Sunday, December 27, 2009

Dois meses depois...

Oi, blog. Lembra de mim? Sou sua criadora. Voltei.
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Fui passar o Natal na casa de uns primos meus. Minha prima de seis anos me olhou um tanto admirada: "Nossa, Bel. Você tá bonita." Antes que minha auto-estima (este blog é contra a reforma ortográfica) pudesse subir, ela completou, desconfiada: "Tá de maquiagem?"
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Nunca entendi esses caminhões que transportam madeira na estrada, os "caminhões de tora". Nunca tem só caminhões indo. Enquanto uns vão, outros voltam, todos sempre cheios. Por que não ficam onde estão e economizam essa viagem toda?
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Minha tia foi tomar banho no meu banheiro, com o qual não está familiarizada. Veio me contar que primeiro estranhou que o shampoo (este blog é contra o uso, em qualquer momento, da palavra xampu) não fazia espuma, e depois que o cabelo estava ficando muito liso. Sem óculos, não tinha percebido que estava lavando o cabelo com o condicionador.
Aí pegou o outro pote, esse realmente de shampoo, onde está escrita a palavra "iluminador". Achou que fosse 'condicionador' também, e não usou. Resultado: lavou o cabelo outra vez, com sabonete líquido.
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Ah, é. Esses dias fui aprovada na banca do TCC. Isso significa que agora estou numa espécie de limbo profissional, ou seja, não sou nada. Não sou mais estudante, estou sem estágio e nem seria mais hora de conseguir algum, e não trabalho. Mas não estou exatamente desempregada, já que não tenho carteira de nada, e minha formatura, diploma e afins só chegam daqui dois meses.
Sério, o cara não sabia como preencher meu formulário quando fui renovar a carteira de identidade. Acabou ficando 'ensino superior completo' em graduação, e 'estudante' em ocupação.

Wednesday, October 21, 2009

Comunicação não-verbal

Bel sobe em um banco de madeira para conseguir recolher a roupa (Bel é uma pessoa pequena e não consegue recolher a roupa sem subir em alguma coisa).

Nicole diz:

Bel responde: nem pense nisso.
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Bel diz: Nicole, não!

Nicole diz:

Bel diz: ai, tá bom, sim.
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Bel diz: Nicoooole, vamos tirar mais fotos?

Nicole responde:


Minha cachorra é tão expressiva.

Monday, October 12, 2009

#tuitesuainfancia

Fui uma criança que ouvia e gostava muito de música clássica. Aos três anos eu comuniquei aos meus pais meu desejo de fazer aulas de flauta, e aos cinco comecei. Com essa idade, queria ser contadora de histórias quando crescesse. Nunca quis ser professora. Eu assistia a programação da TV Cultura, e só descobri que o Professor Tibúrcio e o Telekid eram o Marcelo Tas muitos anos depois. Todas as minhas noções de direita e esquerda, em cima e embaixo, maior e menor vêm de Rá-Tim-Bum. O alfabeto também. Nunca aprendi com a Xuxa (e tive uma infância mágica mesmo assim, Davis).
Eu brincava de falar inglês, assistia Lois & Clark, Doug, Castelo Rá-Tim-Bum, As Aventuras de Tintim, Pingu e o Programa do Hugo. A única novela que eu vi na vida foi Carrossel, a antiga, nos bons tempos de Maria Joaquina e Cirilo. Eu subia em árvores, nadava no rio, acampava, tomava banho de cachoeira, nunca gostei de brincar de casinha e de boneca, e fazia guerra de bolinha da árvore sinamão com os meus primos. Sempre terminava quando algum de nós começava a chorar porque tinha levado uma na cara.
Jogava videogame no meu Super Nintendo, que ainda acho muito mais legal que qualquer PlayStation da vida. Tinha medo de mexer no computador e estragar alguma coisa, e me mantinha muito, muito longe da internet. Internet não fazia falta nenhuma pra criança. Bons tempos.
Comecei a aprender as letras em viagens, olhando as placas dos carros na estrada. Não gostava de Humenhuk, era muito difícil escrever isso. Fui só Isabel H. por muito tempo. Minha mãe me fazia conjugar verbos aos três anos. Eu gostava. Tinha assinatura dos gibis da Turma da Mônica, e uma vez por mês eu lia os cinco gibis em um dia só. Ainda sei quais são as minhas histórias preferidas (Uma Cebola Nua, com o Cebolinha e o Louco, Uma História Louclássica, com o Louco e o pai do Cebolinha, envolvendo compositores e músicas clássicas, e uma outra que o Cebolinha, o Cascão e os pais deles vão ao shopping assistir ao filme do Ursinho Bilu). Ganhei um CD Globo Hits lá pelos oito anos por conta da assinatura. Tinha a música Hit The Road, Jack no CD. Ainda tem, porque eu guardei e ouço de vez em quando. Sempre gostei desse CD.
O primeiro livro que eu li, aos cinco anos, na primeira série, foi Sem Pé Nem Cabeça, do Pedro Bandeira. Reli muitas e muitas vezes depois disso. Esses dias dei o livro pra minha prima de seis anos, porque não tem nada mais empolgante do que acompanhar criança começando a ler.
Aí um dia eu fui no McDonald's, quando meu limite era ir lá no máximo duas vezes por ano, e não pedi um McLanche Feliz (no meu tempo, aliás, os brindes não eram super articulados e futuristas, sempre vinha algum brinquedinho simples de plástico duro). Pedi um Big Mac.
E aí eu vi que não era mais criança.


Ps. Achei que não ia dar pra eu falar tudo isso em 140 caracteres no twitter, daí vem o post.

Friday, October 09, 2009

Post inútil.

Tem uma maçã verde se camuflando na parede do meu quarto.


Sem photoshop (até parece que eu sei usar esse negócio), juro.

Wednesday, September 23, 2009

Transtorno Obsessivo-Compulsivo e muitas focas mortas

Hoje li uma placa que dizia "experimentos para produção infantil".
Já estava imaginando respostas alternativas legais para a pergunta 'de onde vêm os bebês?' quando percebi que na verdade o que estava escrito era "equipamentos para proteção individual". Muito sem graça.
Apesar do meu histórico de ler tudo errado, acho que dessa vez foi culpa do cansaço mental.
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Tenho medo que as pessoas pensem que minha felicidade quando descubro alguém com TOC é sadismo. Juro que é só desespero, do tipo é-quase-outubro-e-eu-só-escrevi-1/8-do-meu-TCC.
Fiquei tão emocionada hoje quando meu orientador perguntou na aula dele se alguém conhecia pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo, e uns dez alunos disseram que sim.
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Estabeleci metas de TCC e prêmios ao alcançá-las. Poucas coisas me deixam mais agoniada do que ter um milhão de episódios de séries diferentes pra ver, e não poder. Por isso, quando eu tiver escrito 20 mil caracteres da minha reportagem, vou me dar de presente um dia só de séries. Enquanto isso, nenhum episodiozinho pra mim (a regra não se aplica a House, que isso fique bem claro).
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Sim, agora eu só sei falar sobre TCC.
Ah é, e sobre violino. Esses dias eu estava tentando tocar uma música, e tenho consciência de que às vezes o som parece o de uma porta rangendo e esmagando uma foca até que ela morra. Todos os dias eu mato várias focas, por sinal. A melhor tentativa da minha mãe de me consolar foi esperar eu largar o violino e dizer: "ai, filha, eu adoro você tocando flauta".

