Thursday, February 26, 2009

"Definir é limitar"

Já começo, portanto, decepcionando Oscar Wilde, com uma definição: O Retrato de Dorian Gray é, provavelmente, o livro mais sublinhável que eu já li.
Explico.
Eu gosto de grifar trechos de livros que me chamam a atenção, frases que fazem pensar ou até interromper a leitura por alguns segundos. Tive que ler Dorian Gray com um lápis na mão. Desde tiradas irônicas até socos (figurados) no estômago, a obra de Wilde é o tipo de leitura que não se deixa de lado.
Claro, demorei algumas páginas até acostumar com o estilo conversas-que-mudam-a-vida-em-um-segundo dos diálogos, e a princípio tudo parece extremo demais. Mas logo superei esse leve bloqueio, e O Retrato de Dorian Gray já está na minha lista de futuras releituras.

"Palavras! Simples palavras! Como são terríveis as palavras! Claras, vívidas, cruéis! Não é possível escapar-se às palavras. E que magia sutil elas encerram! Dir-se-ia que elas podem dar forma plástica às coisas informes e ter música própria, tão suave como a da viola ou do alaúde. Simples palavras! Que é que pode ser tão real como as palavras?"
- Oscar Wilde.

1 comment:

Max said...

Pois é.
Eu já li duas vezes, e estou na minha terceira, só que dessa vez, como já tinha dito, no original. Tô lendo de um site com algumas obras do Wilde, muito bom aliás:

http://www.oscarwildecollection.com/

Depois dá uma olhada.