Sunday, August 31, 2008

Analisando personalidades em lugares alternativos - 2

Pessoas contrariadas podem se tornar agressivas.

Fui a uma loja com a minha mãe, porque eu precisava de uma calça. Detalhe desnecessário. A vendedora, por algum motivo, prestou atenção no meu all star, e enquanto eu provava a calça em questão, ela e minha mãe de alguma forma começaram a comentar sobre os tais artistas de all star, que usam tinta de tecido para personalizar os tênis e ganhar muito dinheiro com isso. Parece que tinha ido algum desses na Ana Maria. Enfim.
Saí do provador, e a mulher começou a listar para mim todas as, aparentemente, inúmeras vantagens de eu estilizar meu simples all star preto e sem vida. Eu poderia desenhar uma bela borboleta sobre uma flor toda detalhada, vejam bem, assim como váááários outros desenhos e formas ensinados em um livrinho de técnicas de pintura em tecido, que por uma mera coincidência a vendedora tinha ali naquele momento.
Já irritada com a insistência da mulher, fui categórica ao dizer a ela que eu não tenho nenhum talento para desenhar, mesmo. Acho que eu até falei que eu sou um caso perdido.
Foi então que ela olhou para mim com algo que eu classifiquei como ira e revolta (devo até ter me encolhido um pouco, se é que não me escondi atrás da minha mãe), e bradou:

- TOOODO MUNDO SABE DESENHAR PELO MENOS UM CORAÇÃOZINHO, NÃO É POSSÍVEL QUE VOCÊ NÃO SAIBA!

Ela falou com um tom de desprezo, que dizia "você é a escória da humanidade; se não sabe desenhar um coração, não há sentido nenhum em você continuar vivendo".
Talvez tenha sido o fato de ela ter sido contrariada, provavelmente a culpa seja da mãe dela, como sempre é, tanto faz. Mas a verdade é que eu, teimosa e implicante como sou, não tive coragem de responder a ela que a) eu não quero um all star com estampa de coraçõezinhos e b) eu realmente não sei desenhar corações.
Mesmo porque, acredito que ela seria capaz de eliminar ali mesmo essa mancha na sociedade que eu sou.

Friday, August 29, 2008

Sou conservada.

Cena 1:

- Ah, quantos anos você tem, 14?
- Não, dezenove.
- QUÊ??

Cena 2:

- Tenho 19 anos.
- Nunca que você tem 19 anos ¬¬
- Tô te falando ¬¬
- Duvido. Mostra a identidade.

Cena 3:

- Onde você estuda?
- Ali na Estácio.
- Na faculdade??
- É, eu tenho dezenove anos.
- Pensei que você tava começando o segundo grau!

Cena 4:

- A sua filha tem o quê, 13 anos?
- Ela tem 19.
- O.o

Juro.
Nasci em 1989, só não parece.
Ainda sou dos anos 80, ê.

Analisando personalidades em lugares alternativos - 1

É no ônibus, todos os dias, que eu percebo a persistência das pessoas em completarem seus objetivos.
Tomo por exemplo uma determinada moça: ela entra todos os dias com o objetivo concreto de conseguir um lugar para sentar, por mais que todos os lugares já estejam ocupados quando o ônibus passa pelo ponto dela.
Mas é essa garra, essa força de vontade que ela tem e eu invejo, que a fez decorar a ordem de saída das pessoas do ônibus durante o percurso. Ela aprendeu, por exemplo, que uma certa menina de botas desce do ônibus primeiro, sendo a próxima uma loira de cabelo comprido, aí depois meu amigo e eu.
Eu mesma decorei essa ordem, vejam bem, de tanto observar a moça persistente.
Ela sempre consegue sentar, mais cedo ou mais tarde, e pessoas que entraram no ônibus antes dela continuam em pé. É impressionante.

Só que algo me incomoda muito.
A moça do ônibus parece, muitas vezes, um urubu desesperado por um pedaço de carne, ali espreitando, só esperando a oportunidade de atacar.
Eu não era uma vítima constante, já que costumava saltar no mesmo ponto que outro passageiro, e a moça oportunista dava preferência ao lugar dele. Ótimo.
Entretanto, de uns dias pra cá, esse passageiro e as outras duas pessoas que saltavam antes de mim, pararam de pegar esse ônibus.
Ou seja, agora, todas as manhãs, às 7h30, estou eu sentada, e a moça do ônibus em pé ao meu lado, batendo a bolsa dela na minha cara durante todo o percurso.
Não é agradável.

