Saturday, July 05, 2008

Como não se comportar no shopping

Pois bem. Voltei hoje ao restaurante que traumatiza pessoas fazendo pressão psicológica terrível. Dessa vez fui com a minha mãe, que já estava avisada sobre o que teria que enfrentar.
Estávamos na fila, e na nossa frente uma mulher chamava sua filha de Carlinha ou Cacá, e dizia a ela para esperar só mais um pouquinho que logo elas iriam jantar. Era uma mulher muito carinhosa.

A vez dela chegou.

Ela pediu uma salada de massa para levar e a moça disse a ela que eles não faziam salada para viagem. Acho que foi esse fato que desencadeou todo o resto.
Atrapalhada com o número de ingredientes e os nomes de todos eles, incomodada com o risinho cínico do chef, talvez decepcionada por não ter conseguido nada melhor além de repetir a calabresa cinco vezes, ela foi ficando vermelha. Juro.
De repente, ela grita: "CAAAAAAAARLA, VAI CHAMAR SEU PAI AGOOORA!"
Ao que a menina respondeu, assustada: "Mas eu não sei onde ele tá..."
"VAI ACHAAAR, ORA!", a mulher continuava gritando.
A menina levantou da mesa em que estava sentada, meio atordoada e sem rumo, e ouvimos o grito novamente: "CAAAAAARLA, NÃO DEEEEIXA SEU IRMÃO SOZINHO NA MEEEEESA! QUE QUE VOCÊ TEM NA CABEÇA, MENINA???"
Minha mãe e eu, compadecidas da pobre Carlinha, ficamos assistindo-a voltar para a mesa e pegar seu irmão, que devia ter uns dois anos (realmente, ela não podia deixar o menino ali), e sair andando em busca do pai.
"CAAAAARLA! FICA AÍ! ESQUECE SEU PAI."
Acho que se a menina não estivesse tão assustada ela teria mandado a mãe dela à merda. Sério.

Enfim, o pai esquecido da Carla apareceu, a mulher insandecida brigou com o chef que tem ar de superior, gritou com a moça até conseguir salada pra viagem, o menino de dois anos chorou, a minha mãe esqueceu a palavra "tomate", e eu lotei meu prato de queijo por não conseguir todos os ingredientes. Tudo normal.

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