Thursday, April 09, 2009

Para começar bem o dia

Sete e meia da manhã, entro no elevador. No andar seguinte, entra mais um amontoado de pessoas que me esmagam contra a parede do fundo. São aquelas meninas que acordam três horas mais cedo só pra fazer a maquiagem e arrumar o cabelo para serem vistas por um incrível público de 20 pessoas durante a manhã. Elas têm cheiro de baunilha.
Quando o elevador chega ao meu andar, lá de trás eu peço licença. Nada, nem um movimentozinho. Há uma muralha de baunilha surda entre mim e a liberdade.
Enquanto tento desviar as bolsas gigantes, ouço lá da frente: "ué, ninguém vai sair neste andar?" "Não, esperta, você tá bloqueando a saída", digo mentalmente. "Com licença, por favor", é o que sai de mim. Parabéns aos meus pais pela boa educação que me deram.
Chego, afinal, à porta. Respiro aliviada, mas ainda é cedo demais para comemorações. Aparentemente, a porta do elevador cansou de ficar aberta e quis protestar, fechando-se em mim. Não à minha frente. Em mim. A marca vermelha no meu braço pode comprovar.

Juro que eu queria estar bem humorada hoje, mas assim não dá.

3 comments:

Fabiane Bastos said...

Meus pêsames! Isso acontece.

Uma dica: Não importa quantas pessoas entrem, fique quietinha perto da porta, ao lado dos botões, os outros que se virem p/ arranjar lugar lá atrás.

Quantos esbarrões eu poderia ter evitado se alguém tivesse me dado essa dica antes!

Anonymous said...

"Baunilhas assassinas" dá um ótimo título de livro ou filme....

Giselle de Almeida said...

Bel, eu me divirto toda vez que leio seu blog. "Elas têm cheiro de baunilha"... hehehe
Você devia escrever um livro, garota.