Estou considerando ir em pé na próxima semana para ver se ela fica um pouco desnorteada.

Ps. Já brinquei de saltar um ponto à frente para deixá-la confusa.

Thursday, August 28, 2008

Ao amigo leitor ocasional - 5

Aí já é demais, hein, Google?
A criatura pesquisa "aluna bebada" e você a manda pro meu blog?
Sacanagem.
Juro que eu não sou assim.

Sem mais delongas, vamos ao momento O Leitor Pergunta, eu (Sabiamente) Respondo:

aeroporto de porto alegre onde estacionar
No estacionamento.

mentalidade infantil no pará
Sei não, viu, mas acredito eu que a mentalidade infantil lá seja igual à mentalidade infantil em qualquer outro lugar do mundo. É tipo... infantil.

queria um abraço "bee"
Desculpa, eu só conheço o de urso, no caso bear. Mas não me parece que abraço de abelha seja muito aconselhável.

meu nome é isabela
O meu não, mas quase!

eu quero baixar "no one"
Tudo bem, eu deixo.

E a todos os colegas internautas que ainda querem saber como aumentar auto-estima, como aprender a mexer em um computador, como aprender a mexer no orkut, piadas sobre memória, e aos que chegam aqui procurando letras de música, eu juro que não posso ajudar. Sério. Garanto que por aí tem sites mais especializados nisso tudo que o meu blog.

Monday, August 25, 2008

Meme Olímpico

A Fabiane do Ah! E por falar nisso... repassou pra mim o meme criado no Transparecendo. Com um pouco de atraso, aí vai a minha lista de cinco momentos sem-noção dessas olimpíadas:

- O cubano dando um super golpe de taekwondo com o pé esquerdo na cara do juiz.
Falem o que quiser, o cara é bom. Ele ainda tava machucado.

- A ginasta vietnamita que foi pega no antidoping e tinha ficado na 59ª posição no individual geral.
Sério, se drogando ela ficou em 59º? Sem usar nada ela seria tão atlética quanto... eu.

- O impulso extra de Daiane dos Santos.
Tá, ela é boa e faz saltos ótimos e tudo mais, parabéns pra ela, mas em quatro anos de preparação pras olimpíadas não deu pra aprender que o espaço é um pouquiiiinho mais curto?

- Galvão Bueno e Sônia Bridi brigando pela vez de falar.
Acho que só ia resolver se soltasse o Faustão lá no meio.

- O comentário de um narrador da sportv: "a mãe do Phelps não sabe mais onde enfiar tanta flor".
Sei lá, escolhe melhor as palavras, poxa. A impressão que eu tiro dessa frase realmente não é boa.

Continuam a tarefa, Marco Y e Menina de Óculos?

Sobre ervas daninhas, padres e frescos.

Lá estava eu na minha saga de ouvir conversas alheias no ônibus. No semestre passado isso era uma necessidade acadêmica para um trabalho um tanto quanto alternativo, mas eu conservei a prática por prazer. É uma coisa muito divertida. Ou assustadora, dependendo de quem está no mesmo ônibus que você.

Trechos que eu consegui ouvir uma desconhecida berrando: "Isso aqui é uma terra maldita, Deus que me perdoe (...) só vou estar feliz quando tiver uma casa isolada em cima de um morro com vista pra orla marítima, aí quando a erva daninha quiser invadir eu só fecho a porta da minha casa e digo que fui viajar (...) acho um absurdo, tem casa com jardim e os carros dos namorados das filhas (...) porque homossexual é mais que homem que gosta de homem, eles são denegridos na sociedade (...) e enquanto isso tem padre aí na política, eu acho um absurdo (...) e as filhas deles trancadas no quarto com o namorado (...) porque fresco sempre foi criticado, se os frescos querem ter uma vida a dois, deixa.

Também acho, viu.
E eu tenho quase certeza de que era um monólogo.

