Thursday, July 31, 2008

Ao amigo leitor ocasional III

"orkut da minas park estacionamento"Desculpe, mas não posso te ajudar.

"nome mae rei leao"Ah, essa eu seeei!
Sarabi, amiguinho.
Volta aqui ver, tá?
Vamos conversar sobre Rei Leão. Me sinto muito solitária sem alguém interessado em falar sobre o filme comigo.

"como escreve casa comigo em inles?"
House with me.
Juro.

Wednesday, July 30, 2008

Trégua.

Eu passei dias e mais dias viajando, e quando voltei minha mãe estava toda beijos e abraços, e nós estávamos muito carinhosas e meigas.
Mas aí hoje:

Mãe: passa esse pano na pia?
Eu: não.
Mãe: cala a boca.
Eu: cala você.

Ah, de volta ao normal, ainda bem.

Detalhe: eu voltei ontem.
Nossa meiguice acaba muito rápido.

Conselho vital:

Nunca esqueça de conferir se as etiquetas das suas roupas estão escondidas.
Sério.
Isso é algo muito importante e nem todas as pessoas o fazem.
Lamentável (ou não, porque fica engraçado).

Tuesday, July 29, 2008

Melhor viagem da minha vida.

Só pra constar.


Ps. Apesar das quase 96 horas tentando voltar pra casa.

Wednesday, July 09, 2008

Está nas veias

Eu: mãe, meu cabelo tá muito marcado e feio?
Mãe: não, marcado não.
Tia: ou seja, tá feio.

Porque a crueldade é, sim, de família.

Tuesday, July 08, 2008

Pizza, anyone?

O curso de inglês terminou, e a professora, meu colega e eu fomos à pizzaria comemorar. Estávamos todos muito felizes conversando e tudo mais (nada de tudo mais, estávamos conversando, ponto), e aí chegou o garçom:

"Chicken hurt?"

Paramos.
Viramos.
Fizemos cara de what-the-fuck (uma professora e dois alunos formados não podem fazer cara de que-diabos nem nenhuma outra cara nomeada em português, é contra as regras).
É, era pizza de coração.
Mais tarde, contando para a minha mãe, ela disse que podia ser pizza sabor Galo de Briga.
Faz sentido.

Mas tá, o garçom saiu, nós rimos, etc etc.
Aí ele voltou.

"Champion?"

Eeeeu comi pizza de campeões, rá!
Mais risadas.

"White chocoleite com stramberries?"

Claro!
Pizza de chocoleite é nova.

"Fish?"
"Tuna fish", corrigiu minha professora.

"Só suíte aqui agora?"
Tá, essa a gente demorou pra entender.
"No, mix!", respondi rápido e sem formular muito quando descobri que era pizza doce que ele queria oferecer.

E nós estávamos conversando normalmente em português, então não tenho a menor idéia de por que ele atacou a falar inglês com a gente.

Monday, July 07, 2008

Últimas aquisições:

- Ontem eu quase fatiei meu dedo enquanto lavava louça.
- Hoje eu cortei outro dedo no zíper do plástico do edredon no mercado (logo após um incidente hilário envolvendo um shampoo, uma tentativa minha de sentir o cheiro dele, e meu nariz).

Conclusão:

Aaaaacho que eu devia, talvez, ter um pouquinho mais de cuidado e atenção se quiser continuar tendo dez dedos (e não ficar três horas sentindo o cheiro do shampoo involuntariamente).

Espera proveitosa.

Estava no terminal esperando meu amigo pra gente ir almoçar, e feliz porque quanto mais pessoas eu vejo, mais coisas bizarras eu vejo. No meio de gente berrando no telefone público, mulheres correndo de salto alto de um jeito hilário e tudo mais, vejo algo que me força a compartilhar com alguém. Ligo para a Versão (se é que existe alguém no mundo que ainda não sabe, a Versão é minha amiga).

Ela: Oi Bocó!
Eu: Versão, a mulher que passou aqui tá usando o sutiã por cima da blusa!
Ela: Onde você tá? Oo

Juro que eu tava ali no terminal, na luz do dia. A mulher usava uma blusa branca, o sutiã preto por cima, e uma jaqueta jeans. Eu não fui a única a ficar assustada. A moça que estava ao meu lado, e que me perguntava as horas de dez em dez minutos, começando a pergunta todas as vezes com "tens horas?" ou "tens horas de novo?" (uma das vezes eu quase respondi "não, moça, não tenho mais, acabou agora", mas pareceria grosseiro, talvez), ficou até meio pálida quando viu a mulher com as roupas levemente invertidas.

Depois a outra mulher, que estava ali esperando a filha dela, reclamando que "esperar é um inferno", e que tinha apelidado a nova nora de "Pantera Negra" (sim, eu ouço conversas alheias prestando muita atenção), repetiu três vezes para a moça que perguntava as horas a frase: "porque você sabe que quando eu fico nervosa não respeito nem o Papa."

Comecei a rezar pra que meu amigo chegasse logo. Fiquei com medo.