Thursday, September 10, 2009

Gordura alternativa

Sou uma pessoa muito magra (44kg, geralmente, com picos de 46). Não sou anoréxica, juro, só tenho estômago pequeno e metabolismo rápido em processar as toneladas de chocolate que eu como por dia. Mas hoje eu descobri onde fica toda a gordura do meu corpo: nas pontas dos meus dedos.

Eu sempre quis tocar violino, mas como tantas outras coisas que sempre quis fazer, nunca fui atrás. Nunca, até semana passada, que foi quando eu tive um surto e fui procurar professores, vi valores de mensalidade em lugares diferentes, descobri qual violino comprar, fiz pesquisa de preço e tudo mais. Cheguei em casa e convoquei meus pais para uma reunião familiar. Só dias depois fiquei sabendo que naquele momento minha mãe pensou que eu ia contar que estava grávida. Não estava grávida, só queria pedir patrocínio para as minhas aulas (porque, como eu já disse, sou uma estagiária desempregada e minha situação financeira é... inexistente).

Meus pais concordaram, e hoje eu tive minha primeira aula. Já estou me obrigando a apreciar a beleza de Brilha, Brilha Estrelinha, coisa que eu não tinha que fazer desde que comecei a estudar flauta, 15 anos atrás.

Pois bem, voltando ao começo do post. Meus dedos são magros e finos (como todo o resto de mim), mas a ponta deles é gorda e fofinha, o que dificulta muito o processo de posicionar o dedo em apenas uma das cordas do violino, o que leva a outra corda, na qual eu não deveria encostar, a fazer um som horrível de algum animal morrendo. Alguém conhece uma dieta para a ponta dos dedos? Aceito dicas, e meu professor agradece.

Thursday, September 03, 2009

Tinha que ser ela

Às vezes minha mãe ataca com piadinhas que insiste em dizer que são complexas e inteligentes demais para a compreensão imediata.

Há algum tempo meus pais e eu (na verdade os pedreiros) estávamos construindo uma casa. Entre falta de dinheiro e meses seguidos de chuva, a construção empacava um pouco. Um dia, saindo daqui, quando 'aqui' ainda não era uma casa habitável, minha mãe comentou, pensativa: "é, somos nós e o Beethoven". Silêncio no carro. Olhei desconfiada para o meu pai, tentando identificar se ele tinha entendido o comentário, e me senti menos insegura quando percebi seu ar de interrogação. Perguntamos o que quis dizer, e ela, indignada com nossa aparente falta de conhecimento, explicou: "temos uma obra inacabada, gente!"
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Ontem à noite, minha mãe veio reclamar que quando comentou com seus colegas de trabalho que estava com dor nas costas porque o mp4 dela estava estragado, eles não entenderam a piada. Neurônios funcionando, olhar de expectativa da minha mãe, neurônios desistindo. "Hérnia de disco, filha. Eu tinha hérnia de disco, mas agora evoluiu e é mp4".

Ah.

Sunday, August 30, 2009

Enquete

Hora do almoço, conversa vai, conversa vem, minha mãe e eu lembramos que ainda falta colocar o suporte pra shampoo e sabonete no meu banheiro. Mudamos pra uma casa nova recentemente, então ainda tem muita coisa fora do lugar. Eu comento, então, que vou colocar o suporte perto do chuveiro, do lado direito de quem olha, assim:

Participação especial: a mão da minha mãe.


Ela diz que tudo bem, só que tem que ver que se colocar naquela parede ali, o suporte vai ficar nas minhas costas e eu vou precisar me virar inteira pra poder pegar as coisas. Respondo que não, achando que ela não tinha entendido em que parede eu colocaria o suporte. "É na parede do chuveiro, aí enquanto eu tomo banho, as coisas vão ficar na minha frente ou diagonal tipo a noroeste de mim", explico. "Mas você não toma banho virada de costas pro chuveiro?", pergunta minha mãe, desconfiada.

Não, ué. Eu não tomo banho de costas pro chuveiro. Gosto de saber de onde a água está vindo, e se eu não vou enfiar minhas costas na torneira ou algo do tipo. Não me sinto protegida se estiver de costas para o chuveiro.

Minha mãe fica indignada. "Como assim você não toma banho de costas pro chuveiro?" Assim, oras. Eu fico um pouco de frente e um pouco de lado.
Pra mim pareceu absurdo ficar o tempo todo parada com a água vindo nas costas, e pra minha mãe pareceu mais absurdo ainda que a água venha toda na minha cara (não vem, eu desvio). Mas tá. O resto da nossa conversa consistiu em abandonar o almoço e ir até o banheiro, entrar no box e fazer uma encenação de banho, cada uma argumentando com sua opinião.

Nós duas ficamos em dúvida, então pergunto: como é o jeito certo de tomar banho? De costas, de cara, ou de lado pro chuveiro?

Ps do título: qualquer nome que eu tentasse dar pra essa enquete parecia uma coisa meio 'hum rs' sexual, por isso só "enquete" mesmo.

Saturday, August 29, 2009

Gênias da matemática

Minha mãe e eu conversávamos sobre como ela sempre me ensinou português. Quando tinha meus dois, três anos, eu conjugava verbos e mais verbos em provas orais caseiras, e gostava de testar meus conhecimentos de masculino e feminino, singular e plural. Isso não aconteceu com matemática, e até hoje eu sofro pra fazer (na verdade eu nem faço) qualquer tipo de conta.

Diálogo:
Eu: Não sei somar 27 com 48.
Mãe: Ah, nem eu.
Eu: Sete mais oito, não sei somar.
Mãe: Ah esse eu sei. É treze. Porque sete mais sete é catorze, então é um a menos.

Silêncio.
As duas pensam por alguns segundos, até que a crise de riso começa.

Foi por isso que minha mãe nunca me ensinou matemática. Acho que o estrago teria sido ainda maior se ela tivesse tentado.

Wednesday, August 26, 2009

O homem que não sentava

Prólogo: Isso aconteceu há bastante tempo, e se eu não postasse correria o risco de apanhar da minha amiga que também presenciou o fato. Ela é grande.
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Era um dia de sol no verão, meio-dia. Minha amiga e eu saímos da aula na época que eu ainda trabalhava (agora sou uma estagiária desempregada, e ocupo a base da base da hierarquia trabalhista), e entramos no ônibus. Sim, sempre o ônibus.
Todos os assentos do lado direito estavam cheios, porque era ali que tinha sombra. Todos, com exceção de um. Ao lado das duas únicas poltronas livres do lado direito e fresco, estava um homem, em pé. "Ele vai descer no próximo ponto", assumimos, e sentamos no forno do lado esquerdo do ônibus para esperar que o homem saísse do ônibus, e então nós pudéssemos mudar para o outro lado e evitar o câncer de pele.