Novo autor

Olhando as prateleiras de um sebo, na letra H, encontro os livros de Sherlock Holmes.
Todos os livros que ele escreveu.
Que bonito, não?
Conan Doyle é figurante.

Pânico nos corredores

Saindo na aula, nos corredores da faculdade, eu e minha colega ouvimos um homem falando.

- Mas quando eu fui condenado...

Imediatamente nos olhamos assustadas e falamos juntas.

- "Quando eu fui condenado"?? O.o

A voz do homem vinha da porta dos elevadores, pra onde estávamos indo. Medo. Ele continuava, conversando com um moça:

- Entendeu? Quando eu fui condenado, o júri...

Júri?? Nos olhamos novamente. Por via das dúvidas, passamos grudadas na parede, olhando sempre pro chão, evitando qualquer possibilidade de sermos identificadas pelo condenado. Entramos correndo no elevador e apertamos imediatamente o botão de fechar a porta, desesperadas. Nosso outro colega, que nos seguia calmamente e sem saber do que a gente tanto corria, entrou no elevador com cara de interrogação, ao que eu respondi:

- Eu hein, o cara é criminoso confesso ali andando pelos corredores, vai saber que que ele fez!

Melhor prevenir.

Saturday, August 23, 2008

Só mais um dia

Estava eu passeando com a minha mãe pelo calçadão da Felipe Schmidt no centro de Florianópolis, olhando vitrines, quando de repente sou atropelada por uma quase-velha que vinha andando na diagonal pra cima de mim. A gente não só esbarrou, foi uma coisa muito mais complexa que isso. Por um momento nós ocupamos, sim, o mesmo lugar no espaço.

Eu: desculpa, senhora! (Detalhe, ELA tinha passado por cima de mim, mas eu sou educada.)
Ela: ô menina! olha por onde anda!
Eu: desculpa, eu não te vi.
Ela: faz favor né menina idiota! que absurdo, ô!
Eu: eu tô pedindo desculpa, sua grossa ¬¬ (Retomando o parêntese anterior, eu sou educada até certo ponto.)
Ela: olha por onde anda, menina burra! (Sim, altíssimo nível de xingamentos.)
Minha mãe, pra mulher: então não corta a frente das pessoas, ô anta! (Adoro minha mãe.)

Foi divertido.

Mais tarde, saindo do shopping, passamos por uma menina que usava uma touca de pele, muito grossa e à la Polo Norte, uma mini-blusa/quase top, e uma bota de cano alto, daquelas super quentes.

Eu: Olha mãe, a menina tá vestida de zonas climáticas da Terra. Posso ir assim numa festa à fantasia?


Sabe, só essas mesmas coisas de sempre.

Friday, August 22, 2008

Momento tenso

Lebedeva tinha acabado de dar seu último (e ótimo) salto. Não tinha como saber imediatamente se o ouro era ou não da Maurren. Eu estava conseguindo manter uma certa calma até o momento, mas o povo da SporTV realmente não colabora comigo. Naquele clima tenso, eis que o narrador começa: "VAMOS VER! VAMOS VER! VAMOS VER QUANTO SALTOU TATYANA LEBEDEVA! VAMOS VER QUAL FOI A DISTÂNCIA SALTADA POR TATYANA LEBEDEVA!"
Ele só não falou isso mais vezes porque não tinha outras formas de falar. Ele esgotou todas as frases formuláveis, em um momento que não tinha o que dizer, e realmente ficar gritando ali não tava ajudando. Tive que pedir pra ele calar a boca pelo amor de Deus (gritando com a televisão).

E agora pouco eu e minha mãe choramos com o VT do pódio.
Sim, com um VT.
Sendo que as duas já tínhamos chorado com o pódio ao vivo.
Me sinto patética em horas assim - mas, lógico, a culpa sempre é da mãe.

Falha de comunicação

Liguei para a Versão, como de costume, na hora do almoço.
Estávamos conversando normalmente (sendo que o nosso 'normalmente' é um pouco alternativo, mas isso não vem ao caso).

