Friday, December 26, 2008

Lendo Agatha Christie:

"Gladys era uma loura hétero de modos alternativos."

Paro, assustada.
A Agatha não descreve personagens assim.
Mesmo porque, o que são modos alternativos no contexto e aparente relevância da tal personagem ser uma pessoa heterossexual? (Não quero saber, na verdade. Prefiro continuar inocente.)

Releio.

"Gladys era uma loura etérea de modos altaneiros."

Ah, sim.
Agora tudo bem.

Posso continuar a leitura.

Thursday, December 25, 2008

Direitos autorais

Mãe e eu conversando, insatisfeitas, sobre nossos respectivos narizes:

Mãe: O meu é batatudo. O seu combina com a sua cara.
Eu: Combina nada, o seu que combina.
Mãe: O seu combina sim.
Eu: Não combina.
Mãe: Cala a boca, eu tô falando que combina.
Eu: Eu que sei se combina, o nariz é meu.
Mãe: Mas eu que fiz.

Fiquei sem resposta.

E percebe-se que minha mãe e eu não conseguimos ter uma única conversa séria que não venha parar no blog.

Wednesday, December 24, 2008

Conversas pré-natalinas

Eu montando o pavê, minha mãe temperando o chester:

Mãe: o chester não vai caber na travessa que eu queria usar, acho que vou ter que colocar na fôrma de pizza.
Eu: a fôrma de pizza? Não tinha nada mais... digno?
_

Eu: é pra terminar na camada do creme branco ou preto?
Mãe: a última camada é de creme preto. Daí vai acabar nela, não tem nenhuma outra.
Eu: eu entendo o conceito de "última camada", mãe.
_

Eu: por que você tá salgando o chester temperado?
Mãe: ah, ele já vem temperado mas vai que é pouco tempero?
Eu: e se não for?
Mãe: é só um pouco de sal, não vai nem fazer efeito.
Eu: por que colocar então?
_

Mãe: ai, o chester não vai caber.
Eu: é desossado, esmaga ele.
Mãe: mas aí ele vai ficar muito apertado ali.
Eu: mãe, ele tá morto.
_

Minha mãe e eu colocamos nossos vestidos natalinos (?):

Eu: ah, que bonitinha, tá parecendo uma camponesa.
Mãe: tô, né? Eu gostei.
Eu: e eu sou o papel de parede do windows 95.

Tuesday, December 23, 2008

Sobre a dificuldade de se conseguir uma pamonha

Isso aconteceu há algum tempo e não sei por que não postei aqui ainda, mas enfim.

Meus pais e eu paramos em um desses postos de estrada porque a viagem era longa e tínhamos fome. Na verdade pouco importa o motivo de termos parado lá, mas paramos. Tá. Aí eu inventei que queria muito uma pamonha, porque vi uma plaquinha de "temos pamonha" e sou muito sugestionável. Sério, comerciais funcionam comigo. Eu e a Versão já fomos de trem pro McDonald's à noite porque vimos uma propaganda, e inclusive fomos psicologicamente assaltadas naquela ocasião. Mas isso não tem nada a ver com a pamonha, só que eu acabei de beber café. Devia postar alguma outra hora.

Concentre, Isabel.

Então. Fui, feliz e saltitante (menos) até o balcão, e pedi uma pamonha à moça. Diálogo:

Ela: Você quer pamonha doce ou salgada?
Eu: Doce.
Ela: A gente só tem salgada.

Silêncio.
A minha expressão dispensava comentários.

Eu, quando consegui: Então eu quero salgada.
Ela: Você quer quente ou congelada?
Eu: Quente.
Sim, ela: A gente só tem congelada.

Juro que eu não sabia o que fazer. Queria rir, mas queria chorar também. Fiquei parada olhando pra cara da moça, e ela olhando de volta pra mim. Isso me deixa chocada, mas eu acho que ela não percebeu quão ridícula era a situação. Deprimente.

Mas enfim, peguei minha pamonha salgada congelada e seguimos viagem.

Monday, December 22, 2008

Medos infundamentados I

Essa madrugada eu fui tomada por um medo súbito muito grande de areia movediça.
Imagina só, você está andando tranquilamente pela... selva, e de repente é sugado pelo chão. Deve ser horrível. Pouco me importa que garantam por aí que os filmes são exagerados, que é só a pessoa não se mexer muito e tentar boiar, que geralmente só chega a um metro de profundidade e tudo mais.
Sou muito influenciável, e na minha concepção areia movediça é algo terrivelmente mortal, e eu vou andar olhando muito bem onde piso de agora em diante.


É, insônia dá nisso.

Sunday, December 21, 2008

Injustiça familiar

Há algumas semanas...

Mãe: Filha, lava a louça.
Eu: Mas eu pintei as unhas hoje, vai estragar tudo.
Mãe: Fazer o que, né? Azar.

Hoje...

Mãe: Fi, eu jantei e deixei os pratos ali, tá? Não posso lavar porque pintei as unhas e vai estragar, então você lava.
Eu: ...

Tem muita coisa errada no mundo.

Uma dúvida:

Pernilongos não dormem?


Essa era a única coisa que eu conseguia pensar hoje às cinco da manhã, dormindo em pé no meio do meu quarto tentando matar um mosquito infeliz.

Saturday, December 20, 2008

Músicas que eu passei o dia cantando:

Friday I'm in Love - The Cure
Naked - Avril Lavigne
La Primavera - Vivaldi (nada como cantar música clássica com tã-nã-nãs)
He Don't Love You Like I Love You - Daniel Bedingfield (tadinho, ele é tão sem graça e a irmã dele é tão legal)
Can't Take My Eyes Off You - versão da Gloria Gaynor
Pacato Cidadão - Skank
Yellow Submarine - Beatles

Nessa ordem.
Acho que acordei eclética.

Como assim?

Se tem uma coisa que eu nunca vou entender é a mania das pessoas de dizer "um beijo no seu coração". Tipo, oi? Tem tanto lugar pra beijar (certo, essa frase pode ter ficado duvidosa e parecer comprometedora, então não vamos entrar nesse mérito por hora - ou nunca, mas tá, desviei do assunto já), vai mandar beijo no coração? Eu sei que não é pra fazer uma interpretação literal disso, mas imagina que nojo. Ficar beijando órgãos. Por mais vitais que eles sejam, eca.
E se for metaforicamente falando, o coração se torna algo abstrato e não palpável, então não se pode beijá-lo.

Já fico incomodada quando as pessoas estão juntas e na hora de despedir falam "beijo!" de longe. Tá do lado, pra que só falar? Isso é coisa pra final de conversa no telefone, msn, coisas distantes do tipo. Mas ainda é menos pior que o beijo no coração.

No escritório esses dias uma mulher falou: "que Deus beije seus corações" nesse Natal ou algo assim. Tudo bem que é Deus, mas sério, o ato de beijar o coração é inconcebível pra mim.
_

Eu estava com saudade de ficar extremamente incomodada e revoltada sem motivo com alguma coisa aleatória que não vai me levar a lugar algum.
Reclamar é legal.

Friday, December 19, 2008

Sério, eu devo ter ouvido errado.

- Alguém me dá carona até o presídio?

- Em Timbó tem a Associação dos Pedófilos.

- Vários assuntos devem ser tratados por epilepsia.

- O que que é Cher?

- How I muscle weed. (Não saiu a letra dessa música na internet ainda e enquanto isso eu vou continuar cantando assim.)

- Esse tipo de produto que é a Letícia.

- Tu vai parir na Champs-Élysées. (Pior que essa eu ouvi certo, minha professora meio alternativa que disse.)

Tuesday, December 16, 2008

Sobre simpatia e baleias

É fato: não gosto de pessoas simpáticas demais.
Simpatia moderada tudo bem, não me incomoda, mas há casos extremos.
Fui a um restaurante com a minha tia hoje e o caixa era um tanto feliz. Até a parte do "boa tardeeee" gritado, cheio de exclamações e seguido de um sorriso gigante, eu só achei divertido. Mas quando minha tia falou que ia pagar com cartão de débito ele respondeu com um "ÓTIMO!!!" muito feliz e assustador. Imagino que se ela tivesse dito que pagaria em dinheiro ele teria subido na mesa e comemorado.
_

Sim, eu ainda estou lendo Moby Dick. É que tive que fazer uma pausa no final do semestre porque me pareceu humanamente impossível fazer todos os trabalhos e provas e ainda concentrar em uma caçada a baleias. Só que durante essa pausa eu passei em um sebo e encontrei O Grande Gatsby muito barato, então minha compulsão por livros não me deixou escolha. E aí eu passei em uma livraria esses dias e achei um livro barato da Ruth Rendell, ou seja, quando terminar de ler o retrato pessimista da sociedade de uma época, devo intercalar baleias e crimes, de acordo com o meu humor.

Eu podia ter parado na primeira frase.

Amor de mãe

Eu: Mãe, eu tô gripada. Tô com dor de garganta, dor de cabeça, e hoje acho que tava meio febril uma hora.
Mãe, de costas pra mim: ...
Eu: E você não tá nem ligando, né?
Mãe: Eu não, você é maior de idade, trabalhadora... se vire.

Quanto afeto.

Thursday, December 11, 2008

Discussões domésticas

Eu guardava a comida na geladeira após a janta. Minha mãe lavava a louça. Perguntei a ela se podia guardar os pedaços de manga que tinham sobrado naquele mesmo prato onde eles estavam. Ela disse que não, eu devia colocar em outro pote. Argumentei que em vez de ela lavar um prato agora e um pote amanhã, seria mais prático lavar só um prato no dia seguinte. Ela insistiu que eu colocasse os pedaços de manga em outro pote.

Eu: Affe mãe, você é muito teimosa, pelamor.
Mãe: Você tem por quem puxar então, né?
Eu: Eu? Eu não, eu sou um anjo.
Mãe, com toda a ironia que uma pessoa pode exprimir no tom de voz: Ah, é.
Eu: ...
Mãe: Nossa. Esse meu "ah, é"...
Eu: É.
Mãe: Eu exagerei na ironia, né? Só percebi depois que falei. Desculpa.
Eu: Tá, né. Mas você sabe que vai pro blog essa.
Mãe: Sei.

Ah, rotina.
E coloquei os pedaços de manga no outro pote.
Teimosas ou não, minha mãe ainda manda na casa.

Tuesday, December 09, 2008

Simpática ao extremo

Estava no centro de Florianópolis hoje no começo da tarde esperando dar a hora pra eu ir a uma entrevista de emprego, e como fazia muito calor fui tomar um sorvete. Esperava ali a minha vez, quando uma moça parou ao meu lado.

Ela: Você tá na fila?

Eu, mentalmente: Não. Eu estou parada aqui sob o sol escaldante da uma da tarde, correndo risco de adquirir um câncer de pele, porque vi essa aglomeração de pessoas aqui e eu adoro seguir as massas.

Eu, verbalmente: Estou =)


Adoro meu bom humor.

Tuesday, December 02, 2008

[inserir título aqui]

Eu adoro andar de ônibus. É um lugar tão interessante.
Agora pouco, por exemplo, eu estava ouvindo uma mulher falando (muito alto) para o homem sentado ao seu lado:

- "E impõe limite nessas crianças", eu disse. Por isso mesmo eu não tenho filho. E eu não cuido nem dos meus sobrinhos, vou cuidar de filho de outro?? Pra mim não custa nada levantar e arrancar a orelha de um.

Ainda bem que ela não teve filhos, eu diria.
E as orelhas dos sobrinhos dela agradecem.

_

Não, eu não sei fazer títulos.
Aceito sugestões.

Sunday, November 30, 2008

Em um domingo de faxina

Mãe: aoajsfoaaknalkshl.
Eu: mãe, eu tô ouvindo música alta e varrendo a casa, não vou entender uma palavra que você falar.

Alguns minutos depois...

Mãe: "mãe, eu tô ouvindo música alta", essa é uma frase inédita.
Eu: é?
Mãe: você não gosta de música alta.
Eu: eu gosto sim.
Mãe: não, você não gosta. Você nunca gostou de música alta.
Eu: não, você não gosta de música alta. Eu sempre ouço música alta quando tô sozinha.
Mãe: não senhora, você não gosta de música alta.
Eu: mãe ¬¬
Mãe: desde quando você gosta de música alta?
Eu: desde muito tempo, só que eu só ouço música alta quando tô sozinha em casa porque você não gosta.
Mãe: então como eu não sei que você gosta de ouvir música alta?
Eu: porque eu só ouço música alta quando tô sozinha, e quando eu tô sozinha você não tá comigo pra saber que eu tô ouvindo música alta, porque quando eu tô sozinha eu tô sozinha.
Mãe: ...
Eu: você sente que não me conhece mais, né?
Mãe: é, não tenho idéia de quem é minha filha. Passei a vida toda achando que você não gostava de música alta.
Eu: pois é, as pessoas nos desapontam.