Sunday, July 06, 2008

Para satisfazer necessidades

"A GALOCHA que você procura está aqui. Clique e compre já."

Tenho medo do msn. Muito medo.


Ps. Sim, eu sei que o título é duvidoso.

Dicas para torcer melhor

Minha mãe e eu, apaixonadas por jogos de tênis, estamos assistindo à final de Wimbledon. Minha mãe é tietezinha patética do Federer, e eu sou centradamente apaixonada pelo Nadal.
Depois de nós brigarmos e nos xingarmos um pouco, e de ela ter me ameaçado com uma faca, ou seja, rotina aqui em casa, Federer estava em um dos (poucos, humpf) bons momentos dele na partida, e minha mãe comemorou gritando "yes".

"Comemorar em inglês é muito mais legal. Olha: 'siim... =/'. 'YEEEEEEES! \o/'. Faz muita diferença."

Isso foi segundos antes de ela gritar "come on" toda indignada quando o Nadal voltou a comandar a partida.
Mas deixa, mesmo que ela goste do jogador errado, eu adoro ver minha mãe torcer. Ela grita, vibra, pula, destrói as próprias unhas, levanta, xinga... é muito legal.


Ps. Não, eu não deixo meus gostos pessoais interferirem no meu texto. Não mesmo.

Saturday, July 05, 2008

Como não se comportar no shopping

Pois bem. Voltei hoje ao restaurante que traumatiza pessoas fazendo pressão psicológica terrível. Dessa vez fui com a minha mãe, que já estava avisada sobre o que teria que enfrentar.
Estávamos na fila, e na nossa frente uma mulher chamava sua filha de Carlinha ou Cacá, e dizia a ela para esperar só mais um pouquinho que logo elas iriam jantar. Era uma mulher muito carinhosa.

A vez dela chegou.

Ela pediu uma salada de massa para levar e a moça disse a ela que eles não faziam salada para viagem. Acho que foi esse fato que desencadeou todo o resto.
Atrapalhada com o número de ingredientes e os nomes de todos eles, incomodada com o risinho cínico do chef, talvez decepcionada por não ter conseguido nada melhor além de repetir a calabresa cinco vezes, ela foi ficando vermelha. Juro.
De repente, ela grita: "CAAAAAAAARLA, VAI CHAMAR SEU PAI AGOOORA!"
Ao que a menina respondeu, assustada: "Mas eu não sei onde ele tá..."
"VAI ACHAAAR, ORA!", a mulher continuava gritando.
A menina levantou da mesa em que estava sentada, meio atordoada e sem rumo, e ouvimos o grito novamente: "CAAAAAARLA, NÃO DEEEEIXA SEU IRMÃO SOZINHO NA MEEEEESA! QUE QUE VOCÊ TEM NA CABEÇA, MENINA???"
Minha mãe e eu, compadecidas da pobre Carlinha, ficamos assistindo-a voltar para a mesa e pegar seu irmão, que devia ter uns dois anos (realmente, ela não podia deixar o menino ali), e sair andando em busca do pai.
"CAAAAARLA! FICA AÍ! ESQUECE SEU PAI."
Acho que se a menina não estivesse tão assustada ela teria mandado a mãe dela à merda. Sério.

Enfim, o pai esquecido da Carla apareceu, a mulher insandecida brigou com o chef que tem ar de superior, gritou com a moça até conseguir salada pra viagem, o menino de dois anos chorou, a minha mãe esqueceu a palavra "tomate", e eu lotei meu prato de queijo por não conseguir todos os ingredientes. Tudo normal.

Para começar bem o dia

Café da manhã.

Eu: Mãe, você não pode monopolizar a nata aí ¬¬ (aos não-sulistas que por acaso não souberem o que é nata, é um treco de passar no pão; e sim, eu sei descrever muito bem as coisas.)
Mãe: Ah é, desculpa. Tem que socializar.
Eu: Odeio socializar.
Mãe: Ah, quanto egoísmo, não pode ser assim.
Eu: Você gosta de socializar?
Mãe: Hm, não.
Eu: Rá.
Mãe: Esse negócio de sociedade e partilha não é comigo.

É minha mãe.
Ou eu sou filha dela, no caso.
O que não significa que ela não seja minha mãe, aliás, só faz ela ser mais minha mãe.
Não, eu não sei o que eu tô falando.


Logo após o café da manhã, eu ainda dormindo e levemente desconcertada:

Eu: Ai. Que que eu tenho que fazer agora mesmo?

Minha mãe estava mastigando e começou a fazer alguns gestos estranhos, erguendo e abaixando os braços várias vezes.

Eu: Ahn... deixar minha... energia fluir e colorir a minha aura? ~.^
Mãe: Trocar de roupa.
Eu: Ah.

Sobre o ódio mais sincero

Estava no provador da loja com a minha mãe, conversando alegremente, quando ouvimos uma voz feminina no provador ao lado:

"Ai, espelho da Renner, eu te odeio. Te odeio de morte."

Ele deve ter feito algo horrível.
Tenho medo.