Ela: e onde que você vai?
Eu: então, eu vou lá no-- *BARULHO ENSURDECEDOR* AAAH! Versão que que é iiiisso? /o\
Ela: o cara tá fafuahsmnhfuco
Eu: TÁ O QUÊ??? /o\
Ela: o cara tá fazendo su-co!
Eu: dentro do celulaaar? /o\

Ela me convenceu a desligar e ligar de novo quando o cara tivesse parado de usar a britadeira dele para fazer um suco, ou derrubar um prédio, tanto faz.
Quando liguei novamente eu estava na rua, e ela garantiu que ouvia claramente eu sendo levada por um tornado.

O universo conspira pra que a gente não consiga conversar. É impressionante.

Thursday, August 21, 2008

Brilhante.

Sabe quando um livro é tão tão bom que você esquece que tem que voltar ali viver alguma hora?
Ou senta pra ler um capítulo e quando percebe já passou da metade do livro?
Quando o autor tem umas sacadas tão geniais que fazem você ficar até se sentindo pateticamente idiota e desprovido de uma inteligência aceitável?
Ou quando você chega a ficar irritado porque jamais conseguiria pensar em alguma coisa tão brilhante assim?
Ou ainda as frases que ficam martelando na cabeça?
E quanto à raiva de si mesmo de nunca ter tirado um tempo pra ler aquele determinado livro agora que você sabe que ele é um dos melhores que você já leu e vai ler?
Sabe aquela depressão de fim de livro bom?
Aquela relutância em terminar de lê-lo, mas a incapacidade de deixar de lado?

Pois é.
Se é que resta alguma dúvida, sim, eu realmente gostei de A Revolução dos Bichos.
George Orwell é meu novo herói - e em termos de genialidade ele é definitivamente um "mais igual" que os outros.

--
E veremos agora se sou persistente o bastante para finalmente ler Moby Dick.

Minha participação nas aulas - parte 2.

Por e-mail:

"Oi professor.
Aqui é a Isabel da sexta fase, matutino.
Eu ia até a Estácio hoje pra falar com você sobre a pauta do meu trabalho, mas aí olhei pela janela e o temporal em formação me assustou um tanto.
Então acho que vou acabar fazendo a pauta com alguma idéia que se Deus quiser eu vou ter, e aí depois, em um dia mais feliz e ensolarado, vou até a faculdade no seu horário de atendimento pra melhorar ou mudar completamente minha idéia.

Ps. Eu bebi café, então perdoe a clara influência da cafeína nesse e-mail."

Que o Deus raro queira que meu professor ache isso legal.

Menos um.

Eu fiz uma proposta pra mim mesma de voltar a ler e ler e ler toda hora como costumava fazer antes da maluquice da faculdade, e resolvi que ver o filme não conta. Então fui comportadinha ler O Médico e o Monstro.

Não teria fundamento nenhum eu fazer uma super resenha do livro, porque esse é um clássico consagrado da literatura mundial, adaptado pra trocentos mil filmes, programas e tudo mais, e a minha opinião pouco vai importar. Não é preciso ler a obra pra conhecer a história, aliás, (quase) todo mundo conhece.

Mas enfim, eu só queria deixar registrado que ao longo do livro, e principalmente no final, eu senti aquele arrepio na espinha - tão bem descrito em várias e várias páginas da obra.

E eu não queria que o livro acabasse.
É muito melhor conhecer a história tendo lido.

Comentários aleatórios

Alguém precisa falar pro narrador da SporTV do futebol feminino ali que "volta pra trás" é redundância.

--

Ter um carro com placa CIO deve ser horrível.
Imagina, eu jamais deixaria alguém preencher aquelas folhinhas de estacionamento por mim. Seria uma situação muito constrangedora.

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"Eu sou kabeça" é um dos piores slogans que eu vi um político usar. Algumas pessoas jamais deveriam ter acesso ao internetês.

Tuesday, August 19, 2008

Série: minha participação nas aulas - parte 1.

Sou uma aluna exemplar.
Meus comentários são os mais bem-vindos, e eu sempre entendo tudo que os professores falam.
Ou não.

Aula de Ética e Legislação Jornalística (acredito eu que seja esse o nome da matéria).
Discussão sobre moral.