Mais alguns minutos depois...

Mãe: já posso passar pano no seu quarto?
Eu: claro, se você não se incomodar com a música alta.

Minha mãe e eu não devíamos assistir a cinco episódios seguidos de Gilmore Girls.

Saturday, November 29, 2008

Férias, sono e tortura.

Estou decepcionada comigo mesma.
As férias começaram (dessa vez achei que isso não aconteceria nunca mais) e em dois dias eu já desrespeitei todas as minhas regras pessoais de começo de férias: lavei louça ontem, acordei sozinha hoje e levantei por livre e espontânea vontade às oito e meia da manhã, não passei o sábado de pijama e já estou com sono desde as dez da noite.
Me sinto tão velha.
Eu não podia ter feito nada no primeiro dia de férias, e já tinha que ter entrado no ritmo de acordar tarde e não dormir antes das três da manhã. Como vou fazer minhas maratonas de séries de madrugada se acordar às 8h e dormir às 22h?

Tem alguma coisa muito errada.

Pronto, meia-noite. Agora me sinto menos patética indo dormir.
_

Meio minuto de Brazil's Next Top Model me faz querer bater a cabeça na parede até desmaiar e não ser obrigada a ver as cenas ridículas, a tensão forçada, as broncas (mal) ensaiadas, as caras e bocas e a futilidade embaraçosa.
Sério, vergonha alheia.
Juro que não é birra, eu até consegui rir nas (duas) vezes que vi America's Next Top Model, apesar de tudo.
Mas é que não precisava ser deprimente desse jeito.
Que coisa triste.

Tuesday, November 25, 2008

Passeios da mente III

Donut de chocolate, docinho, um prato de macarronada, um pote cheio de jabuticaba, resto de Ruffles, um mamão papaya e pão com queijo e maionese. Sem intervalo.

É que minha boca começou a parar de doer e eu tenho três semanas pra compensar.
_

Mãe: Ah, é que quanto mais se fica parado, mais se fica parado.

Profundo, mãe.
_

Já mencionei em algum outro post que as pessoas colam na prova de Ética?
É que eu vejo tanta ironia nisso.
_

Moradores de Florianópolis e região sofrendo com a falta de água?
Sério?

Achei que o que faltava era sol.

Monday, November 24, 2008

Pequeno erro

O Jornal da Record acabou de deixar um milhão e meio de pessoas desabrigadas em Santa Catarina.

Pena que fazer a notícia ficar mais chocante não é sinônimo de alterar informações, certo?
Na verdade são 43 mil desabrigados, e um milhão e meio de atingidos.
Um erro assim me custaria uns cinco pontos na aula de Telejornalismo. E ainda levaria uma bronca sobre a perda de credibilidade que meu texto sofreria com isso.


Mas enfim, continua chovendo.

Sunday, November 23, 2008

Das pequenas tragédias pessoais

Estou me sentindo uma hipocondríaca.

Contei hoje o número de remédios que tenho tomado/passado/feito bochecho com/usado nas últimas três semanas: dez. Tem bulas espalhadas pela minha cômoda. Eu tenho usado a palavra "posologia" com naturalidade.

Aftas.
Eu as odeio.
Se eu tivesse dedicado as últimas três semanas à escrita de um romance deprimente, o personagem principal teria morrido de afta. Ele e toda a população de uma cidade, seria uma epidemia.

Aparentemente, um período (longo) de stress, combinado com algumas (várias) noites mal dormidas e alimentação levemente (tá, bastante) defasada, podem fazer um estrago em um ser humano. Eu culpo a faculdade.
De qualquer forma, minha imunidade baixou, e cinco lindas e saudáveis aftas surgiram de repente, não permitindo que eu me alimente nem durma direito, por três semanas. Três. Eu usei um canudo para tomar sopa Vono, pelo amor de Deus. Ou seja, minha imunidade não sobe porque não tem como subir, e sendo assim as aftas sentem-se muito bem instaladas e confortáveis ali, obrigada.
Eu pensei em arrancar minha língua fora - uma afta a menos. Mas não, isso seria me entregar. Sem levar em consideração que talvez, só talvez, fosse doer mais que a coleguinha afta já faz doer.

Mas eu estou me adaptando. E daí que eu fico ofegante depois de tomar um prato de sopa consistente de feijão usando um canudo fino? É um mero detalhe. E daí que eu não aguento mais ver purê de batata na minha frente? E daí que eu demoro duas horas e meia pra terminar de tomar um iogurte (que por sinal eu detesto)? E daí que eu estou alucinando com milho cozido de praia cheio de sal?
Estou pensando nas inúmeras lições que posso tirar dessa situação. Por exemplo, vou passar a valorizar muito mais os talheres - são utensílios belos e o uso deles é um privilégio; sinto saudades. E nunca mais vou achar que um prato de arroz puro é pouca coisa. Isso sem mencionar as lições práticas, como comer com um lado da boca apenas. Estou considerando seriamente uma especialização quando eu melhorar: quem sabe eu não consiga mastigar alimentos salgados de um lado da boca e doces do outro, ao mesmo tempo? Economizaria tempo.

Só não é muito divertido quando se tem uma mãe como a minha. Hoje ela espetou um pedaço gigante de manga com um garfo, e disse "ó, morra de inveja" enquanto abria a boca o máximo que podia.

Mas são coisas normais da (minha) vida.

Tuesday, November 18, 2008

Como assim?

Hoje foi um dia muito, muito estranho no ônibus.

Pra começar, quando eu entrei no ônibus a Segunda Oportunista já estava lá, sentada, confortável. O ponto dela é dois à frente do meu, ou seja, ela pegou o ônibus pelo menos um ponto antes de mim. Não fosse ela merecedora do título de Segunda Oportunista do Ônibus, eu nem cogitaria a hipótese de ela ter caminhado três pontos para ficar em vantagem. Mas é impossível prever o que essas moças são capazes de fazer para conseguir um lugar para sentar.

Distraí um bom tempo com esses pensamentos, até ser interrompida pelo sol forte que de repente bateu na minha cara através de uma janela do lado oposto do ônibus e me deixou cega por frações de segundo. Foi aí que eu pensei: "Bem que a Primeira Oportunista podia estar do meu lado e servir de cortina".

Parei.

Cadê a Primeira Oportunista? Todos os dias ela está em pé ao meu lado com a bolsa enfiada na minha cara, e hoje ela não estava ali. Fiquei desconcertada por alguns momentos. Ela estava parada ao lado de outra passageira (que eu nunca tinha visto nesse ônibus e que por acaso desceu um ponto antes de mim; a Primeira Oportunista tem um poder de observação extremamente aguçado, eu até a respeito por isso).

Isso me incomodou o dia todo.

Sunday, November 16, 2008

1) Circule o item que não pertence ao grupo:

Passa a propaganda de algum produto da Dove e ao final eu ouço:

"Pepino com chaveiro."

Novos componentes.
Hm. Digamos que é... alternativo.
Até tento formular alguma teoria bizarra mas desta vez realmente não tem como.
Pepino e chaveiro são coisas que simplesmente não combinam. Não consigo estabelecer nem alguma relação altamente duvidosa entre os dois.

É preciso me render:

- Mãe, eu entendi 'pepino com chaveiro'...
- 'Pepino com chá verde', filha.

O meu problema deve ser com comerciais de desodorantes e cremes e coisas do tipo, só pode.

Friday, November 14, 2008

Só pode ser pessoal.

Minha inspiração acabou completamente mesmo, e daí eu não quis vir aqui e postar coisas muito mais idiotas do que posto geralmente, mas aí a Versão me obrigou agora a vir atualizar o blog, então tá.

Oi, Versão, tudo bem?
E a família, como vai?
Novidades? Que que tem feito da vida?

Mentira.
Não é mentira que ela me obrigou, ela obrigou de verdade, mas vamos fingir que eu tenho algo mais a dizer.
__

Dia desses eu estava esperando a aula começar e precisava prender meu cabelo. Aquele horário o banheiro feminino já estava cheio, e eu odeio banheiro feminino cheio. Não gosto das conversas e do salão de beleza em que aquilo se transforma. Enfim.
Fui então discretamente usar o espelho do banheiro de deficientes. Nem acendi a luz porque não sei se é permitido que eu entre ali. Vai que alguém me vê e me acusa de não me adequar a algum quesito mínimo para poder entrar naquele espaço. Mas tudo bem, fui. Prendi o cabelo, ninguém me viu, saí, fui para a aula normalmente.
Na hora do intervalo uma lagoa havia surgido em frente ao banheiro de deficientes. Sério. Inundou o corredor inteiro, as pessoas quase tinham que nadar pra passar pro outro lado. E a lagoa ia aumentando e aumentando, e aí o pessoal da limpeza não conseguia secar o corredor, e depois de um tempo já tinha praticamente uma conferência ali pra descobrirem de onde vinha toda aquela água.

Nunca mais entro ali.
Vai que foi um sinal.

Monday, November 03, 2008

Entendendo comerciais

Estava assistindo a uma propaganda duvidosa de um desodorante que aparentemente não perde o efeito por 48 horas, e comentando com minha mãe e minha amiga que sei lá, mas eu prefiro tomar banho dentro do intervalo de 24 horas, porque me parece algo bem mais saudável, mas aí vai de cada um, claro, quando ao final do comercial ouço:

"Agora também contra a erosão!"

Desodorante contra a erosão... deve-se passar o desodorante na terra? Ou talvez todo o lucro das vendas do produto seja destinado a alguma ONG engajada no trabalho contra a erosão no... mundo. Ou... uma daquelas campanhas psicológicas do tipo "compre um desodorante e diga não à erosão!", ou... erosão emite algum odor desagradável e eu que não sabia?

- 'Agora também com aerosol', Isabel.

Ah bom.

Tuesday, October 28, 2008

As coisas não querem funcionar, não insista.

Preciso escrever uma reportagem de no mínimo 15 mil caracteres até quinta-feira. Se antes a dificuldade parecia ser chegar a esse número, isso agora não incomoda mais. Mas como Murphy me adora, ele preparou algumas surpresas pra mim.

Quando passei dos 15 mil caracteres fiquei muito feliz, afinal, eu tinha inclusive mais coisas para escrever, ótimo. Mas aí eu descobri que o Word no meu computador tem um limite de funcionamento: ele me deixa escrever até os 16 mil caracteres. Quando eu tento colocar uma letra a mais, ele trava. Faz aquela frescura de ter encontrado um problema, precisar ser fechado, perguntar se eu quero enviar um relatório de erros, aquela coisa toda. Juro que eu nunca tinha visto disso, mas considerando que é o meu computador, eu não podia esperar menos.

Tudo bem, com muita calma (depois de entrar em crise de desespero e ficar revoltada com o mundo porque só pode ser conspiração do universo o Word travar justo quando eu consigo escrever, ou seja, com muita calma mesmo) eu fui pegar o notebook para terminar de escrever. Lembrando sempre que eu odeio com todas as minhas forças digitar no notebook, mas era minha única opção.

Digito, digito, tudo muito bem, aí a internet no notebook resolve não funcionar. Não a internet exatamente, mas o navegador infeliz, que não quer me deixar mandar a reportagem para o meu e-mail. Tenho vontade de jogar o notebook na parede, mas é melhor não: minha reportagem está salva só ali, e se eu jogar o notebook na parede é possível que eu fique sem 75% da nota. Tudo bem, eu posso salvar no pen drive, sem necessidade de desespero, Isabel.

É. Até parece que o notebook ia reconhecer o pen drive, e até parece que ele ia deixar eu salvar o trabalho ali. Quanta ingenuidade para uma pessoa só. Eu deveria ter aprendido já.

Ou seja, resumindo: agora eu tenho um computador sem Word e com internet, um notebook com Word e sem internet, um pen drive inútil e vazio, e uma reportagem não pronta.

E o prazo terminando.

Friday, October 24, 2008

Analisando Personalidades - O Confronto

Conforme já foi comentado por aqui, eu não dei continuidade à história da oportunista do ônibus. Pois bem.

