e continuo achando que gengibre só devia ser usado como castigo de crianças muito, muito más. Tipo "senta aí e masca esse gengibre enquanto pensa no que fez". As crianças seriam todas boazinhas. Mas esses dias percebi que gosto mais de quinoa do que de arroz, e que, por escolha própria, meu lanche da tarde eram umas bolachinhas de leite com aveia e de mel com cacau, e não pipoca ou chocolate, e que eu estava tomando chá, e não refrigerante.

Socorro.

Alguém me dá Sprite e uma barra de Diamante Negro, por favor.

Monday, June 06, 2011

Coisa linda de Deus:


Um tempo atrás a Brandi Carlile disse no facebook que tinha autografado tantas centenas (mais de mil) de encartes de cd, que machucou a mão e ligaram pra ela do banco pra perguntar por que a assinatura dela estava diferente nos últimos cheques.
Bom, hoje chegou minha pequena contribuição para o machucado: o Brandi Carlile Live at Benaroya Hall with the Seattle Symphony, autografado. E a camiseta. Demorou um mês pra chegar, mas estou encantada.

O cd foi gravado durante dois shows, nos dias 19 e 21 de novembro do ano passado. A Brandi disse que a maioria das músicas escolhidas foram do primeiro show. Isso porque no dia 20 os membros da banda detonaram suas cordas vocais fazendo covers dos Ramones.

Aliás, cover é o que não falta nesse cd ao vivo. São quatro: Sixty Years On, do Elton John; The Sound of Silence, do Paul Simon, que os gêmeos Tim e Phil Hanseroth, guitarrista e baixista da Brandi, cantam sozinhos; Hallelujah, do Leonard Cohen; e Forever Young, uma hidden-track não tão hidden assim, do Alphaville.

As outras faixas são originais da Brandi e dos gêmeos: Looking Out, Before it Breaks, I Will, Shadow on the Wall, Dreams, Turpentine, The Story e Pride and Joy. Todas essas músicas são acompanhadas por uma orquestra de 30 pessoas, a Seattle Symphony. 

Eu, fã de tudo que a Brandi Carlile faz, e fã de música clássica, não poderia estar mais feliz.


Uma das minhas faixas preferidas do álbum, Shadow On The Wall:

Thursday, June 02, 2011

Lógica de criança.

Minha prima, agora com dois anos e nove meses (a mesma do coelhinho pobre), estava aqui em casa esses dias, e me convocou para brincar no chão da sala. Na brincadeira, ela era uma médica receitando remédios para a boneca e para mim. Cada remédio tinha um nome, que ela inventava na hora, juntando sílabas aleatórias que não tinham semelhança nenhuma com palavras de verdade. Ou seja, mais ou menos como os remédios são mesmo.
Entre explicações de quais medicamentos a minha filha - a boneca - deveria tomar, caso tivesse dor de barriga ou de garganta, ela soltou essa:

- Esse remédio aqui é pra criança tomar e crescer bem forte. E esse outro é pra adulto tomar e ficar pequenininho.