Pois bem.
Passou um ponto, outro ponto, vários outros pontos, na verdade. O homem não descia do ônibus. Depois de um tempo, além de não descer, ele foi se colocando mais em frente aos dois assentos, até que pôs sua pasta em um deles. E ficou ali, em pé, impedindo que minha amiga e eu sentássemos nos lugares mais confortáveis. Às vezes ele levantava a mão em câmera lenta, na direção da corda pra fazer sinal pro ônibus parar, mas quando estava prestes a puxar a cordinha, mudava a direção e apenas segurava os ferros de cima.
Minha amiga e eu continuamos esperançosas. Foi então que, já quase chegando ao ponto final (na cabeceira da ponte sentido continente-ilha, pra quem mora por aqui), o homem sentou. Nós nos olhamos com pontos de exclamação estampados na testa, não dava pra entender. O ônibus chegou, afinal, ao seu destino. Todas as pessoas levantaram de seus lugares pra sair, e o homem continuou lá, sentado, impassível.
Concluímos que ele não entendeu o princípio básico de sentar enquanto o ônibus anda, levantar e sair quando o ônibus para.
Perplexas e bronzeadas, saímos do terminal sem compreender o que tinha acontecido. Enquanto andávamos, o homem que não sentava (e depois não levantava) veio caminhando rápido na mesma direção. Para completar nossa perplexidade, ao passar por nós, ele abriu um guarda-chuva.

Juro.

Tuesday, August 25, 2009

Da quase-jornalista que não sabe titular coisas

O toque do telefone da minha casa é o tema de Missão: Impossível. Era o menos pior entre as opções. Sério. O problema é que faz uns quatro dias que eu fico pensando em como prender uma corda no teto pra eu poder atender o telefone pendurada.
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Tenho um TCC por fazer. Alguém aí conhece gente em Florianópolis que tem TOC? Além de mim, claro (mentira, eu nem tenho. Só um pouquinho). Aceito entrevistados voluntários.
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O povo fica tão amedrontado quando vê alguém de máscara por aí, que logo mais a pessoa mascarada vai precisar dizer: "não se preocupa não, gente. É só AIDS."
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Sobre o 'título': uma vez eu passei duas aulas de redação tentando achar um título pra um texto que tinha escrito sobre doação de sangue. Uma hora e quarenta minutos, juro. Algumas semanas depois o professor entregou o trabalho e tinha uma anotação ao lado do meu título: "precisa melhorar."
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Post em ritmo de twitter. Tenho há muito tempo, mas só agora ataquei com aquele negócio. Momento auto-divulgação: http://twitter.com/humenhuk

Thursday, August 20, 2009

Só pra constar

Quando o post mais recente de um blog começa com "fui ao médico", data de mais de um mês atrás, e o dono do blog tem 20 anos, acho que em tempos de gripe suína é aconselhável que o dono do tal blog apareça algum dia pra dizer que não morreu.

Então oi, não morri. O pior efeito que a gripe teve em mim foi a coceira psicológica nos meus olhos, nariz e boca quando estou no ônibus ou em ambientes fechados.
Estou bem, saudável e não abandonei o blog.

Não que alguém tenha perguntado.

Sunday, July 12, 2009

Sempre ela

Fui ao médico uns dias atrás, e a moça preencheu minha ficha. Sentei ao lado da minha mãe e começamos a ler os dados pra passar o tempo.

"Data de nascimento: 16/07/1989."

Mãe: "Olha, a moça inverteu a data."
Eu: "Pois é."
Pausa, mãe pensativa.
Mãe: "Filha... que dia mesmo você faz aniversário?"

Juro.
Já é a segunda vez que isso acontece.
Ela tem uma noção básica, mas realmente não sabe dizer quando eu nasci. Pensando bem, minha mãe já comparou meu nascimento à final do American Idol, e aposto que ela também não sabe a data disso.
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Making of:

Eu: "Mãe, vou postar no meu blog que você não sabia de novo o dia do meu aniversário."
Mãe: "Mas tem que explicar que eu fiquei confusa porque a data estava invertida!"
Eu: "Quando uma mãe pergunta 'que dia mesmo você faz aniversário?' pra um filho, não tem data invertida que justifique."

Friday, July 10, 2009

Rosto comum

Dia desses, estava eu sentada na calçada esperando ônibus (esperar ônibus é só o que eu faço nessa vida), e passou um senhor por mim. Sei lá, de uns 60 anos. Passou, parou, virou, voltou. Ficou me olhando em silêncio alguns segundos, com um sorriso sem graça. Fiz minha melhor cara de interrogação e esperei alguma coisa. Aí ele me falou que sou muito parecida com a menina da novela, e eu, que não assisto novela e sou excluída de 80% das conversas de boa parte da população brasileira, continuei com minha cara de interrogação.
Enfim. Depois de dias de pesquisa árdua (perguntei pra Versão), descobri que a tal menina é a Isabelle Drummond, e lembrei que quando ela interpretava a Emília, anos atrás, muita gente já tinha me dito que eu sou parecida com ela. Não acho, mas tudo bem.

Só que aí eu comecei a lembrar que as pessoas têm uma certa tendência a me achar parecida com os outros, e é uma coisa que funciona por fases. Por exemplo, na época dos primeiros filmes do Harry Potter, invocaram que eu e a Emma Watson somos parecidas. Depois, na febre Mallu Magalhães, não sei dizer quanta gente veio me falar que lembrou de mim na hora que a viu pela primeira vez. Eu, hein. Aí, claro, agora dizem que sou parecida com a tal Menina-Crepúsculo. Não questiono o temperamento (não li, só ouço falar), mas a aparência? Sei lá. E outra, sem fase nenhuma, mas ainda mais bizarra, foi quando meu pai passou pela sala enquanto eu assistia Twister pela 29835ª vez e disse, pensativo, que eu pareço a Helen Hunt. É, a Helen Hunt. E num passado obscuro um site também achou que minha cara lembra a Helen Hunt. Tá, e o Kimi Raikkonen também (muito Google pra descobrir como escreve o nome dele, se eu errei, peço desculpas), mas aí já é demais e eu não acreditei no site.

Agora, coloca Isabelle Drummond, Emma Watson, Mallu Magalhães, a Menina-Crepúsculo (preciso aprender o nome dela) e a Helen Hunt (!) juntas pra conferir se tem alguma coisa a ver. Não entendo.


Sério, a Helen Hunt? Só se for a testa.