Meu plano inicial era ficar em pé para ver se conseguia deixar a moça desconcertada, e a Helô sugeriu que eu desse o lugar à oportunista e então delicadamente enfiasse minha bolsa na cara dela para que ela provasse do próprio veneno. Bom, eu descobri que sou uma pessoa extremamente preguiçosa (mentira, eu não descobri isso, eu já sabia disso. Um anônimo revoltado uma vez me chamou carinhosamente de mala preguiçosa aqui, ou seja, todo mundo já sabe disso). Não consegui levantar e dar lugar à moça, mesmo porque eu realmente não gosto dela. Ou seja, tudo continuou igual.

Até que uma bela manhã uma outra moça resolveu roubar o título de Oportunista do Ônibus da primeira. Essa segunda, que vou chamar de Segunda Oportunista, entra no ônibus um ponto antes da Primeira Oportunista, estando assim em vantagem óbvia: quando ainda haveria um lugar para a Primeira, agora não há mais porque a Segunda já o ocupou; quando não há mais lugar para nenhuma, a Segunda fica parada ao meu lado esperando a vez de sentar, arrancando olhares invejosos da Primeira.

É uma cena linda. Em qualquer outra situação eu ficaria, agora, incomodada com a bolsa da Segunda Oportunista enfiada na minha cara, mas a Primeira Oportunista já conseguiu conquistar toda a minha irritação, e consequentemente eu sou aliada de qualquer um que atrapalhe os planos dela.

Eu me divirto no ônibus.

Thursday, October 23, 2008

Assuntos alternativos

E novamente na aula de Planejamento... *

Professor: Nosso segundo assunto hoje vai ser casos e privadas.

Eu: Vai ser o quê??
Amiga: Cárcere privado.
Eu: Ah.

Porque a inspiração se vai, mas a péssima audição fica.


* Vou começar a dizer que o professor que tem dicção ruim (e não vai ser verdade).

Wednesday, October 22, 2008

Pausa:

Inspiração, pelo amor de Deus, cadê você?

Pronto, era só isso.
Grata pela atenção.

Monday, October 20, 2008

Aula em casa

No mercado aqui perto de casa tem um homem incrivelmente chato que fica anunciando os produtos num microfone que parece ter o volume mais alto que o normal. Ele chama a "minha senhora" para conferir o pão quentinho na padaria, e o "meu amigo" para o açougue. No tempo em que frequento tal mercado, cresceu em mim um repúdio extremo a esse funcionário, e eu fico torcendo para que ele perca a voz de vez em quando, ou que consiga um novo emprego - em algum lugar que eu jamais vá.

Pois bem, feito o meu desabafo, devo admitir que hoje ele me proporcionou um momento agradável ao anunciar uma promoção de Home 'Teacher' da Philco.

- Mãe, Home Teacher! Eu quero uma professora caseira! Compra uma pra mim?

Lógico que minha mãe me olhou com ar de desaprovação, mas antes disso ela riu.
Ponto pra mim.

Saturday, October 18, 2008

Gente como a gente (adoro clichês, vai)

Nove da manhã, entro no meu orkut e vejo um scrap da Pri (pra quem não sabe quem é a Pri, a Pri é uma pessoa muito legal) :

"Você me contaminou, olha ontem (peraí que eu vou pegar meu caderno que eu anotei o que que eu tinha ouvido o prof falar)

O prof disse: pro paciente com histórico vacinal desconhecido...
Eu entendi: o paciente com histórico vacinal de suicida...¬¬'

Aí eu fiquei pensando: será que histórico vacinal de suicida é de gente que nem eu, que toma a vacina, mas toda vez que tem campanha cisma de tomar de novo, mesmo que ainda não precise? Aí fiquei convencida de que eu era uma paciente de histórico vacinal suicida. Mas depois eu vi nas anotações do garoto atrás de mim que não era isso."

Sendo que outro dia ela já tinha me contado:

"Eu tava vendo The Tudors, aí o carinha: de coração, recebo-o em Roma.
Eu li na legenda: coração de sebo em Roma."

É muito bom não me sentir mais sozinha. Obrigada, Pri.

Ps. Enquanto escrevia este post, estava instalando um programa aqui. Em determinada parte da instalação, que já estava demorando, cliquei feliz em "concluir". Assim que cliquei percebi que na verdade era "cancelar".
Coisas da vida.

Wednesday, October 15, 2008

Sonho cinematográfico

Há alguns dias eu aprendi uma lição muito valiosa: se sua mãe está assistindo ao filme Acho Que Amo Minha Mulher e você acaba vendo algumas cenas, sendo que mais tarde irá assistir a O Exorcismo de Emily Rose, à noite você irá sonhar que o Chris Rock foi a julgamento por ter tomado Viagra, e está gritando como um possuído em pleno tribunal.

Ou essas coisas só acontecem comigo, sei lá.

Sunday, October 12, 2008

Post de sinal de vida.

Como meu celular sempre me proporciona momentos agradáveis (e situações postáveis), mais uma rápida só pra não deixar o blog empoeirado.

Recebo a mensagem: "É muito fácil carregar o seu Tim!"

Ah, Tim... Sempre confudindo falta de dinheiro com ignorância.
***
E eu tenho identificado uma certa tendência minha a ignorar meu celular quando ele desperta e aí ter que sair correndo desesperada pra pegar o ônibus pra aula, ao passo que se recebo alguma mensagem de manhã cedo, ouço e acordo sem problemas. Acho que está na hora de enganar a mim mesma mudando o som do despertador.
_

E assim que as próximas semanas (sem um limite de número para 'próximas') passarem e a lista de atividades acadêmicas diminuir, eu volto a postar direito aqui.

Thursday, October 02, 2008

Ouvindo e aprendendo

Aula de Planejamento em Comunicação.
Um dos grupos está lá na frente apresentando seu trabalho de planejamento de uma cobertura jornalística hipotética, mostrando que equipamentos iriam precisar, como seria o cronograma e tudo mais.
Em certo ponto da apresentação, o colega chega à parte dos custos:

"Pra alimentação a gente estipulou 35 reais", explica. A segunda parte da frase dele eu deixo aberta a interpretações: "Vai ser um elemento bem mais custoso" ou "vai ser um alimento bem mais gostoso".

Ainda não sei o que eu entendi errado e o que é o certo. Em qualquer outra situação eu teria certeza que a primeira opção é a correta, afinal, é uma frase muito mais acadêmica que a segunda. Mas é preciso considerar o contexto: parece-me lógico que uma alimentação mais cara seja mais saborosa (ou amorosa, vide post abaixo), não?

Palpites?

***

Mesma aula, um tempo depois.
Já falando sobre assessoria de imprensa, o professor pergunta para a turma alguns exemplos de empresas que são vistas de forma negativa pelos consumidores.
Depois de ouvir os exemplos, diz:

"Acho que podemos agrupar todas como calceta."

Perco a linha de raciocínio do professor enquanto me pergunto o que diabos é uma calceta. Termo técnico que eu deveria saber e sou ignorante demais? Palavrão? "Uma calça pequena, talvez", arrisca minha colega.

Depois de repetir milhares de vezes a palavra, o professor resolve escrever no quadro: call center.

Ah.

Sunday, September 28, 2008

Saber ouvir, saber ler

Fui a um restaurante com a minha mãe hoje para almoçar. É domingo, estamos sozinhas, nenhuma de nós tem a menor voia de fazer comida. Enfim.
Explicações desnecessárias à parte, estávamos almoçando e minha mãe reclamou que a comida estava fria (na verdade gelada, o macarrão parecia salada).

Eu: Ah, mas até que eu gosto de comida fria.
Mãe: Sim, mas almoço quentinho é mais amoroso.

Fiquei olhando pra ela com cara de interrogação porque não conseguia mesmo fazer uma associação entre comida fria e falta de amor ali na hora (agora até conseguiria fazer alguma metáfora tosca, mas isso não vem ao caso), e foi um tempo até eu descobrir que ela tinha na verdade dito que é mais saboroso.

Analisando meus posts dos últimos meses é possível perceber uma certa tendência que eu tenho a ler errado e ouvir mal o que as pessoas dizem. Mas a culpa não é minha, é herança genética. Hoje mesmo minha mãe leu "sobremesa de frango" e "batata na porta" quando na verdade o que estava escrito era "sobrecoxa de frango" e "bata na porta".

Não deviam deixar minha mãe e eu sozinhas assim.

Saturday, September 27, 2008

Mais passeios da mente

"Única , incomparável , indispensável , inigualável , inexplicável . . . Inesquecível. ♥
Mande para as 8 amigas que significam tudo isso pra você"

Oito pessoas igualmente inigualáveis e únicas?
Só pra mim isso parece irônico?

***
E o anúncio do msn:
"Quer um carinho?"
Só porque estou no msn num sábado eu sou uma pessoa carente?

***

Ainda nos anúncios do msn (sério, eu adoro esse negócio; fico abrindo janelas de conversa com pessoas que jamais vou conversar só pra poder ver anúncios), leio:

"Evite o recenseamento."

Campanha contra?
Tentativa de fazer o censo ser visto como forma do governo de controlar a população?
Protesto de forma discreta pra entrar no subconsciente dos usuários do msn?

Não. Li errado.

"Evita o ressecamento" (da pele).

Propaganda de creme.
Que decepção.

Wednesday, September 24, 2008

Compreensão infantil

Ontem eu estava lembrando que quando era pequena eu pensava que "terceiros" eram idosos.
Achava um absurdo o preconceito nas placas "não aceitamos cheques de terceiros".
Sempre tive pena dos velhinhos por isso, nem pagar com cheque eles podiam...

Aí eu cresci e entendi que 'terceiros' e 'terceira idade' não são a mesma coisa.
Meu universo infantil era muito mais legal.

Coisas do Orkut III

E fuçando pelo Orkut aleatoriamente, encontro a mesma pessoa nas duas comunidades:

Mais que irmãs,
melhores amigas! [♥]

amigas? não! somos IRMÃS ♥
porque nossa amizade já é irmandade..

Escolhe, minha filha.
Assim uma anula a outra.


E deixa eu ser chata e implicante, vai.

Ao amigo leitor ocasional V

"george orwell + bota de cano alto"

Assim, eu sei da frase dele sobre a bota prensando um rosto e tal, mas não sabia que era tão específico o tipo de bota. Ignorância minha?
Pelo menos não é de salto fino.

"fui atacada por um gato"

Garanto que o Google fica feliz em saber disso, amiguinha.

"qual vai ser a proxima promoção da coca?tera alguma promosao de corda"

As duas maiores lições que eu tirei da atividade blogueira nos últimos meses foram que as pessoas têm sérios problemas de auto-estima, e que a Coca-Cola precisa trabalhar muito na divulgação das suas promoções. Ou promosoes.

"como se comportar no shopping com os amigos?"

A humanidade me deprime às vezes.

"sobre ervas"

Muito bom, Sr Google. Depois de mandar gente que procurava uma aluna bêbada aqui pro meu blog, agora me transforma em especialista em ervas. Contribua assim para a minha imagem, à vontade.

Tuesday, September 23, 2008

Comemoração alternativa

Feliz primeiro dia da primavera?
Sério?
O Google não tem nada melhor pra fazer não?

De qualquer forma, muito obrigada, Senhor Google. Um feliz primeiro dia da primavera para o senhor também.

Monday, September 22, 2008

Animais empalhados, chuveiros e frestas.

Noite dessas eu tive um sonho horrível. Sério.
Mas foi o sonho horrível mais besta que eu poderia ter.

Eu queria desesperadamente tomar um banho, mas não tinha um chuveiro disponível.

Sim, isso.
No começo era a casa de uma amiga, aí do nada era um tio meu que morava lá.
Minha primeira tentativa foi o banheiro da casa. Estava ocupado. Até aí tudo bem, tinha mais dois banheiros. Fui, então, para o do quarto dos meus tios. Ocupado também. Comecei a ficar agoniada. Última tentativa, o do quarto da minha prima. Ah, estava livre, eu poderia finalmente tomar meu banho.
Foi aí que minha prima entrou no banheiro e disse que não ia sair dali. Assim, só pra não me deixar tomar banho!

Fiquei indignada a princípio, como assim ela não ia deixar eu tomar banho?
Reclamei.
Ela continuava firme ali, sentada, de braços cruzados, pouco ligando pro fato de que eu estava desesperada.
Brigamos.
Não importava quanto eu argumentasse, ela ia ficar ali.
Implorei.
Nem assim, ela estava decidida.

