Tuesday, January 22, 2008

Is forever enough?

Chorar ao tocar flauta, sozinha, só porque a música é tão linda e emociona, é talvez uma das melhores experiências que eu vou ter, em toda a vida.
Deitar na calçada lá fora, sozinha, e olhar para cima vendo o vento empurrar e moldar as nuvens, enquanto a Regina Spektor canta Us dentro do ouvido, é um momento impagável.
Sentar no chão do quarto à noite, sozinha, e escrever ouvindo La Noyée, quase me convence de que por um instante não existe nada além daquele caderno, aquela caneta, e aquelas linhas rabiscadas, que só precisam de mim porque não conseguem escrever-se.
Ouvir Time ao caminhar no vento, sozinha, e saber exatamente com qual parte da minha memória essa música mexe, proporciona sempre a mesma sensação que é única e jamais se repete - por mais contraditório que isso seja - durante os quatro minutos e sete segundos que parecem durar para sempre.
Olhar pela janela do ônibus, sozinha, ouvindo Scar, e ficar feliz da forma mais sincera e infantil, faz o pior dia mudar de uma forma surpreendente.
Perceber que, após tanto tempo, A Thousand Miles deixou de ser apenas uma melodia linda, e passou a significar algo mais - não sozinha - é motivo o suficiente para se fazer algo a respeito.
Viajar de carro, com as Dixie Chicks cantando Cowboy Take me Away, tendo a sensação de ser a única pessoa por milhas e milhas, e fechar os olhos ao sorrir sabendo o motivo, mas sem precisar de motivo algum, é a melhor noção que eu tenho de liberdade, e eu não quero substituí-la por nenhuma outra.
Lembrar de alguém, de algum lugar, de algum sentimento ou época da minha vida, toda vez que ouço alguma música, é algo que eu preciso que aconteça para sempre.

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Thursday, January 17, 2008

Someday.

Um dia eu faria jornalismo, e aprenderia a falar inglês. Um dia eu aprenderia a tocar flauta, e moraria em uma casa de concreto na qual o chão não faria barulho à noite. Um dia eu teria uma collie preta, e o nome dela seria Nicole. Um dia eu andaria sozinha de avião. Um dia eu comeria Marshmallow novamente. Um dia um determinado lugar seria só uma memória feliz, marcada por um corte de cabelo diferente. Um dia eu teria os dvds de Gilmore Girls, e uma cortina verde no meu quarto. Um dia eu teria coragem de falar coisas que deveriam ser ditas, e um dia eu confiaria de verdade em alguém. Um dia algumas coisas iriam mudar.


Ah, um dia eu vou num show da Chantal Kreviazuk. E um dia eu vou tocar piano, ah, vou sim. E violino. Um dia eu vou ter um cavalo, e saber cavalgar. Um dia eu vou ter um sobretudo vermelho de lã, e eu vou andar na neve do jeito que a Anastasia anda durante Journey to the Past. E um dia eu vou ouvir Breakable dentro do avião. Um dia eu vou andar na chuva sem me preocupar se a minha franja vai ficar com formato de um S, ou parecendo o M do McDonald's. Um dia, ah, um dia eu vou saber resolver coisas sem me desesperar antes da hora. E, se possível, sem me desesperar na hora de desesperar também, seria ótimo. Um dia eu vou ter todos os livros da Agatha Christie. Um dia eu vou voltar a morar em São Paulo, depois do dia que eu for morar no Canadá. Um dia a gente vai sentar naquela varanda pra tomar um café e conversar, sabe? Um dia eu não vou mais cansar tão rápido das coisas, porque isso vai facilitar um tanto a minha vida. Um dia eu vou ter uma casa verde, e vai ter uma lareira na sala, e eu vou sentar ali e ler. Um dia algumas coisas vão mudar.

Tuesday, January 01, 2008

Oh, to hell with the stupid title ¬¬

Vou arrumar minha cama [porque a sociedade espera que eu o faça, não por achar que isso seja necessário, já que menos de 24 horas depois eu já voltarei a bagunçá-la, mas enfim] feliz [não a cama feliz e, hm, nem eu feliz, arrumar a cama é chato], e acho que me perdi, preciso recomeçar.

Vou feliz arrumar a minha cama, derrubo algo no chão, como de costume, e não se sabe por qual motivo desta vez olho a etiqueta do edredom que fica logo à minha frente quando me abaixo. Dou de cara com um SOLTEIRO escrito assim, gigante, na etiqueta. Não que eu tenha qualquer tipo de problema com isso, já que, hm, deixa pra lá, mas enfim, vai que ali no meu lugar está uma pessoa que tudo o que mais quer na vida é não estar solteira? Aí ela vai toda inocente arrumar sua cama e lá está a etiqueta, zombando. Só faltava ter um "lalala" escrito ao lado. Crueldade.

On the other hand...

Ah droga, lá vou eu errar o ano na data no caderno oooutra vez.

Hm, é, feliz ano novo!