Tuesday, June 30, 2009

Aranhas, Deus e crianças

De vez em quando sou tomada por uma estranha vontade de postar pensamentos aleatórios, o que vem a calhar no momento, já que a atual falta de tempo não permite que eu desenvolva muito qualquer assunto:

Eu sofro de Aracnofobia Esporádica. Um dia sou toda "olha, uma aranha amiga, que fofa" (tá, menos), e no outro reviro roupas, sapatos, gavetas, travesseiro, colchão, tapete e cantos de parede achando que logo mais vai explodir uma ninhada de aranhas gigantes na minha cara, e elas vão me picar e eu vou morrer. Ainda bem que isso é só de vez em quando.
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Acredito em Deus. Fiquei com vontade de dizer isso porque agora ateísmo é modinha, principalmente na internet. De repente, parece que muitos blogueiros por aí são ateus porque agora é legal ser, e falam mal de Deus e o mundo (essa pareceu ser uma expressão adequada para a situação), aliás, não conseguem passar um post sem fazer referência ao assunto. Cada um tem seus motivos, ok, quem sou eu pra questionar?, mas boa parte dá a impressão de só querer afirmar que é inteligente demais pra ter algum tipo de fé. Então tá. Não ligo, eu acredito.
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Quando eu era criança, confundia 'garota propaganda' com 'garota de programa'. Era horrível, eu nunca sabia se estava chamando a mulher de prostituta. Aprender a diferença foi uma das melhores coisas que me aconteceu.
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Adoro crianças, de verdade, mas gosto de crianças avulsas. Trio, no máximo. Estou trabalhando na Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis (/propaganda) e alguns dias aparecem 300 ou 400 delas por lá, berrando "começa, começa, que demora é essa?" quando a sessão atrasa cinco minutos. Gracinhas.
Mas é sério, eu gosto muito. Poucas coisas me deixam tão feliz quanto ouvir meu primo de dois anos começar frases com "ô, Bel?". É, me contento com pouco.

Humenhuk?

Até ontem eu achava que Rermenu era a forma alternativa mais legal de escrever ou pronunciar meu sobrenome, mas agora Muiken entrou na disputa pelo título.

Isabel Muiken.

Adorei.
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Final de semestre juntou com começo de estágio novo, por isso eu sumi.
Ainda vivo.

Wednesday, June 17, 2009

Obrigada, Google

Olha, é só imaginar meu nome ali:
O Google até lembrou que eu gosto de partituras.
É, pronto, tenho 20 anos.

Tuesday, June 16, 2009

Estrela.

Só para ilustrar, eis a famosa salada de fruta (com carambola) do restaurante natureba:

Thursday, May 28, 2009

Homenagem final às Oportunistas

As Oportunistas do Ônibus sumiram. Todas elas. Nem mesmo a Aprendiz de Oportunista restou, e a carreira dela foi tão curta que nem deu tempo de eu postar no blog sobre ela.

A última vez que vi a Segunda Oportunista do Ônibus ela estava grávida. Muito grávida, quadrigêmeos-no-último-dia-da-gestação grávida. Eu estava no ônibus, e pela janela a vi no ponto, fazendo sinal para que um outro ônibus de outra linha parasse. Deve ter se mudado, e considerando que faz meses que não a vejo, imagino que esteja feliz criando seu(s) (muitos) pimpolho(s) como bons oportunistinhas.

Quanto à minha velha amiga, Primeira Oportunista, quando comecei a trabalhar nós passamos a voltar pra casa no final da tarde no mesmo ônibus também. Nada como duas doses diárias de oportunismo. Mas eu fui feliz por um tempo com essa nova situação, porque se de manhã eu pegava o ônibus primeiro, garantindo o lugar que ela ocuparia logo que eu saísse, à noite meu ponto de descida era um depois do dela. Poucas coisas me deram tanta satisfação vingativa quanto poder manter um ar superior toda vez que ela entrava no ônibus depois de um longo dia de trabalho e lembrava que eu não estava ali garantindo um lugar para ela, mas sim o ocupando.

Depois de algumas semanas assim, ela desapareceu. Desse jeito, sumiu. Nunca mais vi, não sei por onde anda, não sei se passou a enfiar a bolsa na cara de outra pessoa em outro ônibus. Às vezes eu quase sinto saudade dela.
Mas não, não sinto.



Se alguém acha que eu falo mais que o normal sobre ônibus aqui, esclareço: eu pego ônibus cinco vezes por dia.

Thursday, April 30, 2009

Você sabe que está andando demais de ônibus quando...

...você encontra motoristas e cobradores em outro contexto não sugestivo (quando eles não estão vestidos de motorista e cobrador, por exemplo), e não só você os reconhece como eles sorriem para você e cumprimentam amigavelmente.

...o ônibus está desligado no terminal, esperando o horário de partida, e pelo balanço do ônibus parado quando alguém entra nele você consegue identificar se é um outro passageiro ou o motorista que está entrando (sim, eu sei perceber a diferença).

...qualquer assunto te lembra de alguma conversa que você ouviu no ônibus.

...durante as compras no mercado, aponta para todos os lados falando coisas como: "esse cara pega o ônibus das 18h10 comigo", "ah, eu não via essa menina desde que ela parou de pegar o ônibus das 7h20".

...você passa mais tempo com outros passageiros no ônibus do que com seu pai em casa.

...você acompanha a rotina de estranhos que não parecem tão estranhos assim (o desfecho da história das Oportunistas do Ônibus estará no próximo post). Sabe onde trabalham, onde estudam, se namoram, com quem, que curso fazem na faculdade, se têm filhos, com que idade engravidaram, com quem moram e por aí vai (certo, talvez eu me esforce mais do que devia pra ouvir conversas de estranhos, mas ainda assim).

Wednesday, April 15, 2009

Crianças e adolescentes que eventualmente lerem meu blog:

Quando o dentista de vocês enfatizar que o uso do aparelho móvel é importante após tirar o aparelho fixo, acreditem nele. Não resolvam parar de usar, nem mudem de cidade e parem o tratamento. Se fizerem isso, seus dentes rebeldes terão a liberdade de voltar à posição de origem. E eles aproveitarão a oportunidade.
E então, quando vocês estiverem prestes a completar 20 aninhos de existência, precisarão colocar o aparelho novamente. E seus dentes não serão mais maleáveis e dispostos como eram antigamente, e os seus coleguinhas de faculdade não estarão todos usando aparelho em solidariedade, como acontecia na oitava série.


Resumindo: coloquei aparelho.

Thursday, April 09, 2009

Para começar bem o dia

Sete e meia da manhã, entro no elevador. No andar seguinte, entra mais um amontoado de pessoas que me esmagam contra a parede do fundo. São aquelas meninas que acordam três horas mais cedo só pra fazer a maquiagem e arrumar o cabelo para serem vistas por um incrível público de 20 pessoas durante a manhã. Elas têm cheiro de baunilha.
Quando o elevador chega ao meu andar, lá de trás eu peço licença. Nada, nem um movimentozinho. Há uma muralha de baunilha surda entre mim e a liberdade.
Enquanto tento desviar as bolsas gigantes, ouço lá da frente: "ué, ninguém vai sair neste andar?" "Não, esperta, você tá bloqueando a saída", digo mentalmente. "Com licença, por favor", é o que sai de mim. Parabéns aos meus pais pela boa educação que me deram.
Chego, afinal, à porta. Respiro aliviada, mas ainda é cedo demais para comemorações. Aparentemente, a porta do elevador cansou de ficar aberta e quis protestar, fechando-se em mim. Não à minha frente. Em mim. A marca vermelha no meu braço pode comprovar.

Juro que eu queria estar bem humorada hoje, mas assim não dá.