Nesse ponto eu já estava me segurando para não chorar. Fui ver os outros dois banheiros.
Ainda ocupados.
Aí, esperança!
Um primo veio me dizer que tinha encontrado outro banheiro na casa!
Fiquei feliz, eu ia finalmente tomar meu tão esperado banho!

Entrei no banheiro.
Todo de madeira, com uma cama de casal gigantesca no canto da parede. Eu teria que escalar aquela cama se quisesse deitar nela. Nos pés da cama, bichos de pelúcia enormes, que mais pareciam animais empalhados. Fiquei com medo.
Vi o chuveiro, no meio do quarto. Uma cama, um chuveiro, e só. Sem cortina, sem armário, sem qualquer coisa que eu pudesse esperar encontrar em um banheiro. Mas eu não ia reclamar.

Olhei, então, para a porta.
Era cheia de frestas, e qualquer pessoa lá de fora poderia ver tudo ali dentro sem precisar qualquer esforço.
E tinha muita gente lá fora.
Fui até um canto e sentei no chão encostada na parede. Comecei a chorar, repetindo: "Eu só queria tomar banho, eu só queria tomar banho!"
Meu primo veio me dizer que ficaria do lado de fora da porta segurando uma toalha ali pra que ninguém pudesse olhar, mas eu nem estava prestando atenção no que ele dizia, de tão desesperada que estava.
Eu só queria tomar banho.

Acordei chorando.

Thursday, September 18, 2008

Não-Voto consciente.

Por motivos de força maior, fui a um salão de beleza fazer as unhas.
Coisa mais chata, pelo amor de Deus.
Enfim.
Conversa-de-salão vai, conversa-de-salão vem (e eu só ouvindo), de repente entra uma mulher com a própria cara em forma de adesivo colada no peito (algo muito desnecessário, diga-se de passagem, já que ela tem a própria cara em tamanho real e muito mais visível um pouco acima).

- Estou aqui pra falar de política.

"Não diiiiiga", penso.
Só penso, porque eu ainda sou mais educada do que deveria.

Aí ela começa a falar que é psicóloga e não sei mais o quê, e está ali para entregar santinhos, que, segundo ela, "de santinho não tem nada hahahahahaha", e pedir nosso voto.
Já ia saindo do salão quando percebe que está esquecendo uma coisa fundamental:

- Ah, claro! Se eu for eleita, vocês podem esperar como melhoria que eu venha aqui fazer as minhas unhas!

Sério, chego a me emocionar com essas propostas sinceras assim.
Se bem que pode até ser que pelo menos ela cumpra essa.

Monday, September 15, 2008

Sejamos ecléticos

Se tem uma coisa que me diverte é ouvir cds usando o Windows Media Player com o plug-in de letras do Vaga-lume ativado. Quando o WMP não identifica cantor e nome da faixa, sendo assim Autor Desconhecido - Faixa 16, o Vaga-lume fica tentando adivinhar qual música está tocando, e eu sempre tenho surpresas agradáveis.
Agora, por exemplo, estou ouvindo It Must Have Been Love, da Roxette, e acompanhando a letra de Convite de Casamento, de Gian & Giovani.
Coisa linda.

"A gente morou e cresceu na mesma rua
Como se fosse o sol e a lua
Dividindo o mesmo céu
Eu a vi desabrochar, ser desejada
Uma jóia cobiçada
O mais lindo dos troféus"

Poesia pura, vai dizer que não.

Inglês alternativo

Nossa, quase esqueci o endereço do meu próprio blog.
Trabalhos, trabalhos, provas, mais trabalhos, e as aranhas vão fazendo teias aqui.
Que drama.
Mas é, então só pra não deixar isso aqui às moscas por sabe lá mais quanto tempo, um post (que, lógico, tem minha mãe como personagem principal).
***
Eu estava ouvindo uma música, e minha mãe entrou no meu quarto no trecho:

But I've moved on
Like a rolling stone


Ela não hesitou em perguntar: "Ela disse que gosta dos Rolling Stones?"

Quero ser igual minha mãe quando eu crescer. Ela é muito legal.

Monday, September 08, 2008

Banho espiritual

Estava escrevendo uma mensagem de celular pra minha amiga, aí antes de enviar salvei como rascunho. Quando salvei, eis que meu celular proclama:

"Batizado! Mensagem completa!"

Parei.
"Nossa, meu celular é estranho", pensei, lembrando de quando ele se declarou pra mim. "Agora ele batiza... alguma coisa."

Mas aí fiquei decepcionada ao perceber que tinha lido errado, obviamente, e era "realizado!", e não batizado.
Gostava mais quando meu celular me ajudava no caminho da salvação.

Convicção

Ps do post anterior:

Se tem uma certeza que eu tenho nessa vida é que para cada situação do cotidiano existe uma referência a O Rei Leão que pode ser feita - e eu vou saber fazer.

Saturday, September 06, 2008

Você deve ocupar o seu lugar no ciclo da vida

Mãe, na sala: Fi, vem aqui pegar uma coisa pra mim?
Eu, no computador: Já vou, mãe.

20 minutos depois...

Mãe: Filha, você me esqueceu?
Eu, ainda no computador: Ah! Esquecii, desculpa, mãe! /o\
Mãe: Tudo bem né...

Fiz o que ela queria que eu fizesse.

Eu: Ai mãe, desculpa, juro que não foi de propósito.
Mãe, após uma pausa dramática: 'Você esqueceu de mim. Esqueceu quem você é, e esqueceu de mim'. Agora eu entendo como o Mufasa se sentiu.
Eu: Cala a boca ¬¬

Talvez eu tenha assistido mais O Rei Leão do que devia, e taaaalvez eu tenha forçado pessoas a assistirem comigo um tanto considerável de vezes.
Mas só talvez.

Preciso de um dicionário de sonhos.

Essa noite eu sonhei que a velocidade do download de um episódio de uma série aqui era de 3,33 kb/s negativos!
Aí o tempo estimado de download ia aumentando e eu ficando desesperada sem saber o que fazer, já que já estava em 85% e eu não podia cancelar!
E enquanto isso eu tentava ouvir um cd aqui, mas meu computador mostrava o aviso: "Estamos com mania de implicar com a música 'É Eu'."

Alguém tem alguma interpretação?
(Além, é claro, do fato de eu estar passando tempo demais na frente do meu computador velho, lento e ruim.)

Thursday, September 04, 2008

Minha participação nas aulas - parte 3.

Colega Aleatório: É muito difícil achar um jornalista esportivo, porque futebol tudo bem, mas ginástica olímpica, ginástica rítmica, psicose...

Eu, pra uma amiga: Psicose? O.o
Cláudia: Foi o que eu entendi também!
Eu, pra outra: Karina, ele falou psicose? O.o
Karina, que rabiscava alguma coisa qualquer (já que eu não sou a única aluna exemplar ali) : Não sei, não ouvi...
Eu: Ginástica olímpica, ginástica rítmica, psicose! Gente, ele falou psicose!

E nisso nós perdemos o rumo da aula, mais uma vez. Normal.
Mesmo porque, eu fiquei imaginando um jornalista especializado em cobertura de psicose, e aí sem chance de eu conseguir fazer minha cabeça voltar pro assunto da aula.

Mas sério, que esporte ele pode ter dito ali? Alguém arrisca?

Monday, September 01, 2008

"Sweet dreams are made of this..."

Há duas noites eu acordei no meio da madrugada, rindo do sonho absurdo que eu tinha acabado de ter. Esse eu tinha que contar depois pra alguém. Então, sabendo do meu histórico de esquecer sonhos, pensar que eu devia ter anotado pra lembrar, depois sonhar e pensar em anotar, mas logo em seguida ter a certeza de que tal sonho era inesquecível demais e eu não precisaria de ajuda de anotações pra lembrar dele, e sim, acabar esquecendo completamente e depois me culpar de não ter anotado, resolvi anotar palavras-chaves desse sonho em especial.
Ontem encontrei o papel, que em letra quase ilegível dizia:

"IÁ
BASQUETE
EDITORIA DE POLÍTICA
NÚMERO DA SORTE DA PESSOA BURRA"

Resultado: não tenho idéia do que essas frases querem dizer, nenhuma lembrança do que era o sonho, tenho um certo medo do meu subconsciente, a conclusão de que estou me envolvendo demais com as aulas, e além de tudo ainda tenho a curiosidade eterna do significado das minhas anotações noturnas.

Anotar não adianta, vou voltar ao meu ciclo de antes.

Sunday, August 31, 2008

Analisando personalidades em lugares alternativos - 2

Pessoas contrariadas podem se tornar agressivas.

Fui a uma loja com a minha mãe, porque eu precisava de uma calça. Detalhe desnecessário. A vendedora, por algum motivo, prestou atenção no meu all star, e enquanto eu provava a calça em questão, ela e minha mãe de alguma forma começaram a comentar sobre os tais artistas de all star, que usam tinta de tecido para personalizar os tênis e ganhar muito dinheiro com isso. Parece que tinha ido algum desses na Ana Maria. Enfim.
Saí do provador, e a mulher começou a listar para mim todas as, aparentemente, inúmeras vantagens de eu estilizar meu simples all star preto e sem vida. Eu poderia desenhar uma bela borboleta sobre uma flor toda detalhada, vejam bem, assim como váááários outros desenhos e formas ensinados em um livrinho de técnicas de pintura em tecido, que por uma mera coincidência a vendedora tinha ali naquele momento.
Já irritada com a insistência da mulher, fui categórica ao dizer a ela que eu não tenho nenhum talento para desenhar, mesmo. Acho que eu até falei que eu sou um caso perdido.
Foi então que ela olhou para mim com algo que eu classifiquei como ira e revolta (devo até ter me encolhido um pouco, se é que não me escondi atrás da minha mãe), e bradou:

- TOOODO MUNDO SABE DESENHAR PELO MENOS UM CORAÇÃOZINHO, NÃO É POSSÍVEL QUE VOCÊ NÃO SAIBA!

Ela falou com um tom de desprezo, que dizia "você é a escória da humanidade; se não sabe desenhar um coração, não há sentido nenhum em você continuar vivendo".
Talvez tenha sido o fato de ela ter sido contrariada, provavelmente a culpa seja da mãe dela, como sempre é, tanto faz. Mas a verdade é que eu, teimosa e implicante como sou, não tive coragem de responder a ela que a) eu não quero um all star com estampa de coraçõezinhos e b) eu realmente não sei desenhar corações.
Mesmo porque, acredito que ela seria capaz de eliminar ali mesmo essa mancha na sociedade que eu sou.

Friday, August 29, 2008

Sou conservada.

Cena 1:

- Ah, quantos anos você tem, 14?
- Não, dezenove.
- QUÊ??

Cena 2:

- Tenho 19 anos.
- Nunca que você tem 19 anos ¬¬
- Tô te falando ¬¬
- Duvido. Mostra a identidade.

Cena 3:

- Onde você estuda?
- Ali na Estácio.
- Na faculdade??
- É, eu tenho dezenove anos.
- Pensei que você tava começando o segundo grau!

Cena 4:

- A sua filha tem o quê, 13 anos?
- Ela tem 19.
- O.o

Juro.
Nasci em 1989, só não parece.
Ainda sou dos anos 80, ê.

Analisando personalidades em lugares alternativos - 1

É no ônibus, todos os dias, que eu percebo a persistência das pessoas em completarem seus objetivos.
Tomo por exemplo uma determinada moça: ela entra todos os dias com o objetivo concreto de conseguir um lugar para sentar, por mais que todos os lugares já estejam ocupados quando o ônibus passa pelo ponto dela.
Mas é essa garra, essa força de vontade que ela tem e eu invejo, que a fez decorar a ordem de saída das pessoas do ônibus durante o percurso. Ela aprendeu, por exemplo, que uma certa menina de botas desce do ônibus primeiro, sendo a próxima uma loira de cabelo comprido, aí depois meu amigo e eu.
Eu mesma decorei essa ordem, vejam bem, de tanto observar a moça persistente.
Ela sempre consegue sentar, mais cedo ou mais tarde, e pessoas que entraram no ônibus antes dela continuam em pé. É impressionante.

