Thursday, February 26, 2009

"Definir é limitar"

Já começo, portanto, decepcionando Oscar Wilde, com uma definição: O Retrato de Dorian Gray é, provavelmente, o livro mais sublinhável que eu já li.
Explico.
Eu gosto de grifar trechos de livros que me chamam a atenção, frases que fazem pensar ou até interromper a leitura por alguns segundos. Tive que ler Dorian Gray com um lápis na mão. Desde tiradas irônicas até socos (figurados) no estômago, a obra de Wilde é o tipo de leitura que não se deixa de lado.
Claro, demorei algumas páginas até acostumar com o estilo conversas-que-mudam-a-vida-em-um-segundo dos diálogos, e a princípio tudo parece extremo demais. Mas logo superei esse leve bloqueio, e O Retrato de Dorian Gray já está na minha lista de futuras releituras.

"Palavras! Simples palavras! Como são terríveis as palavras! Claras, vívidas, cruéis! Não é possível escapar-se às palavras. E que magia sutil elas encerram! Dir-se-ia que elas podem dar forma plástica às coisas informes e ter música própria, tão suave como a da viola ou do alaúde. Simples palavras! Que é que pode ser tão real como as palavras?"
- Oscar Wilde.

Por uma morte mais bela

Ainda bem que a prefeitura de Florianópolis conseguiu embargar a colocação do novo guard-rail para reforçar a segurança na Ponte Colombo Sales. Pra quem não mora aqui, o motivo do embargo é que a nova estrutura atrapalha a bela vista da outra ponte, a clássica Hercílio Luz.

Eu, particularmente, estou empolgadíssima com a possibilidade de morrer com um cenário bonito. Aliás, se eu cair da ponte, quero que seja ao pôr-do-sol. Pareceria cena de filme!


Notícia velha já, mas eu queria comentar também.

Wednesday, February 18, 2009

Querido diário,

Terminei de ler O Retrato de Dorian Gray ontem, e é um dos melhores livros que eu já li (viu, Max?).

Acho que todas as pessoas do mundo sabem que eu cedo meu lugar no ônibus, porque agora todas elas param ao meu lado, mesmo tendo o corredor inteiro livre. Com tanta gente ali logo eu tenho que ficar com peso na consciência e voltar pra casa em pé. A Primeira Oportunista do Ônibus nunca levanta. Ela fica olhando pela janela fingindo nem ver as senhoras carregando mil sacolas ou as mães com crianças no colo, e ouve música em seu mp4 rosa choque. Tenho muito a aprender com ela, tirando a parte da cor do mp4.

Meu estágio é legal, as pessoas lá são divertidas, e minha chefe xinga o computador em inglês. Ainda assim, descobri que eu realmente não sirvo pra ficar fechada em um escritório. Continuo com meu sonho de criar cavalos.

Um professor comentou esses dias na aula uma tese sobre o motivo de as mulheres andarem com a barriga de fora: mostrar que ainda não foram fertilizadas. Não encontrei a tal tese ainda, mas o pior é que faz sentido. Ainda bem que sou reservada demais pra essas coisas e guardo minha barriga não-fertilizada só pra mim.

Sim, a inspiração e a criatividade me abandonaram (não que estivessem totalmente presentes até agora), e não sei mais o que é a capacidade de transformar fatos em posts, o que justifica a existência desse texto chato.
Obrigada pela atenção.

Tuesday, February 10, 2009

Juro que é a Alanis.

.Só porque eu também fui.
E também queria fazer um post assim.
07/02/2009 (na verdade 08/02, começou 1h15).


Ps. Sim, essa é a melhor (única) foto que eu tenho. Choveu. Gosto da Alanis, ela é ótima, mas eu que não ia arriscar minha câmera.

Wednesday, February 04, 2009

Preciso fazer uma confissão.

Ônibus lotado.
Seis e meia da tarde.
Trânsito eterno.
Calor de trinta graus.

Lá longe, avisto um rosto conhecido.
O rosto é de uma menina que faz jornalismo à noite na mesma faculdade que eu.
Ou seja, eu sei em que ponto ela vai sair do ônibus.

Tentação.

Parar ao lado da menina e esperar oportunisticamente o momento de ocupar o lugar dela e ir sentada até a minha casa, ou manter minha moral para continuar falando mal das duas Oportunistas do Ônibus?

Ônibus lotado.
Mais pessoas passando pela catraca.

Oi, meu nome é Isabel e eu sou a mais nova Oportunista do Ônibus.