Wednesday, April 08, 2009

Prestação de contas

É final de bimestre.
As estregas de trabalho, as provas e o estágio me consomem.
Acabei de fazer a última prova do bimestre, ou seja, assim que eu lembrar o que é vida eu volto a postar.

Sim, eu gosto de fazer drama.

Thursday, March 26, 2009

Empório Natureba.

A mesma amiga do post anterior me levou a um restaurante natureba, fazendo propaganda de uma determinada salada de frutas. Eu gosto de frutas, só não faço muito o estilo soja way of life. Impliquei um pouco, mas certo, lá fomos nós.
O ar cheira a gengibre com anis lá dentro. Sério. Eu já me senti purificada só de respirar. Deu uma sensação de limpeza interior, uma coisa meio vick vaporub.
Logo na entrada tem uma estante com chocolates expostos à venda. Chocolates sem açúcar, sem lactose, sem gordura, sem glúten. Chocolates sem chocolate, basicamente. Um pouco à frente, potes e mais potes com farelinhos. Toda a família do alpiste reunida em um só lugar. E amendoim sabor cebola e salsa. Não sei se eu sou conservadora demais ao achar que amendoim deveria ter sabor de, sabe, amendoim, mas isso me parece estranho. E coisas que eu nem sabia que existiam são cristalizadas e vendidas lá - e, aparentemente, são comestíveis!

Celulares não pegam lá dentro. Minha teoria é de que celulares são artificiais demais para aquele lugar. Não são aparelhos dignos. Quem ousaria profanar a pureza do ambiente usando um celular?
Enfim, chegamos à salada de frutas. Simples para mim, acompanhada de um quilo de granola para a minha amiga. Carambola é uma das frutas. Carambola. Quem coloca carambola em salada de frutas? Eu nem sabia que carambola era tão bom, ou que era uma estrelinha verde. Não tenho do que reclamar quanto a isso: com ou sem carambola, a salada de frutas média é enorme, vem em uma cumbuca, e é deliciosa.
Minha amiga tinha razão.
Droga.

Monday, March 23, 2009

Ponto de referência

Ao tentar resolver a melhor forma de fazer um trabalho da faculdade um dia desses, eis que minha colega diz: "qualquer coisa me liga, podes ligar a cobrar."

É isso.

No dia que eu puder receber chamadas a cobrar no meu celular vou sentir que sou adulta.
Até lá eu sou uma pirralha com celular pré-pago.

Monday, March 16, 2009

Não é hipocondria.

Ontem eu matei um lindo mosquito que tinha as patinhas com listras pretas e brancas. Um belo mosquitinho da dengue, que meigo. Ele tinha acabado de se alimentar, como pude constatar quando ele fez aquela sujeira toda nojenta na palma da minha mão. E eu estava sozinha em casa.
É.

Aí hoje uma colega de trabalho contou que o namorado dela tá com febre e dor no corpo, e brincou que acha que ele tá com dengue. Não se brinca com essas coisas, menina.

E agora entro no site da Uol e dou de cara com a notícia "Número de mortes por dengue na Bahia quase dobra em uma semana".

Eu sou sugestionável demais, isso não podia acontecer comigo. Agora vai demorar até alguém tirar da minha cabeça que eu tô com o vírus da dengue incubado em mim.

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Ps atualizado: sim, eu tinha escrito 'encubado', como se o vírus estivesse em mim em forma de cubo. Brilhante, Isabel.

Thursday, March 12, 2009

Eu sei, é difícil.

- É... Rúmenrruc?

Não.

- Isabel... Rêrmenu *grunhidos*?

Ai, não.

- Rumenrruque?

Também não.

- Rumunhec?

Rumunhec, sério? Não.

- É Isabel...?

Humenhuk. Umenhúc. Sem erre, sem sotaque russo, sem tossir, sem inventar letras.

É Humenhuk.

Monday, March 09, 2009

Ligações duvidosas

Eu, no telefone no trabalho: ...então, aí por isso eu preciso de uma foto do presidente aí do sindicato, pode me enviar?
Mulher: olha, eu vou ter que te passar pra Fulana, porque é ela que cuida das partes pessoais do presidente.

Auto-controle. Crise de riso esperando pra sair. Vontade maluca de dizer que eu não queria falar com quem cuida das partes pessoais do presidente, não. Isso é íntimo demais pro meu gosto, e aquela era uma ligação profissional, que pouca vergonha.

Aí - graças! - veio a musiquinha da chamada em espera. Abençoada musiquinha. Deu tempo de retomar o controle.
Eu, hein. Não ligo mais naquele lugar.

Anseios cinematográficos

Estou interpretando esse negócio todo de tornados em Santa Catarina como um sinal.
Eu passei por uma fase da minha vida (de 1996 até hoje) com o sonho de ser a Jo de Twister quando eu crescesse. Agora é a hora de eu abandonar tudo e perseguir tornados! Não vejo a hora de detonar minhas mãos cortando latinhas de Pepsi, ter roupas auto-limpantes, brincar de jogar carros fora...

Eu amo Twister. É o filme mais legal já feito no mundo.

E em segundo, na minha lista de filmes mais legais, está Velocidade Máxima. O primeiro, porque ninguém me convenceu com aquele negócio de navio invadindo cidade no segundo filme. Ônibus voando tudo bem, navio na cidade, nem pensar.

O Retorno da Mãe

Eu, toda empolgada: Mãe, nessa música a Vanessa Carlton começa cantando "meia semana antes do inverno", e meu aniversário é meia semana antes do inverno!

Mãe: Ah, é mesmo, né? Porque é dia 16...

Eu: Mãe? Meu aniversário é dia 17.

Depois as pessoas não sabem por que eu sou traumatizada e problemática.

Sunday, March 01, 2009

A placa mais sugestiva que já vi:

. Resultado: crise de riso solitária no meio da rodoviária em Balneário Camboriú.

No clima

Ah, o verão...
Sol, praia, calor, areia, corpos bronzeados (e muita azaração) (é, não resisti), turistas...

Detesto tudo isso.
Tive que usar uma colher pra comer uma barra de chocolate agora. Não tá certo isso.
Quero meu inverno de volta.


Obrigada pela atenção.

Thursday, February 26, 2009

"Definir é limitar"

Já começo, portanto, decepcionando Oscar Wilde, com uma definição: O Retrato de Dorian Gray é, provavelmente, o livro mais sublinhável que eu já li.
Explico.
Eu gosto de grifar trechos de livros que me chamam a atenção, frases que fazem pensar ou até interromper a leitura por alguns segundos. Tive que ler Dorian Gray com um lápis na mão. Desde tiradas irônicas até socos (figurados) no estômago, a obra de Wilde é o tipo de leitura que não se deixa de lado.
Claro, demorei algumas páginas até acostumar com o estilo conversas-que-mudam-a-vida-em-um-segundo dos diálogos, e a princípio tudo parece extremo demais. Mas logo superei esse leve bloqueio, e O Retrato de Dorian Gray já está na minha lista de futuras releituras.