Só que algo me incomoda muito.
A moça do ônibus parece, muitas vezes, um urubu desesperado por um pedaço de carne, ali espreitando, só esperando a oportunidade de atacar.
Eu não era uma vítima constante, já que costumava saltar no mesmo ponto que outro passageiro, e a moça oportunista dava preferência ao lugar dele. Ótimo.
Entretanto, de uns dias pra cá, esse passageiro e as outras duas pessoas que saltavam antes de mim, pararam de pegar esse ônibus.
Ou seja, agora, todas as manhãs, às 7h30, estou eu sentada, e a moça do ônibus em pé ao meu lado, batendo a bolsa dela na minha cara durante todo o percurso.
Não é agradável.

Estou considerando ir em pé na próxima semana para ver se ela fica um pouco desnorteada.

Ps. Já brinquei de saltar um ponto à frente para deixá-la confusa.

Thursday, August 28, 2008

Ao amigo leitor ocasional - 5

Aí já é demais, hein, Google?
A criatura pesquisa "aluna bebada" e você a manda pro meu blog?
Sacanagem.
Juro que eu não sou assim.

Sem mais delongas, vamos ao momento O Leitor Pergunta, eu (Sabiamente) Respondo:

aeroporto de porto alegre onde estacionar
No estacionamento.

mentalidade infantil no pará
Sei não, viu, mas acredito eu que a mentalidade infantil lá seja igual à mentalidade infantil em qualquer outro lugar do mundo. É tipo... infantil.

queria um abraço "bee"
Desculpa, eu só conheço o de urso, no caso bear. Mas não me parece que abraço de abelha seja muito aconselhável.

meu nome é isabela
O meu não, mas quase!

eu quero baixar "no one"
Tudo bem, eu deixo.

E a todos os colegas internautas que ainda querem saber como aumentar auto-estima, como aprender a mexer em um computador, como aprender a mexer no orkut, piadas sobre memória, e aos que chegam aqui procurando letras de música, eu juro que não posso ajudar. Sério. Garanto que por aí tem sites mais especializados nisso tudo que o meu blog.

Monday, August 25, 2008

Meme Olímpico

A Fabiane do Ah! E por falar nisso... repassou pra mim o meme criado no Transparecendo. Com um pouco de atraso, aí vai a minha lista de cinco momentos sem-noção dessas olimpíadas:

- O cubano dando um super golpe de taekwondo com o pé esquerdo na cara do juiz.
Falem o que quiser, o cara é bom. Ele ainda tava machucado.

- A ginasta vietnamita que foi pega no antidoping e tinha ficado na 59ª posição no individual geral.
Sério, se drogando ela ficou em 59º? Sem usar nada ela seria tão atlética quanto... eu.

- O impulso extra de Daiane dos Santos.
Tá, ela é boa e faz saltos ótimos e tudo mais, parabéns pra ela, mas em quatro anos de preparação pras olimpíadas não deu pra aprender que o espaço é um pouquiiiinho mais curto?

- Galvão Bueno e Sônia Bridi brigando pela vez de falar.
Acho que só ia resolver se soltasse o Faustão lá no meio.

- O comentário de um narrador da sportv: "a mãe do Phelps não sabe mais onde enfiar tanta flor".
Sei lá, escolhe melhor as palavras, poxa. A impressão que eu tiro dessa frase realmente não é boa.

Continuam a tarefa, Marco Y e Menina de Óculos?

Sobre ervas daninhas, padres e frescos.

Lá estava eu na minha saga de ouvir conversas alheias no ônibus. No semestre passado isso era uma necessidade acadêmica para um trabalho um tanto quanto alternativo, mas eu conservei a prática por prazer. É uma coisa muito divertida. Ou assustadora, dependendo de quem está no mesmo ônibus que você.

Trechos que eu consegui ouvir uma desconhecida berrando: "Isso aqui é uma terra maldita, Deus que me perdoe (...) só vou estar feliz quando tiver uma casa isolada em cima de um morro com vista pra orla marítima, aí quando a erva daninha quiser invadir eu só fecho a porta da minha casa e digo que fui viajar (...) acho um absurdo, tem casa com jardim e os carros dos namorados das filhas (...) porque homossexual é mais que homem que gosta de homem, eles são denegridos na sociedade (...) e enquanto isso tem padre aí na política, eu acho um absurdo (...) e as filhas deles trancadas no quarto com o namorado (...) porque fresco sempre foi criticado, se os frescos querem ter uma vida a dois, deixa.

Também acho, viu.
E eu tenho quase certeza de que era um monólogo.

Novo autor

Olhando as prateleiras de um sebo, na letra H, encontro os livros de Sherlock Holmes.
Todos os livros que ele escreveu.
Que bonito, não?
Conan Doyle é figurante.

Pânico nos corredores

Saindo na aula, nos corredores da faculdade, eu e minha colega ouvimos um homem falando.

- Mas quando eu fui condenado...

Imediatamente nos olhamos assustadas e falamos juntas.

- "Quando eu fui condenado"?? O.o

A voz do homem vinha da porta dos elevadores, pra onde estávamos indo. Medo. Ele continuava, conversando com um moça:

- Entendeu? Quando eu fui condenado, o júri...

Júri?? Nos olhamos novamente. Por via das dúvidas, passamos grudadas na parede, olhando sempre pro chão, evitando qualquer possibilidade de sermos identificadas pelo condenado. Entramos correndo no elevador e apertamos imediatamente o botão de fechar a porta, desesperadas. Nosso outro colega, que nos seguia calmamente e sem saber do que a gente tanto corria, entrou no elevador com cara de interrogação, ao que eu respondi:

- Eu hein, o cara é criminoso confesso ali andando pelos corredores, vai saber que que ele fez!

Melhor prevenir.

Saturday, August 23, 2008

Só mais um dia

Estava eu passeando com a minha mãe pelo calçadão da Felipe Schmidt no centro de Florianópolis, olhando vitrines, quando de repente sou atropelada por uma quase-velha que vinha andando na diagonal pra cima de mim. A gente não só esbarrou, foi uma coisa muito mais complexa que isso. Por um momento nós ocupamos, sim, o mesmo lugar no espaço.

Eu: desculpa, senhora! (Detalhe, ELA tinha passado por cima de mim, mas eu sou educada.)
Ela: ô menina! olha por onde anda!
Eu: desculpa, eu não te vi.
Ela: faz favor né menina idiota! que absurdo, ô!
Eu: eu tô pedindo desculpa, sua grossa ¬¬ (Retomando o parêntese anterior, eu sou educada até certo ponto.)
Ela: olha por onde anda, menina burra! (Sim, altíssimo nível de xingamentos.)
Minha mãe, pra mulher: então não corta a frente das pessoas, ô anta! (Adoro minha mãe.)

Foi divertido.

Mais tarde, saindo do shopping, passamos por uma menina que usava uma touca de pele, muito grossa e à la Polo Norte, uma mini-blusa/quase top, e uma bota de cano alto, daquelas super quentes.

Eu: Olha mãe, a menina tá vestida de zonas climáticas da Terra. Posso ir assim numa festa à fantasia?


Sabe, só essas mesmas coisas de sempre.

Friday, August 22, 2008

Momento tenso

Lebedeva tinha acabado de dar seu último (e ótimo) salto. Não tinha como saber imediatamente se o ouro era ou não da Maurren. Eu estava conseguindo manter uma certa calma até o momento, mas o povo da SporTV realmente não colabora comigo. Naquele clima tenso, eis que o narrador começa: "VAMOS VER! VAMOS VER! VAMOS VER QUANTO SALTOU TATYANA LEBEDEVA! VAMOS VER QUAL FOI A DISTÂNCIA SALTADA POR TATYANA LEBEDEVA!"
Ele só não falou isso mais vezes porque não tinha outras formas de falar. Ele esgotou todas as frases formuláveis, em um momento que não tinha o que dizer, e realmente ficar gritando ali não tava ajudando. Tive que pedir pra ele calar a boca pelo amor de Deus (gritando com a televisão).

E agora pouco eu e minha mãe choramos com o VT do pódio.
Sim, com um VT.
Sendo que as duas já tínhamos chorado com o pódio ao vivo.
Me sinto patética em horas assim - mas, lógico, a culpa sempre é da mãe.

Falha de comunicação

Liguei para a Versão, como de costume, na hora do almoço.
Estávamos conversando normalmente (sendo que o nosso 'normalmente' é um pouco alternativo, mas isso não vem ao caso).

Ela: e onde que você vai?
Eu: então, eu vou lá no-- *BARULHO ENSURDECEDOR* AAAH! Versão que que é iiiisso? /o\
Ela: o cara tá fafuahsmnhfuco
Eu: TÁ O QUÊ??? /o\
Ela: o cara tá fazendo su-co!
Eu: dentro do celulaaar? /o\

Ela me convenceu a desligar e ligar de novo quando o cara tivesse parado de usar a britadeira dele para fazer um suco, ou derrubar um prédio, tanto faz.
Quando liguei novamente eu estava na rua, e ela garantiu que ouvia claramente eu sendo levada por um tornado.

O universo conspira pra que a gente não consiga conversar. É impressionante.

Thursday, August 21, 2008

Brilhante.

Sabe quando um livro é tão tão bom que você esquece que tem que voltar ali viver alguma hora?
Ou senta pra ler um capítulo e quando percebe já passou da metade do livro?
Quando o autor tem umas sacadas tão geniais que fazem você ficar até se sentindo pateticamente idiota e desprovido de uma inteligência aceitável?
Ou quando você chega a ficar irritado porque jamais conseguiria pensar em alguma coisa tão brilhante assim?
Ou ainda as frases que ficam martelando na cabeça?
E quanto à raiva de si mesmo de nunca ter tirado um tempo pra ler aquele determinado livro agora que você sabe que ele é um dos melhores que você já leu e vai ler?
Sabe aquela depressão de fim de livro bom?
Aquela relutância em terminar de lê-lo, mas a incapacidade de deixar de lado?

Pois é.
Se é que resta alguma dúvida, sim, eu realmente gostei de A Revolução dos Bichos.
George Orwell é meu novo herói - e em termos de genialidade ele é definitivamente um "mais igual" que os outros.

--
E veremos agora se sou persistente o bastante para finalmente ler Moby Dick.

Minha participação nas aulas - parte 2.

Por e-mail:

"Oi professor.
Aqui é a Isabel da sexta fase, matutino.
Eu ia até a Estácio hoje pra falar com você sobre a pauta do meu trabalho, mas aí olhei pela janela e o temporal em formação me assustou um tanto.
Então acho que vou acabar fazendo a pauta com alguma idéia que se Deus quiser eu vou ter, e aí depois, em um dia mais feliz e ensolarado, vou até a faculdade no seu horário de atendimento pra melhorar ou mudar completamente minha idéia.

Ps. Eu bebi café, então perdoe a clara influência da cafeína nesse e-mail."

Que o Deus raro queira que meu professor ache isso legal.

Menos um.

Eu fiz uma proposta pra mim mesma de voltar a ler e ler e ler toda hora como costumava fazer antes da maluquice da faculdade, e resolvi que ver o filme não conta. Então fui comportadinha ler O Médico e o Monstro.

Não teria fundamento nenhum eu fazer uma super resenha do livro, porque esse é um clássico consagrado da literatura mundial, adaptado pra trocentos mil filmes, programas e tudo mais, e a minha opinião pouco vai importar. Não é preciso ler a obra pra conhecer a história, aliás, (quase) todo mundo conhece.

Mas enfim, eu só queria deixar registrado que ao longo do livro, e principalmente no final, eu senti aquele arrepio na espinha - tão bem descrito em várias e várias páginas da obra.

E eu não queria que o livro acabasse.
É muito melhor conhecer a história tendo lido.

Comentários aleatórios

Alguém precisa falar pro narrador da SporTV do futebol feminino ali que "volta pra trás" é redundância.

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Ter um carro com placa CIO deve ser horrível.
Imagina, eu jamais deixaria alguém preencher aquelas folhinhas de estacionamento por mim. Seria uma situação muito constrangedora.

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"Eu sou kabeça" é um dos piores slogans que eu vi um político usar. Algumas pessoas jamais deveriam ter acesso ao internetês.

Tuesday, August 19, 2008

Série: minha participação nas aulas - parte 1.

Sou uma aluna exemplar.
Meus comentários são os mais bem-vindos, e eu sempre entendo tudo que os professores falam.
Ou não.

Aula de Ética e Legislação Jornalística (acredito eu que seja esse o nome da matéria).
Discussão sobre moral.

