Sunday, August 30, 2009

Enquete

Hora do almoço, conversa vai, conversa vem, minha mãe e eu lembramos que ainda falta colocar o suporte pra shampoo e sabonete no meu banheiro. Mudamos pra uma casa nova recentemente, então ainda tem muita coisa fora do lugar. Eu comento, então, que vou colocar o suporte perto do chuveiro, do lado direito de quem olha, assim:

Participação especial: a mão da minha mãe.


Ela diz que tudo bem, só que tem que ver que se colocar naquela parede ali, o suporte vai ficar nas minhas costas e eu vou precisar me virar inteira pra poder pegar as coisas. Respondo que não, achando que ela não tinha entendido em que parede eu colocaria o suporte. "É na parede do chuveiro, aí enquanto eu tomo banho, as coisas vão ficar na minha frente ou diagonal tipo a noroeste de mim", explico. "Mas você não toma banho virada de costas pro chuveiro?", pergunta minha mãe, desconfiada.

Não, ué. Eu não tomo banho de costas pro chuveiro. Gosto de saber de onde a água está vindo, e se eu não vou enfiar minhas costas na torneira ou algo do tipo. Não me sinto protegida se estiver de costas para o chuveiro.

Minha mãe fica indignada. "Como assim você não toma banho de costas pro chuveiro?" Assim, oras. Eu fico um pouco de frente e um pouco de lado.
Pra mim pareceu absurdo ficar o tempo todo parada com a água vindo nas costas, e pra minha mãe pareceu mais absurdo ainda que a água venha toda na minha cara (não vem, eu desvio). Mas tá. O resto da nossa conversa consistiu em abandonar o almoço e ir até o banheiro, entrar no box e fazer uma encenação de banho, cada uma argumentando com sua opinião.

Nós duas ficamos em dúvida, então pergunto: como é o jeito certo de tomar banho? De costas, de cara, ou de lado pro chuveiro?

Ps do título: qualquer nome que eu tentasse dar pra essa enquete parecia uma coisa meio 'hum rs' sexual, por isso só "enquete" mesmo.

Saturday, August 29, 2009

Gênias da matemática

Minha mãe e eu conversávamos sobre como ela sempre me ensinou português. Quando tinha meus dois, três anos, eu conjugava verbos e mais verbos em provas orais caseiras, e gostava de testar meus conhecimentos de masculino e feminino, singular e plural. Isso não aconteceu com matemática, e até hoje eu sofro pra fazer (na verdade eu nem faço) qualquer tipo de conta.

Diálogo:
Eu: Não sei somar 27 com 48.
Mãe: Ah, nem eu.
Eu: Sete mais oito, não sei somar.
Mãe: Ah esse eu sei. É treze. Porque sete mais sete é catorze, então é um a menos.

Silêncio.
As duas pensam por alguns segundos, até que a crise de riso começa.

Foi por isso que minha mãe nunca me ensinou matemática. Acho que o estrago teria sido ainda maior se ela tivesse tentado.

Wednesday, August 26, 2009

O homem que não sentava

Prólogo: Isso aconteceu há bastante tempo, e se eu não postasse correria o risco de apanhar da minha amiga que também presenciou o fato. Ela é grande.
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Era um dia de sol no verão, meio-dia. Minha amiga e eu saímos da aula na época que eu ainda trabalhava (agora sou uma estagiária desempregada, e ocupo a base da base da hierarquia trabalhista), e entramos no ônibus. Sim, sempre o ônibus.
Todos os assentos do lado direito estavam cheios, porque era ali que tinha sombra. Todos, com exceção de um. Ao lado das duas únicas poltronas livres do lado direito e fresco, estava um homem, em pé. "Ele vai descer no próximo ponto", assumimos, e sentamos no forno do lado esquerdo do ônibus para esperar que o homem saísse do ônibus, e então nós pudéssemos mudar para o outro lado e evitar o câncer de pele.

Pois bem.
Passou um ponto, outro ponto, vários outros pontos, na verdade. O homem não descia do ônibus. Depois de um tempo, além de não descer, ele foi se colocando mais em frente aos dois assentos, até que pôs sua pasta em um deles. E ficou ali, em pé, impedindo que minha amiga e eu sentássemos nos lugares mais confortáveis. Às vezes ele levantava a mão em câmera lenta, na direção da corda pra fazer sinal pro ônibus parar, mas quando estava prestes a puxar a cordinha, mudava a direção e apenas segurava os ferros de cima.
Minha amiga e eu continuamos esperançosas. Foi então que, já quase chegando ao ponto final (na cabeceira da ponte sentido continente-ilha, pra quem mora por aqui), o homem sentou. Nós nos olhamos com pontos de exclamação estampados na testa, não dava pra entender. O ônibus chegou, afinal, ao seu destino. Todas as pessoas levantaram de seus lugares pra sair, e o homem continuou lá, sentado, impassível.
Concluímos que ele não entendeu o princípio básico de sentar enquanto o ônibus anda, levantar e sair quando o ônibus para.
Perplexas e bronzeadas, saímos do terminal sem compreender o que tinha acontecido. Enquanto andávamos, o homem que não sentava (e depois não levantava) veio caminhando rápido na mesma direção. Para completar nossa perplexidade, ao passar por nós, ele abriu um guarda-chuva.

Juro.

Tuesday, August 25, 2009

Da quase-jornalista que não sabe titular coisas

O toque do telefone da minha casa é o tema de Missão: Impossível. Era o menos pior entre as opções. Sério. O problema é que faz uns quatro dias que eu fico pensando em como prender uma corda no teto pra eu poder atender o telefone pendurada.
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Tenho um TCC por fazer. Alguém aí conhece gente em Florianópolis que tem TOC? Além de mim, claro (mentira, eu nem tenho. Só um pouquinho). Aceito entrevistados voluntários.
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O povo fica tão amedrontado quando vê alguém de máscara por aí, que logo mais a pessoa mascarada vai precisar dizer: "não se preocupa não, gente. É só AIDS."
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Sobre o 'título': uma vez eu passei duas aulas de redação tentando achar um título pra um texto que tinha escrito sobre doação de sangue. Uma hora e quarenta minutos, juro. Algumas semanas depois o professor entregou o trabalho e tinha uma anotação ao lado do meu título: "precisa melhorar."
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Post em ritmo de twitter. Tenho há muito tempo, mas só agora ataquei com aquele negócio. Momento auto-divulgação: http://twitter.com/humenhuk

Thursday, August 20, 2009

Só pra constar

Quando o post mais recente de um blog começa com "fui ao médico", data de mais de um mês atrás, e o dono do blog tem 20 anos, acho que em tempos de gripe suína é aconselhável que o dono do tal blog apareça algum dia pra dizer que não morreu.

Então oi, não morri. O pior efeito que a gripe teve em mim foi a coceira psicológica nos meus olhos, nariz e boca quando estou no ônibus ou em ambientes fechados.
Estou bem, saudável e não abandonei o blog.

Não que alguém tenha perguntado.