"Palavras! Simples palavras! Como são terríveis as palavras! Claras, vívidas, cruéis! Não é possível escapar-se às palavras. E que magia sutil elas encerram! Dir-se-ia que elas podem dar forma plástica às coisas informes e ter música própria, tão suave como a da viola ou do alaúde. Simples palavras! Que é que pode ser tão real como as palavras?"
- Oscar Wilde.

Por uma morte mais bela

Ainda bem que a prefeitura de Florianópolis conseguiu embargar a colocação do novo guard-rail para reforçar a segurança na Ponte Colombo Sales. Pra quem não mora aqui, o motivo do embargo é que a nova estrutura atrapalha a bela vista da outra ponte, a clássica Hercílio Luz.

Eu, particularmente, estou empolgadíssima com a possibilidade de morrer com um cenário bonito. Aliás, se eu cair da ponte, quero que seja ao pôr-do-sol. Pareceria cena de filme!


Notícia velha já, mas eu queria comentar também.

Wednesday, February 18, 2009

Querido diário,

Terminei de ler O Retrato de Dorian Gray ontem, e é um dos melhores livros que eu já li (viu, Max?).

Acho que todas as pessoas do mundo sabem que eu cedo meu lugar no ônibus, porque agora todas elas param ao meu lado, mesmo tendo o corredor inteiro livre. Com tanta gente ali logo eu tenho que ficar com peso na consciência e voltar pra casa em pé. A Primeira Oportunista do Ônibus nunca levanta. Ela fica olhando pela janela fingindo nem ver as senhoras carregando mil sacolas ou as mães com crianças no colo, e ouve música em seu mp4 rosa choque. Tenho muito a aprender com ela, tirando a parte da cor do mp4.

Meu estágio é legal, as pessoas lá são divertidas, e minha chefe xinga o computador em inglês. Ainda assim, descobri que eu realmente não sirvo pra ficar fechada em um escritório. Continuo com meu sonho de criar cavalos.

Um professor comentou esses dias na aula uma tese sobre o motivo de as mulheres andarem com a barriga de fora: mostrar que ainda não foram fertilizadas. Não encontrei a tal tese ainda, mas o pior é que faz sentido. Ainda bem que sou reservada demais pra essas coisas e guardo minha barriga não-fertilizada só pra mim.

Sim, a inspiração e a criatividade me abandonaram (não que estivessem totalmente presentes até agora), e não sei mais o que é a capacidade de transformar fatos em posts, o que justifica a existência desse texto chato.
Obrigada pela atenção.

Tuesday, February 10, 2009

Juro que é a Alanis.

.Só porque eu também fui.
E também queria fazer um post assim.
07/02/2009 (na verdade 08/02, começou 1h15).


Ps. Sim, essa é a melhor (única) foto que eu tenho. Choveu. Gosto da Alanis, ela é ótima, mas eu que não ia arriscar minha câmera.

Wednesday, February 04, 2009

Preciso fazer uma confissão.

Ônibus lotado.
Seis e meia da tarde.
Trânsito eterno.
Calor de trinta graus.

Lá longe, avisto um rosto conhecido.
O rosto é de uma menina que faz jornalismo à noite na mesma faculdade que eu.
Ou seja, eu sei em que ponto ela vai sair do ônibus.

Tentação.

Parar ao lado da menina e esperar oportunisticamente o momento de ocupar o lugar dela e ir sentada até a minha casa, ou manter minha moral para continuar falando mal das duas Oportunistas do Ônibus?

Ônibus lotado.
Mais pessoas passando pela catraca.

Oi, meu nome é Isabel e eu sou a mais nova Oportunista do Ônibus.

Friday, January 30, 2009

Eu tenho um sonho.

Eu sonho com coisas bizarras. Dessa vez fui ao show da Madonna.
Eu poderia parar a narrativa por aqui, já seria bizarro o suficiente eu ir a um show da Madonna, mas ainda piora.

Fomos eu e a Versão para o show, que aparentemente era um evento que durava horas, as pessoas iam, faziam lanches, passavam o dia todo ali rindo e conversando e comemorando alguma coisa. Espero que alguma coisa além da vinda da Madonna, mas tudo bem. Era um evento tipo o jogo de Harvard e Yale no episódio de Gilmore Girls. Enfim.
Estávamos ali no estádio, no ponto mais distante possível do palco. Sério. Nem um super-telão ajudaria em alguma coisa, de tão longe que era. Em meio aos comes e bebes, eis que olho para o lado e vejo um bebê. Parado ali, quietinho, sozinho. Alguém tinha abandonado um bebê ao meu lado. Tá.
Acabou o show, e a Versão e eu voltamos pra casa. "Que casa?", pergunta ela, fora do sonho. Sei lá, a gente morava na mesma casa. Nós e metade da família de cada uma. Era muita gente. Naquela madrugada eu voltei ao estádio para buscar as coisas que tínhamos deixado ali, sabe-se lá o motivo. Encontro o mp4 da Versão jogado no chão, olho pro lado e vejo o bebê. Sim, nós tínhamos esquecido o bebê abandonado no estádio. Tipo, eu não tô acostumada a ter bebê pra carregar pra onde eu for, aí sei lá, esqueci. Normal. Mas voltei e lembrei de pegá-lo dessa vez, vejam bem que pessoa legal eu sou.
Quando ia saindo do estádio com a criança no colo, um homem muito sombrio veio me dizer que eu não deveria estar ali essa hora. "Por quê?", pergunto. "Porque eles estão matando todos os descendentes da Madonna no Brasil!", sussurra o homem.

É. Um grupo desses secretos underground revoltados com o mundo queria matar a descendência da Madonna. No Brasil. Sei lá o que meu subconsciente captou nos últimos dias.

Voltando ao sonho. Descobri quem era a mãe do tal bebê. Era uma descendente da Madonna no Brasil, e iam matá-la assim que a encontrassem. Querendo evitar a morte de seu precioso rebento (sei lá, fui tomada por um surto literário agora), a mulher abandonou o filho para que algum não-descendente da Madonna no Brasil o levasse para algum lugar seguro. Algo meio Moisés, só que acrescentando a parte da Madonna. Sei lá.

Aí sem mais nem menos eu acordei e fiquei sem saber o final. Droga.

Ah, sim. O nome do menino era Maria João.
Como eu já disse, sei lá.

Sunday, January 25, 2009

E na viagem domingo à tarde...

Trânsito na serra, e toda a população da Argentina vindo pra Florianópolis. Por isso o trânsito na serra, aliás.
Viagem entediante de três horas. Calor. Carro sem ar-condicionado, ou seja, barulho de vento na janela o tempo todo. Chega uma hora que se pode até fechar os vidros, mas o barulho continua ali. No cérebro. Nas profundezas da alma.
Irritação.

Mas é aí que, de repente, o dia se ilumina.

- Gente, eu tô vendo certo a placa daquele carro ali? É FDP mesmo?

É.
A placa do carro argentino à frente era "FDP - Algum número irrelevante".
Um argentino FDP.
Um argentino lerdo pra dirigir FDP.