Professor: Mas e se a mulher estava na praia de fio dental*, e justo naquela hora ela precisa ir na igreja rezar porque... o filho dela tá fazendo vestibular. Aí não dá tempo de ela colocar outra roupa. É por falta de moral que ela entrou na igreja assim?

Eu, pra minha amiga: Ela foi pra praia no dia que o filho dela tava lá fazendo vestibular? Sacanagem. E nossa. Ela tem um filho em idade de vestibular e tava usando fio dental? Caramba. Conservada, hein.

Senti algum olhar de "é só um exemplo, Isabel" vindo na minha direção, mas enfim.

Ainda na mesma aula:

Colega aleatório: ...então eu queria justificar que não vim ao debate porque estava doente, e me desculpar com a turma.
Professor: Certo. Acho muito boa sua iniciativa de nos explicar isso, afinal, Deus é raro.

Deus é raro? Fiquei com cara de ~.^ uns instantes tentando entender o que o professor queria dizer com isso. Cheguei a pensar "é, realmente, não se vê Deus toda hora assim, é raro", rejeitei o pensamento absurdo, viajei mais um pouco ali, e quando consegui finalmente entender que meu professor não tinha dito "Deus é raro", obviamente, mas sim "deu errado", já tinha perdido toda a linha de raciocínio e não sabia o que estava acontecendo na aula.

Viu? Exemplar.

* De repente me pareceu tão estranho que esse fosse o contexto da conversa. Sei lá viu.

Talvez seja hora de aposentá-lo.


Mas só talvez.

Monday, August 18, 2008

Um pretendente inusitado

Meu celular despertou essa manhã. Eu sempre o coloco para despertar no mesmo horário, todos os dias, e todos os dias eu pego o celular para ver que horas são quando ele desperta. Isso é parte do processo de lembrar em qual contexto eu vivo logo que acordo.
Enfim.
Quando peguei o celular para conferir a hora, olhei a tela: "eu te AMO".
Parei.
Fechei os olhos, sacudi a cabeça, olhei novamente: "Seg 18 AGO".

Ah bom.

Ps. Não, eu não sou carente assim.

Sunday, August 17, 2008

Decepção

"o que não suporto: ironia!!!"

Fiquei uns dois minutos com cara de "como assiiiiim?" pro perfil da menina.
Não entendo as pessoas, juro que não entendo.
Por um momento tentei me convencer de que ela estava sendo irônica ao dizer isso, mas não.
O mundo está mesmo perdido.

Friday, August 15, 2008

Sou sonâmbula (e tapada)

Madrugada.
Acordo com meu celular na minha mão.
Depois de alguns segundos completamente desconcertada, consigo finalmente lembrar quem eu era e aonde estava (Isabel, planeta Terra).
Percebo que o celular está conectado à internet.
Desconecto, desesperada.
Depois de quase sete reais de crédito gasto em vão, volto a dormir.

Então é, eu deveria ser proibida de dormir com um celular por perto.
Já mandei uma linda mensagem criptografada para a minha amiga enquanto dormia, e dessa vez entrei na internet.

Se eu por acaso fizer seu celular tocar de madrugada, favor desligá-lo na minha cara.
Grata pela atenção.

Ortografia?

É justo.
Durante os dias de semana, só frango sem asa.

Ps. Eu, particularmente, nunca entendi por que se diz "alado".
Mas tudo bem.
Ps². Vamos todos fingir que vemos 'ran' ali no meio de 'fango'.

Thursday, August 14, 2008

Solução drástica

Minha mãe e eu estávamos sentadas no mesmo sofá vendo Gilmore Girls. O segundo episódio que vimos acabou, aí eu levantei para tirar o dvd.

Mãe: Ai que bom que você vai sair daí, assim eu posso esticar minhas pernas!

Bom saber que ela adora minha companhia.
Enfim, peguei a caixinha do dvd e reparei, empolgada, quais seriam os próximos episódios.

Eu: Olha! O quinze e o dezesseis! Eba!
Mãe: É, era de se esperar né, já que agora vimos o catorze; geralmente depois do catorze tem o quinze e o dezesseis.
Eu: ¬¬

Em seguida fui servir o Smirnoff nas taças (porque é, eu e minha mãe bebemos juntas em casa quando não tem nada pra fazer), e a divisão sempre precisa ser exata porque nós somos duas crianças de cinco anos que brigam se uma ganha mais que a outra.

Eu: Olha, tá igual.
Mãe: Isso, que bom.
Minha mãe dá o primeiro gole.
Eu: Só que o seu tem veneno.

Ela tava me provocando.

Domesticados?

Acabei de receber o olhar de ódio mais cheio de ódio do mundo. Foi um olhar sem limitações impostas pela sociedade. Não tinha nada no olhar que dissesse "só não te mato porque é errado", mas sim "só não te mato porque sou um gato e tem um cachorro ao seu lado".

Sim, um gato me olhou com ódio.

Eu estava chegando em casa, e ele estava no telhado. Quando percebi, ele se preparava para atacar um pombo, porque aparentemente várias espécies gostam de matar o tempo no telhado da minha casa. Não que eu tenha alguma coisa a favor de pombos, muito pelo contrário, por sinal, mas eu não ia deixar aquela matança toda acontecer no meu telhado, então saí pulando e gesticulando e fazendo sons estranhos para assustar o gato (e o pombo, e a minha cachorra, e provavelmente algum transeunte que vai evitar a minha rua a partir de agora).

O pombo escapou.
O gato me olhou.

Foram alguns segundos, nós dois parados ali. Eu estaria completamente vulnerável, não fosse pela ajuda psicológica que minha cachorra deu. Foi uma ajuda involuntária na verdade, porque ela não tinha visto nem gato e nem pombo - mas tudo bem, salvou minha vida.

Distorcendo datas comemorativas


Claro.
O Vagalume ainda poderia fazer uma promoção qualquer, que o vencedor ganharia um cartão musical para seu pai.
Ao som de Because of You, o progenitor amado leria:

"Ser Pai...

Ser pai é traumatizar os filhos a ponto de eles se tornarem pessoas muito inseguras;
Ser pai é acabar com a confiança dos filhos em toda e qualquer pessoa;
Ser pai é não pensar em mais ninguém além de si mesmo;
Ser pai é fazer com que os filhos sintam medo."

Lindas palavras.

Que eu saiba o tema do Dia dos Pais é papai-te-amo, não papai-você-acabou-com-a-minha-infância. Mas quem sou eu para questionar o poderoso Vagalume (que por acaso tem a tradução da música no site, não pode ser tão difícil entender que não é uma declaração felizinha; sério, vê o clipe se não gosta de ler), não é mesmo?

Enfim.

Wednesday, August 13, 2008

Clássica

Toca o telefone da sala.

- Alô?
- Filha, tá em casa?
- Não.

Minha mãe não me conhece? Ela sabe que não pode fazer nenhuma dessas perguntas do quesito tolerância-zero pra mim. E essa é até muito batida, ela devia mesmo ter previsto.
Mas como eu sou realmente, bem, chata, eu não ia parar por aí. A conversa continuou até a despedida.

- ...daí vou passar no mercado e vou pra casa.
- Tá, mas você tem a chave?
- Ahn, tenho, por quê?
- Porque eu não tô em casa pra poder abrir o portão pra você.

Consegui sentir o ¬¬ do outro lado da linha.
Só quem recebe cara de ¬¬ como resposta muitas vezes por dia consegue sentir a vibração de um ¬¬ à distância.
É uma espécie de dom (ou falta dele, mas aí fica a critério de cada um).

Tuesday, August 12, 2008

Oxi

"Your Delicious password has been changed"

Que intimidade é essa com a minha senha, ô?
Eu hein.

Carta-resposta

Devido a uma série de coisas ditas por várias pessoas em diversos lugares ao mesmo tempo (precisão é tudo), acredito que tenha ficado parecendo, em algum lugar no universo internético, que eu quero mandar alguém pra cadeia por causa de um ps. Ou algo menos dramático que isso.
De qualquer forma, e a quem interessar possa, não é esse o caso (mesmo porque, convenhamos que seria ridículo).

E vou ali arranjar um assessor de imprensa pra mim.

Monday, August 11, 2008

A declaração mais sincera

Eu quero que o mundo saiba:

Leite Condensado, eu te amo!


E agradeço a Deus por eu ter pais magros.

Personal Helper

Uma coisa que eu nunca, jamais vou entender, por mais que eu viva e me torne uma velha sábia, ou mesmo que... favor inserir referência tosca a uma das cenas finais do último Indiana Jones aqui, é de onde tiraram a expressão auto-ajuda.

Não entendo nenhum dos dois termos que compõem tal definição, mas isso não vem ao mérito da questão por ser uma opinião pessoal (se bem que esse blog é meu então dane-se o respeito à opinião alheia). De qualquer forma, vou-me ater à parte "auto".

Como assim um livro escrito por outra pessoa é classificado como auto-ajuda? A menos que eu leia um livro escrito por mim mesma, não estarei me auto-ajudando (a mim mesma) (desculpa, não resisti).

Ps do título: porque agora tá mais na moda ainda ter personal somethinger.

Observação final pra que eu possa falar "eu não disse?" pra mim mesma depois (sim, minha vida é solitária) : "Auto-ajuda" é o último termo que eu devia escrever no blog. Agora o Google vai mandar um tanto de gente pra cá atrás de discursos motivacionais e eu, definitivamente, não vou auto-ajudar ninguém.

Saturday, August 09, 2008

Filhos preferidos.


E quando lançarem a sétima temporada eu compro na primeira semana, e terão sido novecentos e nove reais e trinta centavos muito bem aplicados, obrigada.

Friday, August 08, 2008

Ao amigo leitor ocasional IV

A pessoa vai a uma loja de móveis e compra um divã; liga o computador e conecta a internet; abre a página do Google; coloca o divã em frente ao computador; deita-se nele, e coloca o teclado sobre a barriga; com alguma dificuldade, digita:

"vou contar uma historia infantil,mas preciso de uma introdução para ficar mais emocionante"

O Google faz uma expressão séria, responde "entendo", e tranquiliza a pessoa dizendo que esse problema tem uma solução muito simples. Aí, por algum motivo, ele a assegura de que a resposta para essa questão complexa está em meu blog.

Pois bem, detesto decepcioná-lo, leitor amigo, mas não, a resposta não está aqui.


Ps. A magia do "era uma vez, em um reino muito muito distante" acabou, assim? As crianças enjoaram e fim? Que coisa, não?

Thursday, August 07, 2008

A culpa é dela

A caminho da cozinha pra jantar, puxei minha mãe do sofá pra ela ir comigo. Ela foi rindo e fazendo piadinhas, muito feliz, e apoiando em mim.
Estranhei um pouco.
Aí ela falou: "Hahaha, eu tava bebendo, tô bêbada, bêbada, bêbada. Haha, aaaai. Tontiiinha! Haha!"

Deixando o politicamente correto completamente de lado (mesmo porque, quando é que esse blog foi?), eu realmente gosto de verdade da minha mãe.

(Não que seja politicamente incorreto eu gostar da minha mãe ¬¬ todo mundo entendeu.)
(Né?)


Ps particular: As hienas é que são nossas inimigas. E sim, é pra ignorar isso aqui.

ALERTA! SEGURANÇA!

Fui scanear um documento que minha mãe tinha pedido, e ao clicar em "digitalizar imagem", fui atacada por uma janela que me informava: "Perigo! Uma mensagem de erro de comunicação é exibida durante a digitalização!!! Abortar operação!"
Logo abaixo, um aviso que devia me tranquilizar, mas estava destacado com uma tarja vermelha: "Há soluções disponíveis!!!"
Em seguida, uma série de sugestões drásticas do que eu deveria fazer, como proceder, e ainda outras opções de suporte, bem como um box ao lado perguntando o que eu gostaria de fazer SE esse evento ocorresse novamente, ou seja, caso meu computador não explodisse ou o mundo não acabasse naquele instante.

Depois de alguns momentos sendo bombardeada por essas mensagens, falei: "Gente, calma, eu só esqueci de ligar a impressora."

Nunca mais esqueço, juro. Que medo.


Ps. Senti-me no direito de dramatizar levemente as notificações de erro.

Idade Média descontextualizada

Hoje de manhã eu vi na rua uma mulher que parecia ter saído de um quadro medieval.
Não tem outra forma melhor de explicar como ela era.
Queria que ela estivesse usando aquelas roupas legais também.
E não, eu não tenho nenhum objetivo a alcançar com esse post, só queria registrar o momento porque pra mim foi único. Afinal, não é todos os dias que se vê personagens de pinturas medievais andando por aí.