Professor: Mas e se a mulher estava na praia de fio dental*, e justo naquela hora ela precisa ir na igreja rezar porque... o filho dela tá fazendo vestibular. Aí não dá tempo de ela colocar outra roupa. É por falta de moral que ela entrou na igreja assim?

Eu, pra minha amiga: Ela foi pra praia no dia que o filho dela tava lá fazendo vestibular? Sacanagem. E nossa. Ela tem um filho em idade de vestibular e tava usando fio dental? Caramba. Conservada, hein.

Senti algum olhar de "é só um exemplo, Isabel" vindo na minha direção, mas enfim.

Ainda na mesma aula:

Colega aleatório: ...então eu queria justificar que não vim ao debate porque estava doente, e me desculpar com a turma.
Professor: Certo. Acho muito boa sua iniciativa de nos explicar isso, afinal, Deus é raro.

Deus é raro? Fiquei com cara de ~.^ uns instantes tentando entender o que o professor queria dizer com isso. Cheguei a pensar "é, realmente, não se vê Deus toda hora assim, é raro", rejeitei o pensamento absurdo, viajei mais um pouco ali, e quando consegui finalmente entender que meu professor não tinha dito "Deus é raro", obviamente, mas sim "deu errado", já tinha perdido toda a linha de raciocínio e não sabia o que estava acontecendo na aula.

Viu? Exemplar.

* De repente me pareceu tão estranho que esse fosse o contexto da conversa. Sei lá viu.

Talvez seja hora de aposentá-lo.


Mas só talvez.

Monday, August 18, 2008

Um pretendente inusitado

Meu celular despertou essa manhã. Eu sempre o coloco para despertar no mesmo horário, todos os dias, e todos os dias eu pego o celular para ver que horas são quando ele desperta. Isso é parte do processo de lembrar em qual contexto eu vivo logo que acordo.
Enfim.
Quando peguei o celular para conferir a hora, olhei a tela: "eu te AMO".
Parei.
Fechei os olhos, sacudi a cabeça, olhei novamente: "Seg 18 AGO".

Ah bom.

Ps. Não, eu não sou carente assim.

Sunday, August 17, 2008

Decepção

"o que não suporto: ironia!!!"

Fiquei uns dois minutos com cara de "como assiiiiim?" pro perfil da menina.
Não entendo as pessoas, juro que não entendo.
Por um momento tentei me convencer de que ela estava sendo irônica ao dizer isso, mas não.
O mundo está mesmo perdido.

Friday, August 15, 2008

Sou sonâmbula (e tapada)

Madrugada.
Acordo com meu celular na minha mão.
Depois de alguns segundos completamente desconcertada, consigo finalmente lembrar quem eu era e aonde estava (Isabel, planeta Terra).
Percebo que o celular está conectado à internet.
Desconecto, desesperada.
Depois de quase sete reais de crédito gasto em vão, volto a dormir.

Então é, eu deveria ser proibida de dormir com um celular por perto.
Já mandei uma linda mensagem criptografada para a minha amiga enquanto dormia, e dessa vez entrei na internet.

Se eu por acaso fizer seu celular tocar de madrugada, favor desligá-lo na minha cara.
Grata pela atenção.

Ortografia?

É justo.
Durante os dias de semana, só frango sem asa.

Ps. Eu, particularmente, nunca entendi por que se diz "alado".
Mas tudo bem.
Ps². Vamos todos fingir que vemos 'ran' ali no meio de 'fango'.

Thursday, August 14, 2008

Solução drástica

Minha mãe e eu estávamos sentadas no mesmo sofá vendo Gilmore Girls. O segundo episódio que vimos acabou, aí eu levantei para tirar o dvd.

Mãe: Ai que bom que você vai sair daí, assim eu posso esticar minhas pernas!

Bom saber que ela adora minha companhia.
Enfim, peguei a caixinha do dvd e reparei, empolgada, quais seriam os próximos episódios.

Eu: Olha! O quinze e o dezesseis! Eba!
Mãe: É, era de se esperar né, já que agora vimos o catorze; geralmente depois do catorze tem o quinze e o dezesseis.
Eu: ¬¬

Em seguida fui servir o Smirnoff nas taças (porque é, eu e minha mãe bebemos juntas em casa quando não tem nada pra fazer), e a divisão sempre precisa ser exata porque nós somos duas crianças de cinco anos que brigam se uma ganha mais que a outra.