Ou seja, foi ótimo quando o motorista enrolou pra ultrapassar um caminhão no único lugar que se podia ultrapassar, porque aí minha mãe e eu, em coro, berramos: "vaaaaai, FDP!"

Essas coisas alegram minha vida.

Friday, January 23, 2009

Informação?

Chego no trabalho e abro a Gazeta Mercantil. É uma ótima oportunidade para me manter informada, logicamente. Tirando alguns pequenos atrasos como ler "Frio lança ameaças laranjas à Flórida" em vez de "Frio ameaça laranjais da Flórida" e aí ficar confusa por frações de segundo tentando entender que porcaria são ameaças laranjas, estava indo tudo muito bem, obrigada.

É aí que chego à humilde página de esporte no jornal.
Título: "Ronaldo mostra o fenomenal valor de R$ 15". Oi?
Linha fina: "Com dinheiro para freqüentar os melhores salões, craque, humilde, optou por pagar pouco". Sério?

Como se eu já não estivesse achando absurdo o suficiente uma matéria na Gazeta Mercantil sobre o preço do corte do cabelo da criatura, e o apelo emocional digno de musiquinha de fundo sobre a infância pobre do jogador, que na época "pensaria duas vezes antes de pagar R$ 15 por um corte de cabelo", de repente o jornalista começou a dar dicas de coisas legais que podem ser feitas pela bagatela de 15 reais.
"Apreciar o pôr-do-sol no Forte de Copacabana tomando um chá da tarde e comendo um doce ou salgado também é possível", ou "para conferir as exposições sazonais e o acervo fixo do local (Masp), o visitante desembolsa - na mosca - R$ 15." Viu? Na mosca, amiga.
Aí o texto continua falando sobre "programas 'verdes'" no zoológico e "festinha privada entre amigos", e não se sabe mais o que o Ronaldo (que por acaso "diminuiu o volume do cabelo e teve as laterais raspadas", vejam só como eu fiquei mesmo bem informada) está fazendo na matéria.

Mas como se não fosse o suficiente, aí vem o que pra mim é o ponto alto do texto: "Por fim, se gastar não é a intenção, os investidores de plantão podem aplicar os R$ 15 na poupança, que rendeu 7,90% no ano de 2008. Se o rendimento se mantiver estável até janeiro de 2010, é possível que os R$ 15 virem R$ 16,20 - com esse R$ 1,20 a mais, além do cabelo cortado, ainda sobra um pouco para o gel."

Na Gazeta Mercantil! Na editoria de esporte!

(Pausa.)
Tá. Acalmei.

Aí o Ronaldo é resgatado na matéria com um "independentemente disso", e o texto termina em "agora, a esperança dos corinthianos é que ele continue o mesmo craque daqueles idos tempos."

Vergonha alheia, sabe?

Thursday, January 22, 2009

Lanche musical

Ontem minha mãe chegou em casa com três caixas de barra de cereais pra mim. Porque eu gosto e é prático, não por eu ser uma pessoa ativa, bem informada, e preocupada em manter uma dieta saudável e equilibrada.
Enfim.
Fui olhar os sabores. Coco com chocolate, banana com chocolate (a parte que eu mais gosto é o chocolate) e sinfonia de nozes. "Sinfonia de nozes, mãe? Sinfonia? Sério?"

Sério.
Sinfonia de nozes.

Hoje comi, então, uma barra de cereais sabor sinfonia de nozes.
Confesso que fiquei decepcionada. Eu esperava algo musical, ou ao menos crocante a ponto de fazer algum barulho. É pra ser uma sinfonia!
Mas não.
Nem um sonzinho sequer.

Tuesday, January 20, 2009

Dicas União para uma vida melhor

Eu tenho mania de ler coisas. Todas elas. Inclusive sachês de açúcar. E foi lendo tais sachês que me deparei com pequenas sugestões de como ser uma pessoa mais feliz, e aí resolvi fazer um balanço da minha vida (menos) baseado nos sachês de açúcar. Me senti um ser muito patético depois dessa frase, mas vamos lá:

Plante uma árvore.
Hm. Eu plantei uma vez. Mas ela morreu. Conta mesmo assim? Será que eu devo plantar outra? Meus pais não vão gostar se eu simplesmente plantar uma árvore ali no quintal. Tá, talvez "plantar uma árvore" seja simbólico, tipo aquelas boas ações que as pessoas dizem que é uma árvore plantada. Não dizem? Ah, é semente? Tá, próximo sachê, vai.

Vá a mais lugares.
Ih. Adoro ficar em casa, quieta com um livro, ou jogada no sofá vendo um filme ou algum episódio repetido de série. Não quero ir a mais lugares, não.

Coma mais sobremesas.
É... tá. Já que isso vai deixar minha vida melhor, como sim. Bolacha recheada depois do almoço vale?

Dance mais. (ou "Dê mais morangos para a sua companheira", vide imagem abaixo)
Não sei dançar. Sério. É a coisa mais constrangedora do mundo eu tentando dançar.

Abrace mais amigos. (ou "Beba mais suco", vide imagem acima)
Isso significa fazer mais amigos. E fazer mais amigos é tããão trabalhoso. Eu gosto dos meus amigos, eles são legais.

Tire mais fotos.
Ah! Isso eu tenho feito, foi minha resolução de ano novo. Juro. Só que aí o carregador das pilhas estragou, então minha câmera está ali temporariamente abandonada e eu parei de tirar mais fotos. Sério, resolução de ano novo é uma coisa feita pra não dar certo. Dessa vez eu estava mesmo comprometida com a causa e aí o universo conspirou.

Apaixone-se mais vezes.
Como bem disse minha colega de trabalho esses dias: "aaaah não, apaixonar não! Dá muita dor no cérebro."

Resultado do balanço:
Meu estilo de vida seria severamente reprovado pelo Açúcar União. Sou uma pessoa triste e deprimente para quem convive comigo.

Ps. Eu scaneei (é assim o verbo?) os sachês de açúcar. Sério, usei durex, uma folha A4, e tesoura sem ponta, amiguinhos. É que minha câmera tá sem pilha, né. Patética essa vida.

Monday, January 19, 2009

Sobre inimigos mortais.

Eu tenho sérios problemas com pernilongos. Problemas que me levam a ficar pulando pelo quarto e aparentemente batendo palmas enquanto pulo, às quatro horas da manhã, e pensar em como minha existência é patética.
Pois bem.
Um dia minha mãe chega em casa com um presente pra mim: um lindo Mortein Rodasol Ação e Proteção 60 Noites!
Não calculei. Não sei se realmente durou 60 noites, mas o fato é que os pernilongos no meu quarto são mutantes. A seleção natural faz seu trabalho e os pernilongos se tornam momentaneamente imortais (sim, eu sei que isso é contraditório).
Tudo bem.
Apelo para SBP. Afinal, ele é terrível contra os insetos, contra os insetos (alguém me explica o eco?), deveria dar certo. Sim, dá certo, mas também dura pouco com os meus pernilongos, meus pernilongos. No final os infelizes já estavam tomando banho no spray pra aliviar o calor.
"Ah, é assim que vai ser?", pergunto aos meus inimigos mortais. Sim, pergunto mesmo. Se até com o chuveiro eu falo, por que não falaria com pernilongos?
Então tá.
Desencanto o ventilador (literalmente, ele estava num canto do meu quarto, mas isso não é informação necessária) (tá, nada desse post é necessário, mas adivinhem, bebi café) e o deixo em um lugar estratégico.
Coloco o meu super ultra Mortein Rodasol Ação e Proteção 60 Noites! na tomada, passo o SBP terrível contra os insetos, contra os insetos no quarto todo, e ligo o ventilador de forma que os pernilongos mutantes tenham que voar contra o vento para chegar em mim.
Ah, agora sim.