Minha Problemática


Eu tenho a cachorra mais legal do mundo inteiro.
Além das várias características da minha Nicole que eu já enumerei aqui no blog previamente, hoje eu descobri que se ela fosse um ser humano, seria obesa por ansiedade.
Toda vez que ela fica agitada, procura alguma coisa para comer - mesmo que seja ração pura, que ela é enjoada e não gosta, perdida pelo chão.
Se ela levar alguma bronca, se eu for lá tentar tirar uma foto dela (pra conseguir essa aí tive que esconder o prato de comida dela porque ela não parava de comer ¬¬), se alguém for brincar com ela, qualquer coisa; ela sai correndo desesperada atrás de qualquer coisa comestível.
E sim, eu fico boba olhando pra ela, porque ela é linda. E porque ela acorda de manhã quando eu vou sair pra aula e vem toda sonolenta se arrastando só pra me dar bom dia ** (tá, quem dá bom dia sou eu, já que ela é um cachorro.)

Minha, minha Nicolinha.

Wednesday, August 06, 2008

E enfim...

Desanestesiei-me.


Entenda como quiser.

Ideologia!

Eita palavra difícil de lembrar ¬¬
Eu estava há dois dias aqui tentando.
"Ideai... Ideiali... Ideialo... Ideialos...", até que agora, em um momento de perceptível inspiração divina, pensei que talvez não tivesse o segundo I, o que me levou a "idea", aí "idealo...", e finalmente, ah, ideologia!

Fico tão orgulhosa de mim mesma quando consigo lembrar de alguma coisa assim, qualquer que seja. Quem me conhece sabe (nossa, isso ficou muito começo-de-perfil-de-gente-sem-personalidade) que minha memória é, hm, prejudicada.

Tuesday, August 05, 2008

Desconstruindo ideais

You're sweet as green apples
You must be the one

Mas Chantal, maçãs verdes são azedinhas! /o\

Monday, August 04, 2008

Sobre órfãs e minotauros.

Bel. diz:
"Soninha defende pedágios na cidade de SP"
Bel. diz:
eu li 'sozinha'
Bel. diz:
porque seu blog me influenciou
Thami diz:
haha
Bel. diz:
e já fiz analogia ao Sozinha no Mundo, do Marcos Rey
Bel. diz:
e fiquei imaginando uma órfã toda engajada com os pedágios
Bel. diz:
ficando na frente das máquinas que iam destruí-los
Bel. diz:
e falando "só por cima do meu cadáver"
Bel. diz:
olha o que você faz comigo.
Thami diz:
eeeeu?
Thami diz:
claro
Thami diz:
tudo eu.
Bel. diz:
se você não tivesse falado do Minotauro
Bel. diz:
a órfã não existiria.

oi

Ou ainda: "Aplicando os conhecimentos acadêmicos nas questões corriqueiras e divertindo-se com isso", mas daí tinha ficado muito grande e óbvio o título aí eu não gostei e resolvi editar. Enfim.

Estava no elevador na faculdade (não, ok. *piada interna, simplesmente ignore*) e entraram duas alunas de enfermagem conversando.

Aluna 1: Nossa, o elevador da minha casa* tá estragado, ele fica emperrando.
Aluna 2: Ah, devem ser os vírus e as bactérias!
Alunas 1 e 2: HAHAHAHAHAHA!

Esse pessoal de saúde, viu.
Gente estranha.
Sou muito mais de humanas, e na minha área eu já veria notícia ali; claramente alguém está sabotando o cabo do elevador tentando matar a Aluna 1.
Que não digam que eu não avisei (não, eu não avisei, porque talvez seria estranho).

* "O elevador da minha casa" parece uma frase tão distante da minha realidade. Me senti tão pobre e pequena e indefesa.

Oi, meu nome é Isabel

E estou viciada no chocolate Diplomata, da Nestlé.
Vai uma barra por dia, fácil fácil.
Não sei o que fazer pra parar.

Thursday, July 31, 2008

Ao amigo leitor ocasional III

"orkut da minas park estacionamento"Desculpe, mas não posso te ajudar.

"nome mae rei leao"Ah, essa eu seeei!
Sarabi, amiguinho.
Volta aqui ver, tá?
Vamos conversar sobre Rei Leão. Me sinto muito solitária sem alguém interessado em falar sobre o filme comigo.

"como escreve casa comigo em inles?"
House with me.
Juro.

Wednesday, July 30, 2008

Trégua.

Eu passei dias e mais dias viajando, e quando voltei minha mãe estava toda beijos e abraços, e nós estávamos muito carinhosas e meigas.
Mas aí hoje:

Mãe: passa esse pano na pia?
Eu: não.
Mãe: cala a boca.
Eu: cala você.

Ah, de volta ao normal, ainda bem.

Detalhe: eu voltei ontem.
Nossa meiguice acaba muito rápido.

Conselho vital:

Nunca esqueça de conferir se as etiquetas das suas roupas estão escondidas.
Sério.
Isso é algo muito importante e nem todas as pessoas o fazem.
Lamentável (ou não, porque fica engraçado).

Tuesday, July 29, 2008

Melhor viagem da minha vida.

Só pra constar.


Ps. Apesar das quase 96 horas tentando voltar pra casa.

Wednesday, July 09, 2008

Está nas veias

Eu: mãe, meu cabelo tá muito marcado e feio?
Mãe: não, marcado não.
Tia: ou seja, tá feio.

Porque a crueldade é, sim, de família.

Tuesday, July 08, 2008

Pizza, anyone?

O curso de inglês terminou, e a professora, meu colega e eu fomos à pizzaria comemorar. Estávamos todos muito felizes conversando e tudo mais (nada de tudo mais, estávamos conversando, ponto), e aí chegou o garçom:

"Chicken hurt?"

Paramos.
Viramos.
Fizemos cara de what-the-fuck (uma professora e dois alunos formados não podem fazer cara de que-diabos nem nenhuma outra cara nomeada em português, é contra as regras).
É, era pizza de coração.
Mais tarde, contando para a minha mãe, ela disse que podia ser pizza sabor Galo de Briga.
Faz sentido.

Mas tá, o garçom saiu, nós rimos, etc etc.
Aí ele voltou.

"Champion?"

Eeeeu comi pizza de campeões, rá!
Mais risadas.

"White chocoleite com stramberries?"

Claro!
Pizza de chocoleite é nova.

"Fish?"
"Tuna fish", corrigiu minha professora.

"Só suíte aqui agora?"
Tá, essa a gente demorou pra entender.
"No, mix!", respondi rápido e sem formular muito quando descobri que era pizza doce que ele queria oferecer.

E nós estávamos conversando normalmente em português, então não tenho a menor idéia de por que ele atacou a falar inglês com a gente.

Monday, July 07, 2008

Últimas aquisições:

- Ontem eu quase fatiei meu dedo enquanto lavava louça.
- Hoje eu cortei outro dedo no zíper do plástico do edredon no mercado (logo após um incidente hilário envolvendo um shampoo, uma tentativa minha de sentir o cheiro dele, e meu nariz).

Conclusão:

Aaaaacho que eu devia, talvez, ter um pouquinho mais de cuidado e atenção se quiser continuar tendo dez dedos (e não ficar três horas sentindo o cheiro do shampoo involuntariamente).

Espera proveitosa.

Estava no terminal esperando meu amigo pra gente ir almoçar, e feliz porque quanto mais pessoas eu vejo, mais coisas bizarras eu vejo. No meio de gente berrando no telefone público, mulheres correndo de salto alto de um jeito hilário e tudo mais, vejo algo que me força a compartilhar com alguém. Ligo para a Versão (se é que existe alguém no mundo que ainda não sabe, a Versão é minha amiga).

Ela: Oi Bocó!
Eu: Versão, a mulher que passou aqui tá usando o sutiã por cima da blusa!
Ela: Onde você tá? Oo

Juro que eu tava ali no terminal, na luz do dia. A mulher usava uma blusa branca, o sutiã preto por cima, e uma jaqueta jeans. Eu não fui a única a ficar assustada. A moça que estava ao meu lado, e que me perguntava as horas de dez em dez minutos, começando a pergunta todas as vezes com "tens horas?" ou "tens horas de novo?" (uma das vezes eu quase respondi "não, moça, não tenho mais, acabou agora", mas pareceria grosseiro, talvez), ficou até meio pálida quando viu a mulher com as roupas levemente invertidas.

Depois a outra mulher, que estava ali esperando a filha dela, reclamando que "esperar é um inferno", e que tinha apelidado a nova nora de "Pantera Negra" (sim, eu ouço conversas alheias prestando muita atenção), repetiu três vezes para a moça que perguntava as horas a frase: "porque você sabe que quando eu fico nervosa não respeito nem o Papa."

Comecei a rezar pra que meu amigo chegasse logo. Fiquei com medo.

Sunday, July 06, 2008

Para satisfazer necessidades

"A GALOCHA que você procura está aqui. Clique e compre já."

Tenho medo do msn. Muito medo.


Ps. Sim, eu sei que o título é duvidoso.

Dicas para torcer melhor

Minha mãe e eu, apaixonadas por jogos de tênis, estamos assistindo à final de Wimbledon. Minha mãe é tietezinha patética do Federer, e eu sou centradamente apaixonada pelo Nadal.
Depois de nós brigarmos e nos xingarmos um pouco, e de ela ter me ameaçado com uma faca, ou seja, rotina aqui em casa, Federer estava em um dos (poucos, humpf) bons momentos dele na partida, e minha mãe comemorou gritando "yes".

"Comemorar em inglês é muito mais legal. Olha: 'siim... =/'. 'YEEEEEEES! \o/'. Faz muita diferença."

Isso foi segundos antes de ela gritar "come on" toda indignada quando o Nadal voltou a comandar a partida.
Mas deixa, mesmo que ela goste do jogador errado, eu adoro ver minha mãe torcer. Ela grita, vibra, pula, destrói as próprias unhas, levanta, xinga... é muito legal.


Ps. Não, eu não deixo meus gostos pessoais interferirem no meu texto. Não mesmo.

Saturday, July 05, 2008

Como não se comportar no shopping

Pois bem. Voltei hoje ao restaurante que traumatiza pessoas fazendo pressão psicológica terrível. Dessa vez fui com a minha mãe, que já estava avisada sobre o que teria que enfrentar.
Estávamos na fila, e na nossa frente uma mulher chamava sua filha de Carlinha ou Cacá, e dizia a ela para esperar só mais um pouquinho que logo elas iriam jantar. Era uma mulher muito carinhosa.

A vez dela chegou.

Ela pediu uma salada de massa para levar e a moça disse a ela que eles não faziam salada para viagem. Acho que foi esse fato que desencadeou todo o resto.
Atrapalhada com o número de ingredientes e os nomes de todos eles, incomodada com o risinho cínico do chef, talvez decepcionada por não ter conseguido nada melhor além de repetir a calabresa cinco vezes, ela foi ficando vermelha. Juro.
De repente, ela grita: "CAAAAAAAARLA, VAI CHAMAR SEU PAI AGOOORA!"
Ao que a menina respondeu, assustada: "Mas eu não sei onde ele tá..."
"VAI ACHAAAR, ORA!", a mulher continuava gritando.
A menina levantou da mesa em que estava sentada, meio atordoada e sem rumo, e ouvimos o grito novamente: "CAAAAAARLA, NÃO DEEEEIXA SEU IRMÃO SOZINHO NA MEEEEESA! QUE QUE VOCÊ TEM NA CABEÇA, MENINA???"
Minha mãe e eu, compadecidas da pobre Carlinha, ficamos assistindo-a voltar para a mesa e pegar seu irmão, que devia ter uns dois anos (realmente, ela não podia deixar o menino ali), e sair andando em busca do pai.
"CAAAAARLA! FICA AÍ! ESQUECE SEU PAI."
Acho que se a menina não estivesse tão assustada ela teria mandado a mãe dela à merda. Sério.

Enfim, o pai esquecido da Carla apareceu, a mulher insandecida brigou com o chef que tem ar de superior, gritou com a moça até conseguir salada pra viagem, o menino de dois anos chorou, a minha mãe esqueceu a palavra "tomate", e eu lotei meu prato de queijo por não conseguir todos os ingredientes. Tudo normal.