Eu: Olha, tá igual.
Mãe: Isso, que bom.
Minha mãe dá o primeiro gole.
Eu: Só que o seu tem veneno.

Ela tava me provocando.

Domesticados?

Acabei de receber o olhar de ódio mais cheio de ódio do mundo. Foi um olhar sem limitações impostas pela sociedade. Não tinha nada no olhar que dissesse "só não te mato porque é errado", mas sim "só não te mato porque sou um gato e tem um cachorro ao seu lado".

Sim, um gato me olhou com ódio.

Eu estava chegando em casa, e ele estava no telhado. Quando percebi, ele se preparava para atacar um pombo, porque aparentemente várias espécies gostam de matar o tempo no telhado da minha casa. Não que eu tenha alguma coisa a favor de pombos, muito pelo contrário, por sinal, mas eu não ia deixar aquela matança toda acontecer no meu telhado, então saí pulando e gesticulando e fazendo sons estranhos para assustar o gato (e o pombo, e a minha cachorra, e provavelmente algum transeunte que vai evitar a minha rua a partir de agora).

O pombo escapou.
O gato me olhou.

Foram alguns segundos, nós dois parados ali. Eu estaria completamente vulnerável, não fosse pela ajuda psicológica que minha cachorra deu. Foi uma ajuda involuntária na verdade, porque ela não tinha visto nem gato e nem pombo - mas tudo bem, salvou minha vida.

Distorcendo datas comemorativas


Claro.
O Vagalume ainda poderia fazer uma promoção qualquer, que o vencedor ganharia um cartão musical para seu pai.
Ao som de Because of You, o progenitor amado leria:

"Ser Pai...

Ser pai é traumatizar os filhos a ponto de eles se tornarem pessoas muito inseguras;
Ser pai é acabar com a confiança dos filhos em toda e qualquer pessoa;
Ser pai é não pensar em mais ninguém além de si mesmo;
Ser pai é fazer com que os filhos sintam medo."

Lindas palavras.

Que eu saiba o tema do Dia dos Pais é papai-te-amo, não papai-você-acabou-com-a-minha-infância. Mas quem sou eu para questionar o poderoso Vagalume (que por acaso tem a tradução da música no site, não pode ser tão difícil entender que não é uma declaração felizinha; sério, vê o clipe se não gosta de ler), não é mesmo?

Enfim.

Wednesday, August 13, 2008

Clássica

Toca o telefone da sala.

- Alô?
- Filha, tá em casa?
- Não.

Minha mãe não me conhece? Ela sabe que não pode fazer nenhuma dessas perguntas do quesito tolerância-zero pra mim. E essa é até muito batida, ela devia mesmo ter previsto.
Mas como eu sou realmente, bem, chata, eu não ia parar por aí. A conversa continuou até a despedida.

- ...daí vou passar no mercado e vou pra casa.
- Tá, mas você tem a chave?
- Ahn, tenho, por quê?
- Porque eu não tô em casa pra poder abrir o portão pra você.

Consegui sentir o ¬¬ do outro lado da linha.
Só quem recebe cara de ¬¬ como resposta muitas vezes por dia consegue sentir a vibração de um ¬¬ à distância.
É uma espécie de dom (ou falta dele, mas aí fica a critério de cada um).

Tuesday, August 12, 2008

Oxi

"Your Delicious password has been changed"

Que intimidade é essa com a minha senha, ô?
Eu hein.

Carta-resposta

Devido a uma série de coisas ditas por várias pessoas em diversos lugares ao mesmo tempo (precisão é tudo), acredito que tenha ficado parecendo, em algum lugar no universo internético, que eu quero mandar alguém pra cadeia por causa de um ps. Ou algo menos dramático que isso.
De qualquer forma, e a quem interessar possa, não é esse o caso (mesmo porque, convenhamos que seria ridículo).

E vou ali arranjar um assessor de imprensa pra mim.

Monday, August 11, 2008

A declaração mais sincera

Eu quero que o mundo saiba:

Leite Condensado, eu te amo!


E agradeço a Deus por eu ter pais magros.

