Tuesday, May 31, 2011

Dicas de moda, Allie Moss, e meu subconsciente perturbado.

Eu lavava a louça da janta. Minha mãe entrou na cozinha, resmungando sons estranhos que eram pra ser os primeiros versos de I Will, da Brandi Carlile, e fazendo um tipo de dança meio indígena.
Olhei pra ela, perplexa, enquanto ela continuava com seu, hm, ritual.

- Mãe, isso é a coisa mais ridícula que eu já vi.

Ela olhou pra mim:

- Ridícula tá você.

Era verdade.
Minha roupa era inexplicável. Da cintura pra baixo, eu estava de pijama: um bermudão de tecido até a canela, listrado, azul e cinza, e com um detalhe em vermelho na cintura; meias brancas e polainas, também listradas, em azul e branco. Estava frio. Da cintura pra cima, ainda não tinha trocado de roupa. Vestia uma blusa branca de gola alta, uma camisa xadrez azul e branca, e um casaco preto por cima.
Como eu disse, inexplicável.

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A Allie Moss, cantora que gosto muito, me respondeu no twitter e disse "happy birthday, a little early".
É muita ternura em mim.
Como essa já é a quarta vez que ela fala comigo, me sinto no direito de dizer que ela é minha amiga. Minha amiga Allie Moss.

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Meu pai está com o cérebro cansado e anda dizendo coisas do tipo "fritar água" e "cozinhar roupas". Eu, hein. Mas é divertido tentar interpretar o que ele diz.

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Noite dessas tive o pesadelo mais metalingüístico da história: no pesadelo, eu estava dormindo e tendo vários pesadelos. Tinha a Bel Número 1, que sou eu mesma de carne e osso e estava dormindo na realidade. Bel 1 sonhava com a Bel Número 2, que, por sua (ou minha) vez, não estava conseguindo dormir direito dentro do sonho, porque cada vez que pegava no sono tinha um pesadelo diferente. Nesses pesadelos, a Bel Número 3 passava por umas situações bem ruins.
Não sei se me fiz entender. Provavelmente não.
De qualquer forma, em um dos sub-pesadelos da Bel 2, a Bel 3 estava sendo assaltada. Em outro, ela assistia a uma briga muito violenta que ia resultar em morte. Em outro ainda, a Bel 3 desaprendia a ler. Acho que esse foi o pior.
Eu, Bel 1, acordei tão cansada.

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Vocês precisam ver minha mãe tentando falar "you will". É tipo a mulher do iutubiu, sério mesmo. Ela tenta falar, não consegue, e tem crise de riso. Pena que eu não tinha uma câmera pra filmar na hora.

Wednesday, May 18, 2011

Bonus track do post anterior.

Fui a uma janta com a minha mãe e os colegas de trabalho dela. Um buffet de sopas. Minha mãe não foi a única funcionária a levar filho junto.
Alguns dias depois, fiquei sabendo que um dos filhos que estavam lá perguntou à mãe dele, interessado:

- Mãe, quem era aquela moça sentada no outro lado da mesa?

A moça era eu.
O moço, segundo consta, gosta de meninas mais velhas.
Ele achou que eu tinha 14 anos.
Ele tem 11 anos.

Monday, May 09, 2011

O curioso caso.

Academia. Uma mulher se aproxima de mim.

- A pequetita tá levantando peso? - diz, com aquele tom besta de adulto de falar com crianças.
- Eu tenho 21 anos.
- O quê?? Pensei que você tinha 12!
- Não, 21.
- Nossa, minha filha tem 13 anos e parece mais velha que você. É que ela tem um corpo lindo. Não que o seu não seja bom assim também, claro - apressa-se em dizer.

É. Claro.

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Entro em uma loja de artigos pra artesanato e escolho um tecido. Uso para decorar porta-retrato. A vendedora olha para mim e pergunta:

- É pra um trabalho de escola?

***

Durante uma consulta, a oftalmologista diz à minha mãe que, quando for fazer os exames de vista, precisará de alguém para dirigir na volta. Vira pra mim e comenta, sorrindo:

- Aí não vai poder ser você a companhia dela no exame.
- Na verdade, posso sim.

Vendo o olhar interrogativo dela, completo: 

- Eu tenho 21 anos.
- Não.
- Tenho.
- Mentira.
- Verdade.
- Menina, eu achei que você tinha 11 anos!

11. ONZE.

Quase três anos atrás, neste post, com 19 anos, as pessoas achavam que eu tinha 14. Agora, chegando aos 22, três anos a mais no papel, três anos a menos na aparência.

Prazer, sou Benjamin Button.

Nicole diz:


- Olha, gente! Tenho um brinquedo novo!