Monday, August 25, 2008

Sobre ervas daninhas, padres e frescos.

Lá estava eu na minha saga de ouvir conversas alheias no ônibus. No semestre passado isso era uma necessidade acadêmica para um trabalho um tanto quanto alternativo, mas eu conservei a prática por prazer. É uma coisa muito divertida. Ou assustadora, dependendo de quem está no mesmo ônibus que você.

Trechos que eu consegui ouvir uma desconhecida berrando: "Isso aqui é uma terra maldita, Deus que me perdoe (...) só vou estar feliz quando tiver uma casa isolada em cima de um morro com vista pra orla marítima, aí quando a erva daninha quiser invadir eu só fecho a porta da minha casa e digo que fui viajar (...) acho um absurdo, tem casa com jardim e os carros dos namorados das filhas (...) porque homossexual é mais que homem que gosta de homem, eles são denegridos na sociedade (...) e enquanto isso tem padre aí na política, eu acho um absurdo (...) e as filhas deles trancadas no quarto com o namorado (...) porque fresco sempre foi criticado, se os frescos querem ter uma vida a dois, deixa.

Também acho, viu.
E eu tenho quase certeza de que era um monólogo.

7 comments:

Marco Y said...

Cuidado com esta mania de escutar conversa alheia...rs

são destas escutadas por trás das portas que a gente fica sabendo que fulano vai ser promovido, que ciclano vai ser demitido e, no final, nada acontece...

soh o constrangimento de dar as condolências ou parabéns para as pessoas erradas... hehehe

Patricia Daltro said...

Menina, eu tenho esse péssimo hábito, de prestar atenção na conversa alheia, principalmente dentro de condução, de vez em quando ouço pérolas, que tenho que me segurar para não rir.
Alias, a melhor conversa, e essa eu não queria ter ouvido, mas as duas mulheres falavam tão alto, que nem que eu não quisesse, eu ouvirira, foi quando contaram todo um filme que eu estava louca para assistir, mas depois de saber o final, ficou meio chato. rs

Kenia Mello said...

O que mais me agonia em ouvir a conversa alheia é a vontade de me meter e não poder. :) Especialmente quando ouço alguma barbaridade.
Mas não posso negar que é um ótimo exercício de conhecimento do Outro, que muitas vezes me ajuda no sentido de perceber a diversidade, por mais equivocada que ele ou eu mesma estejamos.

Beijos e obrigada pela visita. Estou adicionando seu blog, ok?

Bel. said...

Concordo, Kenia. Por isso mesmo justifico minha prática de ouvir conversas alheias como sendo uma atividade antropológica.

(Apesar de às vezes eu só ficar sabendo que a menina da casa amarela agora está com o irmão daquela mulher folgada.)

Menina de óculos said...

Bel..tem selinho no meu blog pra vc.

Espero que goste!

Bjs

Fabiane Bastos said...

É por isso que hoje em dia pego o ônibus com fones de ouvidoou com muito sono na bagagem. Assim poupo meus ouvidos de opiniões desagradáveis e a minha boca da vontade de me meter na conversa dos outros.

Francisco said...

Olá! House estreia no dia 16 de Setembro ;) Abraço