Personal Helper

Uma coisa que eu nunca, jamais vou entender, por mais que eu viva e me torne uma velha sábia, ou mesmo que... favor inserir referência tosca a uma das cenas finais do último Indiana Jones aqui, é de onde tiraram a expressão auto-ajuda.

Não entendo nenhum dos dois termos que compõem tal definição, mas isso não vem ao mérito da questão por ser uma opinião pessoal (se bem que esse blog é meu então dane-se o respeito à opinião alheia). De qualquer forma, vou-me ater à parte "auto".

Como assim um livro escrito por outra pessoa é classificado como auto-ajuda? A menos que eu leia um livro escrito por mim mesma, não estarei me auto-ajudando (a mim mesma) (desculpa, não resisti).

Ps do título: porque agora tá mais na moda ainda ter personal somethinger.

Observação final pra que eu possa falar "eu não disse?" pra mim mesma depois (sim, minha vida é solitária) : "Auto-ajuda" é o último termo que eu devia escrever no blog. Agora o Google vai mandar um tanto de gente pra cá atrás de discursos motivacionais e eu, definitivamente, não vou auto-ajudar ninguém.

Saturday, August 09, 2008

Filhos preferidos.


E quando lançarem a sétima temporada eu compro na primeira semana, e terão sido novecentos e nove reais e trinta centavos muito bem aplicados, obrigada.

Friday, August 08, 2008

Ao amigo leitor ocasional IV

A pessoa vai a uma loja de móveis e compra um divã; liga o computador e conecta a internet; abre a página do Google; coloca o divã em frente ao computador; deita-se nele, e coloca o teclado sobre a barriga; com alguma dificuldade, digita:

"vou contar uma historia infantil,mas preciso de uma introdução para ficar mais emocionante"

O Google faz uma expressão séria, responde "entendo", e tranquiliza a pessoa dizendo que esse problema tem uma solução muito simples. Aí, por algum motivo, ele a assegura de que a resposta para essa questão complexa está em meu blog.

Pois bem, detesto decepcioná-lo, leitor amigo, mas não, a resposta não está aqui.


Ps. A magia do "era uma vez, em um reino muito muito distante" acabou, assim? As crianças enjoaram e fim? Que coisa, não?

Thursday, August 07, 2008

A culpa é dela

A caminho da cozinha pra jantar, puxei minha mãe do sofá pra ela ir comigo. Ela foi rindo e fazendo piadinhas, muito feliz, e apoiando em mim.
Estranhei um pouco.
Aí ela falou: "Hahaha, eu tava bebendo, tô bêbada, bêbada, bêbada. Haha, aaaai. Tontiiinha! Haha!"

Deixando o politicamente correto completamente de lado (mesmo porque, quando é que esse blog foi?), eu realmente gosto de verdade da minha mãe.

(Não que seja politicamente incorreto eu gostar da minha mãe ¬¬ todo mundo entendeu.)
(Né?)


Ps particular: As hienas é que são nossas inimigas. E sim, é pra ignorar isso aqui.

ALERTA! SEGURANÇA!

Fui scanear um documento que minha mãe tinha pedido, e ao clicar em "digitalizar imagem", fui atacada por uma janela que me informava: "Perigo! Uma mensagem de erro de comunicação é exibida durante a digitalização!!! Abortar operação!"
Logo abaixo, um aviso que devia me tranquilizar, mas estava destacado com uma tarja vermelha: "Há soluções disponíveis!!!"
Em seguida, uma série de sugestões drásticas do que eu deveria fazer, como proceder, e ainda outras opções de suporte, bem como um box ao lado perguntando o que eu gostaria de fazer SE esse evento ocorresse novamente, ou seja, caso meu computador não explodisse ou o mundo não acabasse naquele instante.

Depois de alguns momentos sendo bombardeada por essas mensagens, falei: "Gente, calma, eu só esqueci de ligar a impressora."

Nunca mais esqueço, juro. Que medo.


Ps. Senti-me no direito de dramatizar levemente as notificações de erro.