Friday, July 04, 2008

Persistência é um dom (ou não)

Eu: Tô com fome de coisa salgada e não tem nada pra comer nessa casa. Tá pior que a casa das Gilmore.
Mãe: Não sobrou arroz?
Eu: Mãe, olha pra minha cara de quem quer comer arroz. ¬¬ Eu queria batata frita. Você não quer? =D
Mãe: Não.
Eu: Ah, mas eu queria...
Mãe: Faz.
Eu: Mas eu não queria fazer.
Mãe: Ah, claro.

Nesse momento meu olhar de cachorro pidão foi tão completamente ignorado quanto as minhas indiretas e eu tive que ser mais clara.

Eu: Mãe. Frita batata pra mim?
Mãe: Frita você ¬¬
Eu: Eu descasco e você frita?
Mãe: Eu não quero levantar daqui pra fritar batata.

(...) (tempo pra pensar em uma nova abordagem)

Eu: Qual foi a última vez que nós cozinhamos juntas?
Mãe: ~.^
Eu: Essa não foi uma boa tentativa, né?
Mãe: Não ~.^
Eu: Ah mãe, mas batata frita é tão booom. Por favoooor =D
Mãe: EU NÃO QUERO FAZER BATATA FRITA!

Cinco minutos depois, eu e minha mãe descascando batatas juntas:

Eu: Viu que momento agradável em família? =D
Mãe: ¬¬

Thursday, July 03, 2008

Minha muito minha Nicolinha.


Chata.
Irritante.
Manipuladora, terrivelmente manipuladora.
Oportunista.
Atacada.
Teimosa.
Interesseira.
Insuportável.

Parece que aquilo que eles dizem sobre o cachorro parecer o dono é verdade.

Minha Zgi.

Ao amigo leitor ocasional II - Especial Auto-Estima

"como aumentar a minha auto estima?"
Não faça perguntas ao Google.
Ele é um site de busca, não um amiguinho substituto quando todas as outras pessoas te abandonam porque você é tão insuportável.

"preciso aumentar minha alto estima"
Aprenda a escrever "a u t o" primeiro, depois volte aqui.

"palavras com l para aumentar o auto estima"
Ahn... Lindoooooooo!
(...)
oi


E o mais importante...
Não venha ao meu blog tentar aumentar o pouco de auto-estima que lhe resta.
Esse aqui definitivamente não é o lugar para isso.

_
Adoro saber como as pessoas chegaram ao meu blog. Mesmo.

Banho alternativo

Eu, lavando a louça: odeio lavar conchas.
Mãe: por quê?

Coloco a concha de sopa embaixo da torneira e a água espirra na minha cara.

Eu: por isso.

Wednesday, July 02, 2008

Ao amigo leitor ocasional I

"onde acho o vale coke players?"

Vá até o mercado mais distante da sua casa na semana de lua minguante.
Se puder ser no terceiro dia, melhor ainda.
Conte as garrafas de Coca-Cola, de forma que a primeira da esquerda seja o número 1 e a última da direita seja o número 2, a segunda da esquerda o número 3 e assim sucessivamente.
Quando chegar à garrafa número 11, pare!
É muito importante que você pare.
Preste atenção à garrafa que está imediatamente atrás da garrafa de número 11.
Conte duas à direita dela, nessa fileira de trás.
Verá atrás dessa uma outra, que parecerá uma garrafa qualquer de Coca-Cola.
Ela é.
Mas agora conte a partir dessa da terceira fileira, 4 garrafas à esquerda.
E ali estará, em todo o seu esplendor, a Garrafa Premiada com um lindo Vale Coke Player!


Ou não.

Como citar O Rei Leão ao fazer a janta

Eu estava usando meus amplos talentos artísticos decorando um prato (leia-se "brincando com o Catupiry") e fazendo o belo desenho de círculos nas camadas do Escondidinho de Charque (favor ler com sotaque nordestino) adaptado para o paladar dos habitantes da minha casa. Minha mãe estava acompanhando o processo (ou ainda "supervisionando minhas ações para garantir que nada sairia do controle") e questionou qual técnica avançada de decoração eu estava utilizando no momento ("que que você tá fazendo? ¬¬").

Eu: Círculos. Um ciclo sem fim que nos guiará.
Mãe: A dor e a emoção?
Eu: Pela fé e o amor.
Mãe: Até encontrar o nosso caminho.

Pausa.

Eu: Neeeeeeeeeeeeste ciclooooooooo, ciiiiicloo sem fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim tan-dan! ciclo seeem fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim! *inserir aqui o som de um ser humano imitando (mal) o rugido de um leão*.

E aí todo mundo continuou com a sua vida como se nada tivesse acontecido.

Ps.

Sim, eu escrevi Bel com catupiry.


E sim, meu Ps é uma imagem.

Tuesday, July 01, 2008

O que temos aqui?

Olha! Que surpresa!
A taxa de rejeição de uma determinada cidade X aqui no blog foi só de 40%!
Todos sabemos bem o que isso significa...
Ou não?
Opa.

Mas eu sei :)