Para começar bem o dia

Café da manhã.

Eu: Mãe, você não pode monopolizar a nata aí ¬¬ (aos não-sulistas que por acaso não souberem o que é nata, é um treco de passar no pão; e sim, eu sei descrever muito bem as coisas.)
Mãe: Ah é, desculpa. Tem que socializar.
Eu: Odeio socializar.
Mãe: Ah, quanto egoísmo, não pode ser assim.
Eu: Você gosta de socializar?
Mãe: Hm, não.
Eu: Rá.
Mãe: Esse negócio de sociedade e partilha não é comigo.

É minha mãe.
Ou eu sou filha dela, no caso.
O que não significa que ela não seja minha mãe, aliás, só faz ela ser mais minha mãe.
Não, eu não sei o que eu tô falando.


Logo após o café da manhã, eu ainda dormindo e levemente desconcertada:

Eu: Ai. Que que eu tenho que fazer agora mesmo?

Minha mãe estava mastigando e começou a fazer alguns gestos estranhos, erguendo e abaixando os braços várias vezes.

Eu: Ahn... deixar minha... energia fluir e colorir a minha aura? ~.^
Mãe: Trocar de roupa.
Eu: Ah.

Sobre o ódio mais sincero

Estava no provador da loja com a minha mãe, conversando alegremente, quando ouvimos uma voz feminina no provador ao lado:

"Ai, espelho da Renner, eu te odeio. Te odeio de morte."

Ele deve ter feito algo horrível.
Tenho medo.

Friday, July 04, 2008

Persistência é um dom (ou não)

Eu: Tô com fome de coisa salgada e não tem nada pra comer nessa casa. Tá pior que a casa das Gilmore.
Mãe: Não sobrou arroz?
Eu: Mãe, olha pra minha cara de quem quer comer arroz. ¬¬ Eu queria batata frita. Você não quer? =D
Mãe: Não.
Eu: Ah, mas eu queria...
Mãe: Faz.
Eu: Mas eu não queria fazer.
Mãe: Ah, claro.

Nesse momento meu olhar de cachorro pidão foi tão completamente ignorado quanto as minhas indiretas e eu tive que ser mais clara.

Eu: Mãe. Frita batata pra mim?
Mãe: Frita você ¬¬
Eu: Eu descasco e você frita?
Mãe: Eu não quero levantar daqui pra fritar batata.

(...) (tempo pra pensar em uma nova abordagem)

Eu: Qual foi a última vez que nós cozinhamos juntas?
Mãe: ~.^
Eu: Essa não foi uma boa tentativa, né?
Mãe: Não ~.^
Eu: Ah mãe, mas batata frita é tão booom. Por favoooor =D
Mãe: EU NÃO QUERO FAZER BATATA FRITA!

Cinco minutos depois, eu e minha mãe descascando batatas juntas:

Eu: Viu que momento agradável em família? =D
Mãe: ¬¬

Thursday, July 03, 2008

Minha muito minha Nicolinha.


Chata.
Irritante.
Manipuladora, terrivelmente manipuladora.
Oportunista.
Atacada.
Teimosa.
Interesseira.
Insuportável.

Parece que aquilo que eles dizem sobre o cachorro parecer o dono é verdade.

Minha Zgi.

Ao amigo leitor ocasional II - Especial Auto-Estima

"como aumentar a minha auto estima?"
Não faça perguntas ao Google.
Ele é um site de busca, não um amiguinho substituto quando todas as outras pessoas te abandonam porque você é tão insuportável.

"preciso aumentar minha alto estima"
Aprenda a escrever "a u t o" primeiro, depois volte aqui.

"palavras com l para aumentar o auto estima"
Ahn... Lindoooooooo!
(...)
oi


E o mais importante...
Não venha ao meu blog tentar aumentar o pouco de auto-estima que lhe resta.
Esse aqui definitivamente não é o lugar para isso.

_
Adoro saber como as pessoas chegaram ao meu blog. Mesmo.

Banho alternativo

Eu, lavando a louça: odeio lavar conchas.
Mãe: por quê?

Coloco a concha de sopa embaixo da torneira e a água espirra na minha cara.

Eu: por isso.

Wednesday, July 02, 2008

Ao amigo leitor ocasional I

"onde acho o vale coke players?"

Vá até o mercado mais distante da sua casa na semana de lua minguante.
Se puder ser no terceiro dia, melhor ainda.
Conte as garrafas de Coca-Cola, de forma que a primeira da esquerda seja o número 1 e a última da direita seja o número 2, a segunda da esquerda o número 3 e assim sucessivamente.
Quando chegar à garrafa número 11, pare!
É muito importante que você pare.
Preste atenção à garrafa que está imediatamente atrás da garrafa de número 11.
Conte duas à direita dela, nessa fileira de trás.
Verá atrás dessa uma outra, que parecerá uma garrafa qualquer de Coca-Cola.
Ela é.
Mas agora conte a partir dessa da terceira fileira, 4 garrafas à esquerda.
E ali estará, em todo o seu esplendor, a Garrafa Premiada com um lindo Vale Coke Player!


Ou não.

Como citar O Rei Leão ao fazer a janta

Eu estava usando meus amplos talentos artísticos decorando um prato (leia-se "brincando com o Catupiry") e fazendo o belo desenho de círculos nas camadas do Escondidinho de Charque (favor ler com sotaque nordestino) adaptado para o paladar dos habitantes da minha casa. Minha mãe estava acompanhando o processo (ou ainda "supervisionando minhas ações para garantir que nada sairia do controle") e questionou qual técnica avançada de decoração eu estava utilizando no momento ("que que você tá fazendo? ¬¬").

Eu: Círculos. Um ciclo sem fim que nos guiará.
Mãe: A dor e a emoção?
Eu: Pela fé e o amor.
Mãe: Até encontrar o nosso caminho.

Pausa.

Eu: Neeeeeeeeeeeeste ciclooooooooo, ciiiiicloo sem fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim tan-dan! ciclo seeem fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim! *inserir aqui o som de um ser humano imitando (mal) o rugido de um leão*.

E aí todo mundo continuou com a sua vida como se nada tivesse acontecido.

Ps.

Sim, eu escrevi Bel com catupiry.


E sim, meu Ps é uma imagem.

Tuesday, July 01, 2008

O que temos aqui?

Olha! Que surpresa!
A taxa de rejeição de uma determinada cidade X aqui no blog foi só de 40%!
Todos sabemos bem o que isso significa...
Ou não?
Opa.

Mas eu sei :)

Saturday, June 28, 2008

Pensamento do dia

No meio de alguma conversa aleatória com meu pai, minha mãe pediu se podia ser filosófica por um instante. "A vida deve ser vivida", sentenciou, com um ar sério.
Foi um momento bonito.
Uns segundos de silêncio depois, ela caprichou no sotaque e soltou: "la vida deve ser vivida. hahahahahahaha, adorei essa."

Mãe cachaceira é outra coisa.
Não me responsabilizo pelo meu futuro.

Simpatia de Giz

Eu já me enchi de tudo o que você diz
Da tua cara de profeta lá da Praça Paris
O teu jeito de ser o que você queria ser, mas não é
Olha como ET e pensa como perdiz
É o teu jeito de bancar um cara rico e feliz, mas não é
Mete o pau na água e compra um chafariz
Acha que é um rei e ri dos meus bem-te-vis
Acha que é o dono dessa bola que eu não quis, mas não é
Eu não agüento mais tua simpatia de giz
O teu jeito de saber do vento mais que o nariz
O teu jeito de ser o que você queria ser, mas não é
Olha como folha e pensa como raiz
É o teu jeito de bancar um cara rico e feliz, mas não é
Querendo me ensinar aquilo que eu sempre fiz
Usando o que é dos outros pra sonhar e não diz
Fundando a filial querendo ser a matriz, mas não é.

Oswaldo Montenegro.


Né? :)

Thursday, June 26, 2008

Experiências edificantes no shopping

Sem ironia.

Estava na Saraiva com a minha tia, ganhando o Almanaque dos Seriados que eu tanto queria (e que desde que foi lançado eu lia o número de páginas que conseguia cada vez que ia lá até que algum funcionário da loja começasse a disfarçadamente passar ao meu lado várias vezes fazendo uma leve pressão psicológica para que eu parasse, mas até esse dia eu já tinha conseguido ler bastante; a Saraiva tem lugares estratégicos que os vendedores negligenciam um pouco, mas shhh), quando de repente vejo um rapaz caminhando pela loja com um contrabaixo. Fiquei estática. Aquele negócio maravilhoso é maior que eu (não que seja difícil, mas ainda assim). Depois juntaram-se a ele um homem com um violão e outro com um violino. Iam fazer um mini-show ali.

Eu chorei na passagem de som. Sério.

Enfim, depois dos 45 minutos que foram talvez um dos melhores momentos da minha vida, eles avisaram que fariam uma apresentação maior na noite seguinte.
Lógico que eu fui.
Arrastei minha mãe e minha tia comigo, falei com os três, fiz o violinista me dar a partitura escrita à mão por ele mesmo de uma das músicas, e sim, contei isso pra quase todo mundo. Ou pra tipo três pessoas, no caso, mas considerando meu círculo de amizades, três pessoas já é quase todo mundo pra mim.


Eles são quase desconhecidos. Egoisticamente, adoro que seja assim.
Ainda bem que eu estava lá, conheci, vi, ouvi, gravei, e continuo ouvindo.
E como a Versão bem falou hoje, ninguém pode tirar momentos de mim.
Esse definitivamente foi um desses aos quais eu vou me apegar e lembrar pra sempre.

Tuesday, June 24, 2008

Experiência traumatizante no shopping

Estava no shopping com a minha tia, como de costume, e fomos almoçar. Optamos aleatoriamente por um dos "restaurantes" italianos da praça de alimentação, e era um daqueles que as pessoas vão escolhendo os ingredientes que querem no molho enquanto o cara vai preparando, depois escolhem qual molho vão querer, bem como o tipo de massa. Muito bem, um prato personalizado, uma coisa bem atendimento-bancário, só que gastronômico.
Fomos para a fila, e ficamos observando um menino que pareceu estar um pouco confuso na hora de listar os ingredientes que iria querer. Fiquei irritada com ele, e reclamei com a minha tia. Enfim.

Ali na fila a moça veio nos dizer que podíamos optar por oito dos ingredientes.
Pareceu fácil.

Foi então que a mulher que estava na nossa frente se atrapalhou na hora da escolha. Ela foi muito bem até a quarta opção, senhora de si, mas aí gaguejou um pouco na quinta, e travou completamente depois da sexta. O cara que prepara o molho começou então a lembrá-la de que ainda faltavam dois ingredientes, com um leve tom de pressão na voz. Ela começou a repetir um pouco desesperada: "eu sabia todos os ingredientes, eu sabia..."

Fiquei assustada. A próxima seria eu.

Comecei bem: queijo, champignon, palmito, azeitona. Aí eu travei. Ele ficou me olhando e esperando a continuação, e eu simplesmente não conseguia falar. Olhei todos os ingredientes expostos ali e de repente esqueci todas as coisas que eu gosto, e os nomes delas. Foram talvez os segundos mais tensos da minha vida.

Aí a salvação! Peito de peru!
Alívio.

Mas logo a tensão voltou. "Ainda faltam três", ele me dizia.
Eu não sabia o que fazer. Quase encenei um momento dramático sobre como minha mãe tinha exigido coisas demais na minha infância, e como meu pai queria que eu fizesse faculdade de medicina e eu tinha o decepcionado, e carregava esse peso agora e por isso não sabia mais fazer escolhas. Eu conseguiria chorar se precisasse. De verdade. Os problemas familiares inventados só seriam pretexto.

Não sei exatamente como foi o final. Tenho a vaga lembrança de ter pedido queijo e champignon de novo, e menor idéia de qual foi a última escolha. Foi tudo tão traumatizante! Próxima vez eu anoto os oito ingredientes e vou preparada.

Sério.

Monday, June 23, 2008

Sobre a minha personalidade

Eu estava rindo na frente do computador de alguns scraps da minha amiga quando minha mãe resolveu, bem, ser ela, e incomodar:

Mãe: que que você tá rindo sozinha aí?
Eu: scraps, mãe.
Mãe: não gosto que fique rindo.
Eu: ...
Mãe: rir sozinho é sinal de fraqueza.

Interessante.
Mas eu tive crise de riso.
Adoro a minha mãe.