Tuesday, October 28, 2008

As coisas não querem funcionar, não insista.

Preciso escrever uma reportagem de no mínimo 15 mil caracteres até quinta-feira. Se antes a dificuldade parecia ser chegar a esse número, isso agora não incomoda mais. Mas como Murphy me adora, ele preparou algumas surpresas pra mim.

Quando passei dos 15 mil caracteres fiquei muito feliz, afinal, eu tinha inclusive mais coisas para escrever, ótimo. Mas aí eu descobri que o Word no meu computador tem um limite de funcionamento: ele me deixa escrever até os 16 mil caracteres. Quando eu tento colocar uma letra a mais, ele trava. Faz aquela frescura de ter encontrado um problema, precisar ser fechado, perguntar se eu quero enviar um relatório de erros, aquela coisa toda. Juro que eu nunca tinha visto disso, mas considerando que é o meu computador, eu não podia esperar menos.

Tudo bem, com muita calma (depois de entrar em crise de desespero e ficar revoltada com o mundo porque só pode ser conspiração do universo o Word travar justo quando eu consigo escrever, ou seja, com muita calma mesmo) eu fui pegar o notebook para terminar de escrever. Lembrando sempre que eu odeio com todas as minhas forças digitar no notebook, mas era minha única opção.

Digito, digito, tudo muito bem, aí a internet no notebook resolve não funcionar. Não a internet exatamente, mas o navegador infeliz, que não quer me deixar mandar a reportagem para o meu e-mail. Tenho vontade de jogar o notebook na parede, mas é melhor não: minha reportagem está salva só ali, e se eu jogar o notebook na parede é possível que eu fique sem 75% da nota. Tudo bem, eu posso salvar no pen drive, sem necessidade de desespero, Isabel.

É. Até parece que o notebook ia reconhecer o pen drive, e até parece que ele ia deixar eu salvar o trabalho ali. Quanta ingenuidade para uma pessoa só. Eu deveria ter aprendido já.

Ou seja, resumindo: agora eu tenho um computador sem Word e com internet, um notebook com Word e sem internet, um pen drive inútil e vazio, e uma reportagem não pronta.

E o prazo terminando.

Friday, October 24, 2008

Analisando Personalidades - O Confronto

Conforme já foi comentado por aqui, eu não dei continuidade à história da oportunista do ônibus. Pois bem.

Meu plano inicial era ficar em pé para ver se conseguia deixar a moça desconcertada, e a Helô sugeriu que eu desse o lugar à oportunista e então delicadamente enfiasse minha bolsa na cara dela para que ela provasse do próprio veneno. Bom, eu descobri que sou uma pessoa extremamente preguiçosa (mentira, eu não descobri isso, eu já sabia disso. Um anônimo revoltado uma vez me chamou carinhosamente de mala preguiçosa aqui, ou seja, todo mundo já sabe disso). Não consegui levantar e dar lugar à moça, mesmo porque eu realmente não gosto dela. Ou seja, tudo continuou igual.

Até que uma bela manhã uma outra moça resolveu roubar o título de Oportunista do Ônibus da primeira. Essa segunda, que vou chamar de Segunda Oportunista, entra no ônibus um ponto antes da Primeira Oportunista, estando assim em vantagem óbvia: quando ainda haveria um lugar para a Primeira, agora não há mais porque a Segunda já o ocupou; quando não há mais lugar para nenhuma, a Segunda fica parada ao meu lado esperando a vez de sentar, arrancando olhares invejosos da Primeira.

É uma cena linda. Em qualquer outra situação eu ficaria, agora, incomodada com a bolsa da Segunda Oportunista enfiada na minha cara, mas a Primeira Oportunista já conseguiu conquistar toda a minha irritação, e consequentemente eu sou aliada de qualquer um que atrapalhe os planos dela.

Eu me divirto no ônibus.

Thursday, October 23, 2008

Assuntos alternativos

E novamente na aula de Planejamento... *

Professor: Nosso segundo assunto hoje vai ser casos e privadas.

Eu: Vai ser o quê??
Amiga: Cárcere privado.
Eu: Ah.

Porque a inspiração se vai, mas a péssima audição fica.


* Vou começar a dizer que o professor que tem dicção ruim (e não vai ser verdade).

Wednesday, October 22, 2008

Pausa:

Inspiração, pelo amor de Deus, cadê você?

Pronto, era só isso.
Grata pela atenção.

Monday, October 20, 2008

Aula em casa

No mercado aqui perto de casa tem um homem incrivelmente chato que fica anunciando os produtos num microfone que parece ter o volume mais alto que o normal. Ele chama a "minha senhora" para conferir o pão quentinho na padaria, e o "meu amigo" para o açougue. No tempo em que frequento tal mercado, cresceu em mim um repúdio extremo a esse funcionário, e eu fico torcendo para que ele perca a voz de vez em quando, ou que consiga um novo emprego - em algum lugar que eu jamais vá.

