Wednesday, February 13, 2008

You just keep coming back to.


E alguém sabe me dizer por que eu tinha deixado isso de lado?


Partituras, notas, a flauta. As flautas. O sentimento de liberdade ao tocar, e a alegria mais sincera ao olhar os pontinhos na pauta e saber o que eles significam. O diálogo: "Mããããe, lá bemol é o que mesmo?", pausa, "Sol sustenido, filha". A quase incontrolável vontade de sair pulando pela casa depois de conseguir tocar alguma música difícil, e o "você não vai parar de tocar isso nunca mais, não?" quando a meta é finalmente alcançada. Os olhos cheios d'água ao tirar de ouvido a música preferida, e a vontade de falar pra todo mundo que eu consegui.



But I'll just keep coming back to all of that. Because there's absolutelly nothing bad about it.



Monday, February 11, 2008

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Ah, eu odeio profundamente que todas as pessoas tenham feito a piadinha do "estou ilhado" quando a chuva fez tudo alagar em Florianópolis esses dias.

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Wednesday, February 06, 2008

Scene in a Parking Lot

Estacionamento do [pequeno] aeroporto de Florianópolis.
Placas de carro.
São Leopoldo, Rio Grande do Sul. Salvador, Bahia.

- O que estes carros estão fazendo ali?
- No aeroporto, ué, são turistas - começa meu pai.

Tá, turistas.

- Mas eles vieram de avião, qual é a dos carros?

Araxá, Minas Gerais. Parapuá, São Paulo.

- São parentes que vieram buscar a família que veio visitar de avião.
- Hm. Mas se eles moram aqui, por que as placas não são daqui?
- Oras, quando vieram de mudança pra cá vieram com o carro junto e ficou.

É, faz sentido.
Vacaria, Rio Grande do Sul. Brasília.

- Mas todos eles? É muito carro de fora aqui, sério. E por que na rua só se vê carro de Florianópolis? Tá que todos os carros de fora parecem estar no aeroporto, mas devem sair daqui eventualmente.

Meu pai começa a ficar irritado.

- Às vezes eles vêm pra surfar aqui, então vem uma pessoa de carro trazendo bagagem e o resto da família vem de avião.

Belo Horizonte. São Paulo.

- Não me convence ainda, olha a quantidade absurda de carros dos lugares mais estranhos.

Porto Alegre, Porto Alegre, Porto Alegre, Porto Alegre...

- Olha, toda a população de Porto Alegre tá aqui no estacionamento do aeroporto!

Suspiro.

- Tem pessoas que gostam de viajar de carro, não vieram de avião.

Palmas, Tocantins.

- Mas que diabos alguém de Palmas vem fazer, de carro, no aeroporto de Florianópolis??
- Não sei, filha.

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Saturday, February 02, 2008

It was just a matter of time.

A vontade de pensar em nada era desesperadora. A vontade de deixar de lado, e acreditar que havia deixado, agoniava. A incapacidade de fazer isso também. Vinha a vontade de resolver tudo. Você resolvia? Não. Porque a vontade não evoluia, ela continuava vontade. E a vontade, por si só, é a própria ineficiência. É frustrante. Você queria falar, agir, resolver. E você até achava que falava e agia. Mas não resolvia. O resolver é abstrato. O seu resolver sempre significa fazer algo para que as coisas que incomodam não lhe incomodem mais. Lhe, você. É um resolver individualista. É um "que alívio, agora eu estou bem, dane-se o mundo, eu quero ir tomar sorvete". Mas o resolver - nesse e em tantos casos - deveria ser coletivo. E pensar nisso incomoda. Pare de escrever e vá tomar um sorvete agora, Isabel.

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