Acordo com uma picada de pernilongo no cotovelo.
Desisto.

Wednesday, January 14, 2009

" - "

PS do post anterior: Não, eu não vou escrever "joias" e "micro-ondas".

Eu sou muito extremamente anti-----reforma ortográfica.
Vou usar hífen, trema, acento circunflexo e acentuar ditongos abertos até a morte!

Tá, menos. O lugar que eu estiver trabalhando que resolve até quando eu posso usar. Mas meu humilde blogzinho, se por acaso sobreviver até lá, vai entrar em 2014 cheio de hífens.

Tuesday, January 13, 2009

Sobre o que realmente importa.

"Marcelo roubou minha alma, meu sentimento e muito mais. Levou jóias, perfumes e até um microondas que estava na caixa!"
- Susana Vieira, obviamente.

Ora, como ousa, Marcelo!
A alma e o sentimento tudo bem, coisas frívolas, mas o microondas? Não podia ter deixado o microondas?

As páginas amarelas da Veja estão deprimentes.
A foto de uma Susana Vieira feliz e sorridente como imagem de fundo para a lamentação pelo microondas, mais ainda.

Por que mesmo eu inventei de olhar essa revista hoje?

Thursday, January 08, 2009

O Grande Irmão está... falando comigo no telefone.

Hoje, no trabalho, ligo para uma empresa.

Mulher: Empresa Tal, boa tarde, Isabel.

Travo.
Como assim ela sabe que esse é meu nome? E como ela sabe que eu que estou ligando?
Olho para os lados desconfiada, ninguém me observa.
Tem bina? Não, mas só identificaria o número. Então é um aparelho que identifica número e nome de quem está ligando? Mas esse telefone nem é meu, é da Grazi! Que falta de privacidade, não quero que ela saiba que sou eu que estou ligando. E se todas as pessoas do mundo começarem a saber que sou eu do outro lado da linha?

Ah, é. Após esses segundos de terror, lembro que eu não sou a única Isabel do planeta.

Ps. Sim, eu tenho mania de perseguição. Não ligo webcam porque tenho medo que aquilo esteja transmitindo pro mundo inteiro. Aliás, não deixo a webcam nem desligada perto de mim. Quem garante?

Wednesday, January 07, 2009

Vamos brincar de ignorar acentos?

Do ônibus vejo a vitrine de uma loja.
Cartazes de desconto:

Blusas de verão - 50%
Bolsas - 40%
Biquinis - 50%
Bones - 20%

Olha só, agora eu já sei onde posso comprar ossos com 20% de desconto à vista!

Com ou sem o abominável acordo ortográfico, "boné" ainda tem acento, gente.

Tuesday, January 06, 2009

Trabalho digno

Ontem minha perspicácia me levou a revirar o lixo.

Meu trabalho como estagiária implica em vários servicinhos agradáveis, como conferir uma lista 300 prefeitos em etiquetas, depois cruzar as informações com outra lista, para separar os prefeitos eleitos dos prefeitos reeleitos e reparar se algum estava faltando ou repetido.

Pois bem.

Encontrei, sim, alguns problemas, e joguei fora as etiquetas erradas. Foi aí que lembrei de checar outra coisa, fiz uma pesquisa toda complexa (mentira, mas seria enrolado demais contar aqui) e descobri outros problemas além daqueles que eu devia procurar. Comentei com a minha chefe (ou a chefe mais imediata, já que todo mundo pode ser considerado meu chefe ali: é estágio, né) e ela gostou do que eu fiz, me elogiou e tudo mais. Fiquei feliz e me sentindo a funcionária do ano (menos), e aí, claro, lembrei que para corrigir esse novo problema, precisaria daquelas etiquetas que tinha jogado fora.

Então, sim, enquanto eu revirava o lixo atrás das tais etiquetas, eu pensava em como a vida é irônica.


Ps. "Revirar o lixo" parece mais nojento do que foi, na verdade. Lixeiro de escritório só tem papel sequinho e uma ou outra embalagem de pé-de-moleque.

Sunday, January 04, 2009

Post ignorável.

Se tem uma coisa que eu gosto de fazer é drama exagerado.
Tá, tem muitas outras coisas que eu gosto mais de fazer do que drama, mas eu bebi muito café de novo e é possível que eu nunca mais pare de discursar sobre quais coisas eu gostaria mais de fazer do que um drama exagerado, até a parte que eu começaria a falar sobre como eu sempre quis ter um cavalo e me senti menos pior com isso quando descobri que a Lorelai de Gilmore Girls também queria muito ter cavalos e realizou o sonho dela quando já tinha uns 35 anos, e aí eu discorreria sobre o fato de me sentir vazia por me espelhar tanto em personagens de séries, mas aí chegaria à conclusão de que não posso fazer nada se a Lorelai é tão ótima e, dane-se, eu gosto mesmo quando tenho coisas em comum com ela, e logo depois disso eu acabaria percebendo que já até esqueci o motivo de ter começado esse post falando sobre drama exagerado, e aí isso tudo perderia o propósito.

É, eu devia parar de beber café (ou de tentar postar alguma coisa quando tem cafeína demais em mim).
_

Sabe quando você viaja, vê e ouve várias coisas bizarras e o que você mais pensa é "nossa, preciso postar isso no blog quando voltar pra casa", mas aí quando finalmente volta pra casa esquece todas as coisas sobre as quais queria escrever?
Pois é.

Friday, January 02, 2009

Para começar bem o ano

Dois de janeiro.
Sexta-feira.
As ruas estão vazias.
O mundo está parado.
E aqui estou eu, diretamente do meu computador no trabalho, "trabalhando".

Olho pra parede à minha frente.
Na sala ao lado, a colega de trabalho retoca a maquiagem.
Brinco com a cordinha do guarda-chuva.
Acabo com um pacote de Mentos.

Já é de conhecimento público que todas as pessoas acham que eu tenho 13 ou 14 anos, no máximo. Então hoje, aqui quietinha no meu computador no canto da sala, eu pareço a filha de alguma funcionária que não tinha onde me deixar essa tarde porque, logicamente, a creche não abriu - dois de janeiro, sexta-feira, queria o quê? - e então ela precisou me trazer junto para o trabalho, abriu o paint e está ali torcendo para que eu fique o maior tempo possível distraída com as formas geométricas e latas de tinta, enquanto ela tenta ligar para um escritório em Brasília, onde ninguém atende, claro, porque o mundo realmente está parado hoje.


Sabe tédio?
Pois é.