Pois bem, feito o meu desabafo, devo admitir que hoje ele me proporcionou um momento agradável ao anunciar uma promoção de Home 'Teacher' da Philco.

- Mãe, Home Teacher! Eu quero uma professora caseira! Compra uma pra mim?

Lógico que minha mãe me olhou com ar de desaprovação, mas antes disso ela riu.
Ponto pra mim.

Saturday, October 18, 2008

Gente como a gente (adoro clichês, vai)

Nove da manhã, entro no meu orkut e vejo um scrap da Pri (pra quem não sabe quem é a Pri, a Pri é uma pessoa muito legal) :

"Você me contaminou, olha ontem (peraí que eu vou pegar meu caderno que eu anotei o que que eu tinha ouvido o prof falar)

O prof disse: pro paciente com histórico vacinal desconhecido...
Eu entendi: o paciente com histórico vacinal de suicida...¬¬'

Aí eu fiquei pensando: será que histórico vacinal de suicida é de gente que nem eu, que toma a vacina, mas toda vez que tem campanha cisma de tomar de novo, mesmo que ainda não precise? Aí fiquei convencida de que eu era uma paciente de histórico vacinal suicida. Mas depois eu vi nas anotações do garoto atrás de mim que não era isso."

Sendo que outro dia ela já tinha me contado:

"Eu tava vendo The Tudors, aí o carinha: de coração, recebo-o em Roma.
Eu li na legenda: coração de sebo em Roma."

É muito bom não me sentir mais sozinha. Obrigada, Pri.

Ps. Enquanto escrevia este post, estava instalando um programa aqui. Em determinada parte da instalação, que já estava demorando, cliquei feliz em "concluir". Assim que cliquei percebi que na verdade era "cancelar".
Coisas da vida.

Wednesday, October 15, 2008

Sonho cinematográfico

Há alguns dias eu aprendi uma lição muito valiosa: se sua mãe está assistindo ao filme Acho Que Amo Minha Mulher e você acaba vendo algumas cenas, sendo que mais tarde irá assistir a O Exorcismo de Emily Rose, à noite você irá sonhar que o Chris Rock foi a julgamento por ter tomado Viagra, e está gritando como um possuído em pleno tribunal.

Ou essas coisas só acontecem comigo, sei lá.

Sunday, October 12, 2008

Post de sinal de vida.

Como meu celular sempre me proporciona momentos agradáveis (e situações postáveis), mais uma rápida só pra não deixar o blog empoeirado.

Recebo a mensagem: "É muito fácil carregar o seu Tim!"

Ah, Tim... Sempre confudindo falta de dinheiro com ignorância.
***
E eu tenho identificado uma certa tendência minha a ignorar meu celular quando ele desperta e aí ter que sair correndo desesperada pra pegar o ônibus pra aula, ao passo que se recebo alguma mensagem de manhã cedo, ouço e acordo sem problemas. Acho que está na hora de enganar a mim mesma mudando o som do despertador.
_

E assim que as próximas semanas (sem um limite de número para 'próximas') passarem e a lista de atividades acadêmicas diminuir, eu volto a postar direito aqui.

Thursday, October 02, 2008

Ouvindo e aprendendo

Aula de Planejamento em Comunicação.
Um dos grupos está lá na frente apresentando seu trabalho de planejamento de uma cobertura jornalística hipotética, mostrando que equipamentos iriam precisar, como seria o cronograma e tudo mais.
Em certo ponto da apresentação, o colega chega à parte dos custos:

"Pra alimentação a gente estipulou 35 reais", explica. A segunda parte da frase dele eu deixo aberta a interpretações: "Vai ser um elemento bem mais custoso" ou "vai ser um alimento bem mais gostoso".

Ainda não sei o que eu entendi errado e o que é o certo. Em qualquer outra situação eu teria certeza que a primeira opção é a correta, afinal, é uma frase muito mais acadêmica que a segunda. Mas é preciso considerar o contexto: parece-me lógico que uma alimentação mais cara seja mais saborosa (ou amorosa, vide post abaixo), não?

Palpites?

***

Mesma aula, um tempo depois.
Já falando sobre assessoria de imprensa, o professor pergunta para a turma alguns exemplos de empresas que são vistas de forma negativa pelos consumidores.
Depois de ouvir os exemplos, diz:

"Acho que podemos agrupar todas como calceta."

Perco a linha de raciocínio do professor enquanto me pergunto o que diabos é uma calceta. Termo técnico que eu deveria saber e sou ignorante demais? Palavrão? "Uma calça pequena, talvez", arrisca minha colega.

Depois de repetir milhares de vezes a palavra, o professor resolve escrever no quadro: call center.

Ah.