Idade Média descontextualizada

Hoje de manhã eu vi na rua uma mulher que parecia ter saído de um quadro medieval.
Não tem outra forma melhor de explicar como ela era.
Queria que ela estivesse usando aquelas roupas legais também.
E não, eu não tenho nenhum objetivo a alcançar com esse post, só queria registrar o momento porque pra mim foi único. Afinal, não é todos os dias que se vê personagens de pinturas medievais andando por aí.

Minha Problemática


Eu tenho a cachorra mais legal do mundo inteiro.
Além das várias características da minha Nicole que eu já enumerei aqui no blog previamente, hoje eu descobri que se ela fosse um ser humano, seria obesa por ansiedade.
Toda vez que ela fica agitada, procura alguma coisa para comer - mesmo que seja ração pura, que ela é enjoada e não gosta, perdida pelo chão.
Se ela levar alguma bronca, se eu for lá tentar tirar uma foto dela (pra conseguir essa aí tive que esconder o prato de comida dela porque ela não parava de comer ¬¬), se alguém for brincar com ela, qualquer coisa; ela sai correndo desesperada atrás de qualquer coisa comestível.
E sim, eu fico boba olhando pra ela, porque ela é linda. E porque ela acorda de manhã quando eu vou sair pra aula e vem toda sonolenta se arrastando só pra me dar bom dia ** (tá, quem dá bom dia sou eu, já que ela é um cachorro.)

Minha, minha Nicolinha.

Wednesday, August 06, 2008

E enfim...

Desanestesiei-me.


Entenda como quiser.

Ideologia!

Eita palavra difícil de lembrar ¬¬
Eu estava há dois dias aqui tentando.
"Ideai... Ideiali... Ideialo... Ideialos...", até que agora, em um momento de perceptível inspiração divina, pensei que talvez não tivesse o segundo I, o que me levou a "idea", aí "idealo...", e finalmente, ah, ideologia!

Fico tão orgulhosa de mim mesma quando consigo lembrar de alguma coisa assim, qualquer que seja. Quem me conhece sabe (nossa, isso ficou muito começo-de-perfil-de-gente-sem-personalidade) que minha memória é, hm, prejudicada.

Tuesday, August 05, 2008

Desconstruindo ideais

You're sweet as green apples
You must be the one

Mas Chantal, maçãs verdes são azedinhas! /o\

Monday, August 04, 2008

Sobre órfãs e minotauros.

Bel. diz:
"Soninha defende pedágios na cidade de SP"
Bel. diz:
eu li 'sozinha'
Bel. diz:
porque seu blog me influenciou
Thami diz:
haha
Bel. diz:
e já fiz analogia ao Sozinha no Mundo, do Marcos Rey
Bel. diz:
e fiquei imaginando uma órfã toda engajada com os pedágios
Bel. diz:
ficando na frente das máquinas que iam destruí-los
Bel. diz:
e falando "só por cima do meu cadáver"
Bel. diz:
olha o que você faz comigo.
Thami diz:
eeeeu?
Thami diz:
claro
Thami diz:
tudo eu.
Bel. diz:
se você não tivesse falado do Minotauro
Bel. diz:
a órfã não existiria.

oi

Ou ainda: "Aplicando os conhecimentos acadêmicos nas questões corriqueiras e divertindo-se com isso", mas daí tinha ficado muito grande e óbvio o título aí eu não gostei e resolvi editar. Enfim.

Estava no elevador na faculdade (não, ok. *piada interna, simplesmente ignore*) e entraram duas alunas de enfermagem conversando.

Aluna 1: Nossa, o elevador da minha casa* tá estragado, ele fica emperrando.
Aluna 2: Ah, devem ser os vírus e as bactérias!
Alunas 1 e 2: HAHAHAHAHAHA!

Esse pessoal de saúde, viu.
Gente estranha.
Sou muito mais de humanas, e na minha área eu já veria notícia ali; claramente alguém está sabotando o cabo do elevador tentando matar a Aluna 1.
Que não digam que eu não avisei (não, eu não avisei, porque talvez seria estranho).

* "O elevador da minha casa" parece uma frase tão distante da minha realidade. Me senti tão pobre e pequena e indefesa.

Oi, meu nome é Isabel

E estou viciada no chocolate Diplomata, da Nestlé.
Vai uma barra por dia, fácil fácil.
Não sei o que fazer pra parar.